Arquitectura residencial, neoclássica. Conjugando na sua estrutura espaçosa as instalações hospitalares, palácio particular e igreja, estabelece assim uma certa correspondência com o programa construtivo de Mafra.
Edifício rectangular, desenvolvido em 4 alas de 3 pisos separados por friso, com alçados monótonos de janelas emolduradas em cantaria, tendo a do 3º cornija saliente; é centrado por igreja, de planta em cruz latina de topos arredondados e nave curta precedida por espaçosa galilé, criando assim 2 claustros. Frontespício da igreja com 3 portais de modelo serlliano, sendo os laterais encimados por inscrições e 3 janelas, tendo a central frontão redondo e balaustrada; coroamento em frontão triangular com armas no tímpano. Interior revestido de mármores, com topos da cruz em abóbada de quarto de esfera, sendo a fronteira sobrepojada por relevo em mármores; altar em pirâmide de caixas e terminando num "tempietto" no cruzeiro, que é encimado por cúpula com tambor. Tribuna real sobre galilé, onde se conservam pinturas e outras obras.
Materiais
Alvenaria rebocada e cantaria, calcário, mármores, talha, pinturas, tela e tábuas pintadas, cobertura de telha.
Observações
*1 - DOF: Edifício onde está instalado o Asilo de Inválidos Militares. Com esta obra, Costa e Silva soube ligar-se à tradição setecentista, mas livrando-a do amaneiramento empírico em que fatalmente caíra. Releva um neoclassismo frio e algo monótono, especialmente no edifício, do qual se destaca timidamente a fachada da igreja, toda em cantaria, com coroamento mais elevado em frontão triangular e acesso por vão triplo, segundo motivo serlliano. Na sala de tribuna conservam-se 3 tábuas de "Primitivos Portugueses" e 1 tela de Stº António e o Menino, assinada por Vieira Lusitano. O palácio da princesa ocupava a ala S. e O. do edifício que são decoradas em motivos neoclássicas. No topo do transepto direito órgão portátil, com algumas pinturas e com inscrição interior: "João da Cunha o fez em / Lxª Novembro em o prº do mes / anno 1745 / pede pelo amo de Dº Hum padre / Nosso e ave maria pela alma / de seu Pay Phelipe da / Cunha / que também hera da / mesma Arte ".