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Convento de Santa Catarina dos Mártires

Convento de Santa Catarina dos Mártires

O ponto de interesse Convento de Santa Catarina dos Mártires encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Alenquer (Santo Estêvão e Triana) no municipio de Alenquer e no distrito de Lisboa.

Arquitectura religiosa, maneirista. Convento de traça seiscentista, de que restam a capela e o claustro, de grande simplicidade e com algumas introduções no séc. 19, nomeadamente no retábulo da capela-mor. Integração homogénea com as dependências conventuais, sobretudo com o claustro, tipicamente maneirista, de motivo serliano no 1º piso e inicialmente aberto no 2º, com cantaria de aparelho rusticado. A talha dos altares laterais é barroca, de estilo nacional, com colunas pseudo-salomónicas. Verifica-se o desequilíbrio entre as proporções da capela e as dependências conventuais, sendo estas muito pequenas em relação à primeira, que apesar de muito adulterado o claustro evidencia a sua origem arquitectónica erudita, pela utilização do módulo serliano.

Estrutura composta por capela com planta longitudinal de nave única flanqueada por dois edifícios correspondentes às antigas dependências conventuais, de planta rectangular, justapostos, de 2 pisos, e que se prolongam pela fachada posterior da capela. Capela-mor quadrangular. CAPELA: Frontispício com portal de verga recta encimado por janela alta de aparelho rusticado e terminado em frontão triangular, vazado por óculo oval; pequena sineira, também de aparelho rusticado, à esquerda. No interior, coro-alto com acesso por escada de ferro, púlpito circular de mármore, altar colateral no lado do Evangelho e 2 laterais, de talha dourada e tecto de masseira. Arco triunfal pleno sob pilastras e capela-mor com retábulo formado por estrutura rectilínea enquadrando pequeno nicho; lateralmente 2 portas de acesso às dependências conventuais. CLAUSTRO: quadrangular localizado ao nível do piso térreo do edifício S., constituído por 4 alas rectangulares, com cobertura em terraço. Acesso exterior através de porta, de verga recta com emolduramento simples de cantaria. Alçado de 2 pisos, tendo no 1º motivo serliano com pilares de almofadas rusticadas e no 2º construções decadentes; entre eles corre friso rusticado com gárgulas quadradas nos cunhais. Ao centro poço bojudo. Arcadas com abobadilha de tijolo em cruzaria. Num dos lados, pequena sala - usualmente designada por "Casa do Capítulo" - com nicho central muito deteriorado, de frontão triangular e 2 lápides encimadas por volutões.

Materiais

Calcário, mármore, tijolo, azulejos, ferro, madeira e telha.

Observações

Existe uma lenda ligada à abertura do poço do claustro, o qual terá sido escavado por um frade com o intuito de conseguir água limpida, uma vez que a do rio ficava barrenta no Inverno. Por causar desordem, os outros mandaram tapá-lo, o que não chegou a acontecer uma vez que o frade orou junto ao poço tendo então aparecendo 5 bolhas de água, em memória dos Mártires de Marrocos. *1 A classificação devia ser alargada às antigas dependências conventuais, sobretudo ao claustro, propriedade da Câmara Municipal de Alenquer; *2 Na capela encontra-se sepultado Salvador Ribeiro de Sousa, que deu um avultado donativo para o restauro do oratório; * 3 benção que o padre São Francisco fundador da ordem lançou a esta casa quando soube que os cinco mártires de Marrocos estiveram ali hospedados; *4 a imagem foi levada para o convento da Carnota.