Arquitectura militar, maneirista. Forte costeiro, de alvenaria, de pequena dimensão, abaluartada com merlões e casa forte, coberta por um eirado, que servia de alojamento à guarnição Fortificação integrada na linha defensiva da Barra do Tejo. Armas reais sobre a porta principal e uma inscrição alusiva à sua construção "Alvaro de Sousa o fez em 1644". Capela com silhar de azulejos do séc. 18.
Planta composta por pentágono irregular e trapézio, volumetria escalonada - marcada pela presença de guaritas de corpo cilindrico ou paralelepipédico e cobertura em cupulim -, cobertura efectuada em terraço. Alçado principal, N., composto por pano de muro tripartido, (dando sobre terreiro murado) abertura a eixo de portal de cantaria, em arco de volta perfeita (sobrepujado por pedra de armas real e inscrição alusiva à fundação), implantado em posição inferior relativamente ao pavimento circundante. Alçado posterior (a S.), dando sobre terraço da bateria e delimitado por muro vasado pelas canhoneiras, ostenta superiormente merlões e na base jorramento. É vasado por arco de volta perfeita a partir do qual se desenvolve corredor de acesso à capela (no extremo N.). INTERIOR: organizado por corredor tranversal, lateralmente ao qual se distribuem os compartimentos (dominantemente de planta rectangular) e que permite o acesso directo à capela. Destaca-se o vestíbulo ou sala de entrada, com lambril azulejar monócromo de padrão ; CAPELA: pequeno compartimento rectangular coberto por abóbada de berço, na qual se reconhece revestimento azulejar monócromo figurativo (Santa Rosalia e São Roque).
Materiais
Alvenaria mista, reboco pintado, cantaria de calcário, estuque, ferro forjado, madeira, azulejos (séc. 18)
Observações