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Quinta da Carnota

Quinta da Carnota

O ponto de interesse Quinta da Carnota encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Alenquer (Santo Estêvão e Triana) no municipio de Alenquer e no distrito de Lisboa.

Cerca conventual, transformada em estrutura turística. A sua localização geográfica privilegiada é favorável ao desenvolvimento de uma vegetação luxuriante que envolve o conjunto edificado. No interior da quinta usufrui-se de uma ambiência fresca, acolhedora e de uma paz espiritual muito grande. Pertence ao Conjunto das Cercas dos Conventos Capuchos da Província de Santo António dos Capuchos.

Quinta murada, em encosta de declive acentuado, exposta a Sudoeste. O acesso é feito por uma estrada de terra que sobe pela encosta até à entrada da quinta. A topografia é uma condicionante que estrutura a quinta. A mata ocupa o terço superior da encosta, o terço médio recebe o edificado e os jardins e, a zona da antiga horta e pomar ocupam o terço inferior. O pátio de entrada, em calçada de granito, tem uns arcos imponentes e decorativos com embrechados e nichos com estátuas de terra cota. A mata é composta, essencialmente, por espécies autóctones, mas é de realçar a existência de uns pinheiros seculares que se destacam, pela sua grandiosidade, da restante vegetação. Os acessos à mata fazem-se com alguma dificuldade uma vez que a vegetação se desenvolveu à mercê das leis da natureza obstruindo os caminhos . No interior da mata ainda subsistem ruínas de pequenas capelas dos Passos de Nosso Senhor outrora construídas pelos frades. O conjunto edificado é composto pela casa principal, a capela, forno e anexos. O jardim, a NO. da casa, delimitado por muretes que definem a sua forma rectangular, onde outrora existiu um labirinto de buxo, existe hoje um relvado. No muro NE. do jardim surge uma fonte que alimenta um tanque. O jardim a SO, que assenta num patamar mais baixo em relação à casa, dominado pela presença de uma piscina enquadrada por arbustos e algumas palmeiras. A partir deste jardim tem-se acesso a um caminho que nos dirige para a horta e pomar. É um caminho serpenteado, ao longo da encosta, acompanhado por caleiras, que atravessa o interior de uma pequena mata, também, esta de espécies autóctones. É um percurso agradável, pontuado por alguns pontos de estadia com bancos de pedra. Na antiga horta e pomar está implantado um campo de ténis e, junto a este, existe um roseiral. Também, nesta zona, existe uma fonte - Fonte da Samaritana -com um revestimento azulejar, do séc.19, que representa cenas do novo renascimento. Uma grande mesa de pedra, ladeada por dois bancos compridos, igualmente, de pedra estão em frente da fonte.A qual através de uma caleira alimenta um tanque rectangular. Este tanque tem a particularidade de, no seu interior, ter adossado um banco em todo o seu perímetro.Apresentando, assim, uma dupla função: armazenamento de água para rega da horta e pomar e tanque de banhos dos frades.De regresso, ao núcleo edificado, por um caminho junto ao muro S. da cerca, encontra-se uma antiga gaiola, do séc. 19, numa clareira da pequena mata. Seguindo por umas escadas de pedra chegamos ao núcleo edificado.

Materiais

Terracota, embrechado.

Observações