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Apeadeiro Ferroviário de Barqueiros

Apeadeiro Ferroviário de Barqueiros

O ponto de interesse Apeadeiro Ferroviário de Barqueiros encontra-se localizado na freguesia de Barqueiros no municipio de Mesão Frio e no distrito de Vila Real.

Arquitectura de transportes, do séc. 20. Estação ferroviária intermédia, composta por vias férreas e algumas construções de apoio técnico, como armazém coberto. O edifício de passageiros apresenta planta rectangular, composto por três corpos, regularmente dispostos, o central de dois pisos e os laterais de um. Fachadas rebocadas e pintadas e com silhar de azulejos de padrão fitomórfico, terminadas em friso, cornija e platibanda plena de cantaria; são rasgadas regularmente por vãos abatidos, correspondendo a portas no piso térreo e a janelas de peitoril no superior, possuindo na fachada virada ao cais de embarque pala metálica apoiada em falsas mísulas metálicas fixas à fachada. No piso térreo dispõe-se ao centro zona de expedição de bilhetes e no segundo piso a antiga residência do chefe da estação.

A estação inclui o edifício de passageiros, área da via férrea e algumas construções de apoio técnico, como as instalações sanitárias, um armazém coberto e alpendre. EDIFÍCIO DE PASSAGEIROS de planta rectangular composta por três corpos, dispostos paralela e regularmente à linha, o central sensivelmente mais avançado e de dois pisos e os laterais de apenas um. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de quatro águas no corpo central e de três nos laterais, tendo no corpo central chaminé elevada. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com embasamento de cantaria, sobreposto por azulejos de padrão fitomórfico, azuis e brancos, formando silhar, com cunhais apilastrados em silharia fendida e remates em friso, cornija e platibanda plena de cantaria, encobrindo o início dos telhados. As fachadas são rasgadas regularmente por vãos de verga levemente abatida, com molduras superiormente recortadas no exterior, tendo as janelas os ângulos inferiores recortados. Fachada principal virada a O., à encosta, rasgado no piso térreo por três portas e, no segundo, por três janelas de peitoril, altas, com caixilharia de duas folhas e bandeira e guarda de peito, em ferro; nos corpos laterais rasga-se apenas uma porta. Fachadas laterais semelhantes, cegas, possuindo ao nível do segundo piso registo de azulejos com friso azul envolvendo a inscrição "BARQUEIROS". Fachada E. virada à linha férrea, rasgada no piso térreo por portas, uma nos corpos laterais e três no central, sendo a do meio encimada por registo de azulejos, igualmente com friso azul envolvendo a inscrição, "BARQUEIROS"; ao longo deste corpo corre pala metálica avançada, levemente inclinada, assente em quatro amplas mísulas de ferro, decoradas com círculos e flor no ângulo. No segundo piso abrem-se três janelas iguais às da fachada principal. Junto à fachada N. dispõe-se o ARMAZÉM coberto, de planta rectangular, massa simples e coberturas em telhado de duas águas, formando aba corrida muito avançada, assente em traves de madeira apoiadas em mísulas de cantaria. Fachadas em cantaria de granito, com as juntas tomadas e pintadas de branco, possuindo lateralmente, sob as abas corridas, vãos corridos fechados por ripado de madeira. É rasgado frontal e lateralmente por amplo vão, fechado por portão de ferro, estando a virada a O. entaipada. A fachada posterior é cega.

Materiais

Estrutura rebocada e pintada; silhares de azulejos; molduras dos vãos, pilastras, frisos, cornijas e platibanda em cantaria de granito; portas, caixilharias e outras estruturas de madeira; pala metálica; janelas e portas com vidros simples; armazém em cantaria aparente; cobertura de telha.

Observações

EM ESTUDO. *1 - A linha do Douro, com a extensão de 191,7 km., possuindo 33 estações e 21 apeadeiros, foi construída com bitola (distância entre as faces internas dos carris) de via larga, ou seja, 1.668 m., e a sua cota ou altura de implantação ao longo do rio foi condicionada pelo nível das cheias. Aliás, a escolha do traçado ferroviário junto ao rio, mais fácil e menos dispendioso, impediu a passagem do caminho de ferro pelas principais cidades e vilas da região, as quais, normalmente, se implantam em pontos altos. No início do séc. 20, o trajecto na linha durava 4H15.