Casa nobre setecentista de planta composta, com o corpo mais antigo rectangular, de dois pisos e fenestração regular e o mais recente, adossado ao primeiro, de planta em U, dois pisos e com capela encostada num dos extremos.
Casa de planta composta por vários corpos, cronologicamente distintos, formando um H incompleto e integrando capela num dos extremos. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de quatro águas no corpo mais recente, duas águas na capela e uma água no corpo mais antigo. Para S. entre os dois corpos um pátio alongado antecedido por um portal brasonado de remate contracurvado rematado por uma urna. Este portal ladeado por duas pilastras de cantaria rematados por volutas, ostenta um brasão envolvido por elementos vegetalistas. Para N. um jardim elevado, com um pequeno lago ao centro, prolonga-se numa varanda corrida engradada balançada sobre um muro alto disfrutando do Douro. Este jardim separa-se para E. de um pátio de serviço por um extenso muro, no prolongamento do alinhamento do corpo da capela. Este imóvel é marcado por duas fachadas principais, uma exposta a O., constituída por um alto muro encimado por uma varanda com uma pérgola metálica adossada a um corpo de dois pisos, onde o último revestido a azulejos de padrão azuis e brancos é marcado por oito vãos de verga recta. Os dois centrais são portas e dão acesso a uma varanda que ostenta no gradeamento a data de "1857". No primeiro piso três pequenas aberturas e uma grande porta de acesso ao armazém agrícola. A outra fachada principal, a S., estabelece a relação entre a cota da estrada e a cota do terreiro de acesso ao portal brasonado. É constituída pela fachada lateral do corpo de 1857, o portal brasonado e a parede cega da sacristia da capela. Entre o portal e esta parede, sobre uma pilastra um pequeno campanário de duas águas. O espaço interior na área ocupada é marcado por um extenso corredor e uma sucessão de salas voltadas para o Douro. O espaço de entrada, no centro do corpo em U, de pé-direiro duplo possui uma escada em madeira de acesso a um varandim no seu contorno. A capela empedrada apresenta um altar pintado e dourado com imagens de madeira policromada. Ao lado direito uma sacristia com um pequeno arcaz.
Materiais
Paredes exteriores de alvenaria de granito rebocadas pelo lado interior e exterior; cobertura revestida a telha de barro; caixilharias de madeira pintadas e envernizadas; revestimento de pavimentos interiores em soalho de madeira e xisto; guarda das escadas e varandim interior em madeira encerada, lambril em azulejo em alguns espaços interiores; tectos em estuque e em madeira.
Observações
A Casa pertenceu ao Barão I e Visconde do Granjão, António Botelho Teixeira. A capela é de invocação a Santa Luzia, pelo que no dia 13 de Dezembro (se for domingo, senão no 1º domingo posterior) a população tem acesso a este espaço para celebração e veneração da Santa. O jardim com o lago, com vistas sobre o Douro é conhecido pelo jardim das glicíneas. O actual proprietário pretende instalar aqui uma pequena unidade hoteleira. A quinta está ligada à produção do Vinho do Porto. Não fomos autorizados a efectuar fotografias no interior.