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Fonte da Colher

Fonte da Colher

O ponto de interesse Fonte da Colher encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Cedofeita no municipio de Porto e no distrito de Porto.

Fonte construído no séc. 17, de tipo espaldar, decorado por almofadas rectangulares, julgando-se que será uma das fontes mais antigas da cidade do Porto e ainda se encontra em funcionamento. A sua água era considerada uma das melhores da cidade e, quando tentaram apropriar-se da água da fonte, a Câmara manda gravar a seguinte inscrição: "A água desta Fonte é somente da Sidade".

Nos seus extremos apresenta duas pilastras estriadas como prolongamento dos cachorros de suporte da varanda que lhe serve de remate superior. Possui enquadrado nestas pilastras cinco espécies de almofadas de granito trabalhado, estando na primeira e segunda almofada a partir do pavimento localizadas as saídas da água. A saida junto ao pavimento é apenas um orifício no granito, enquanto a localizada mais acima possui uma bica em ferro. Na almofada superior, lápide com inscrição, pouco legível, com a data de 1629. No muro lateral poente uma alça em ferro. O pavimento do chafariz, em lajeado de granito e está rebaixado relativamente à Rua de Miragaia três degraus. No alinhamento da saída da água o pavimento é ligeiramente rebaixado em forma semicircular onde se ergue um pilarete em granito.

Materiais

Chafariz em granito; pavimento em lajeado de granito; uma das saídas da água em tubo de ferro.

Observações

Apesar de possuir lápide datada de 1629 a sua construção deve ser bastante anterior, porque no Arquivo Distrital do Porto, existe um documento do Cartório da Sé, Livro LXXIX das Sentenças, do ano de 1491, que, a páginas 151 e seguintes, se refere a um "contrato condicional de censo de 300 Reis para aniversários, imposto nas casas que, em Miragaia, estão sobre a fonte da colher". O nome desta fonte provém do imposto que se pagava nas suas proximidades, o da colher. A medida era a colher e pagava-se por todos os produtos a vender no Porto, o pão, farinha, nozes etc, que chegassem por terra ou pelo Rio. Os produtos chegados por terra pagavam o seu tributo à porta da Sé, ao Bispo ou ao Cabido; os chegados pelo Rio para serem vendidos na Feira junto aos Estaleiros de Miragaia, faziam o seu pagamento junto da fonte. Os comerciantes por cada alqueire de produto pagavam uma colher.