Arquitectura civil pública, seiscentista. Padrão seiscentista formado por corpo paralelepipédico e remate em pirâmide quadrangular de forma pura e linhas simples. A função deste elemento originou o nome do lugar e da rua. Constituía uma fronteira sanitária à navegação que entrava no Rio Douro.
Pirâmide quadrangular em cantaria apoiada numa base paralelepipédica em alvenaria de granito, no encontro dos dois muros perpendiculares do alargamento da rua. Sobre o vértice cortado ergue-se uma esfera armilar encimada por um catavento em ferro. Em duas faces opostas da pirâmide salientam-se dois espetos metálicos.
Materiais
Granito na base e pirâmide; ferro na esfera armilar, catavento, espetos laterais.
Observações
Esta pirâmide era o suporte de uma bandeira de metal, que assinalava o limite para a paragem dos navios que chegavam do exterior. Estes navios e tripulantes aguardavam uma vistoria das autoridades sanitárias antes de desembarcarem, no sentido de impedir a entrada de epidemias. Helder Pacheco cita um documento que diz: "...obra da pirâmide que se há-de fazer para a bandeira da saúde no Monte de Monchique".