Arquitectura religiosa, românica. Mosteiro masculino de Agostinhos, transformado em igreja paroquial, de planta longitudinal e capela-mor quadrangular, com torre sineira também quadrada adossada lateralmente, a qual ainda conserva os arranques de antiga galilé. Torre de feição defensiva (hoje na sua simples função de sineira), é uma característica, que atesta, que à data da sua construção ainda subsistiam as apreensões das súbitas incursões dos Sarracenos. Esta característica é bastante semelhante à das igrejas de Cete, Mancelos, Soalhães, Manhente, etc.
Planta simples, com desenvolvimento longitudinal. Composta por 2 volumes simples, torre e corpo da igreja. Cobertura em telhado de 4 e 2 águas respectivamente. A fachada principal orientada a O., é flanqueada à direita pela volumosa massa da torre (cunhal SO.), quadrangular, onde se abrem duplas janelas românicas. É precedida por pequeno átrio murado. Conserva o portal primitivo com três arquivoltas assentes em seis colunelos capitelizados, com decoração escultórica zoofitomórfica. Sobre o portal, abre-se uma pequena fresta. No fastígio ergue-se uma cruz moderna, e um grosso gigante flanqueia a fachada do lado oposto ao da torre. O interior de estrutura muito simples, com nave e cabeceiras rectangulares, é iluminado por 4 frestas e tem arco cruzeiro de volta perfeita, bastante singelo e forte aparelho de cantarias. Tectos de madeira quer na capela-mor como na nave. Possui particular interesse a pintura a fresco destacada representando a adoração dos Magos, existente na parede do lado do evangelho, composição regionalista, possivelmente já do princípio do séc. 16.
Materiais
Granito, madeira e material cerâmico.
Observações