Arquitetura religiosa, gótica, maneirista, barroca e eclética. Mosteiro cisterciense feminino, de planta retangular, composto por igreja de fundação gótica, de que subsiste parte da cabeceira, de influência mendicante, do tipo tripartido, com capela e absidíolos, rasgados por frestas em arco apontado e com abóbadas de arestas, reforçadas exteriormente por contrafortes. Foi reformado nos séc. 17 e 18, de que são exemplo os dois coros da comunidade, o inferior ligado por escadas ao corredor do comungatório e confessionário, que substitui o antigo coro, no centro da nave. O interior da igreja é setecentista, com abóbada de lunetas, tendo, na capela-mor, retábulo maneirista. Os dois claustros são de execução seiscentista, possuindo vários exemplares de azulejo de tapete, o primeiro com a Portaria e Capítulo, protegidos por galilé com colunata, também ele revestido a azulejo de tapete, surgindo, no segundo, as dependências domésticas. O claustro mais antigo, anexo à igreja, possui um andar de arcadas, tendo o imediato dois pisos com colunas. O conjunto é antecedido por amplo terreiro, rodeado por casas onde habitavam os funcionários da comunidade, entre as quais se verifica a existência da Casa do Abade. Convento cisterciense feminino, um dos maiores cenóbios de Portugal, constituindo couto, tendo sido, juntamente com o de Almoster, uma das últimas construções cistercienses femininas em Portugal. A planta da zona monástica desenvolve-se para N., ao contrário do usual, devido ao curso do rio, e caracteriza-se pela sua simplicidade decorativa, que reflete a influência da arquitetura religiosa da Ordem Cisterciense feminina. Mantém elementos góticos, de influência mendicante, nomeadamente na disposição da cabeceira, com passagens estreitas estabelecendo comunicação direta com a zona conventual, disposição que se encontra igualmente em Portalegre e Almoster, sendo as frestas em Odivelas mais baixas que as dos demais cenóbios. Constituía uma igreja de três naves, acompanhando todo o comprimento do claustro novo, com entrada lateral, própria dos conventos femininos, tendo as naves colaterais paredes finas, pois o local tinha função de circulação, pois eram proibidas procissões no interior da igreja. Na nave, surgia o antigo coro das monjas, de três naves, com doze tramos, seguindo o plano cisterciense. Da reconstrução quinhentista, restam as portas do claustro, manuelinas, e a fonte do Renascimento. Possui vários elementos barrocos, como as capelas, o revestimento a azulejo de padrão na cozinha (figura avulsa), refeitório, alpendrada, nártex e portaria, com azulejo de tapete, surgindo exemplares de decoração joanina no refeitório e cozinha. No denominado Claustro Novo, subsistem duas alas do claustro primitivo. Na igreja, surgem os túmulos régios, do fundador, D. Dinis, de características góticas. Integrava um palácio real e a casa da Madre Paula, encostada ao lado N. da Igreja, junto à casa do Capítulo, que comunicava com o mosteiro por passadiço, de onde são provenientes painéis de azulejo figurativo.
Mosteiro de planta retangular irregular, composto por igreja situada no extremo S. e pela zona monástica, composta por dois claustros quadrangulares, dos quais algumas alas se prolongam para N. e para E., a primeira com dois braços adossados, ligando à cerca, de planta irregular e adaptando-se ao percurso da Ribeira. A IGREJA é de planta retangular composta por nave simples, cabeceira formada pela capela-mor e absidíolos, todos eles poligonais, e por sacristia adossada à fachada lateral direita, de volumes articulados e escalonados, com coberturas diferenciadas em telhados de duas (nave), três (sacristia) e cinco (cabeceira) águas. Fachadas em cantaria de calcário aparente, em aparelho isódomo na cabeceira e em alvenaria, rebocada e pintada no corpo da nave, esta rematada em cornija, que na cabeceira é sustentada por cachorrada. Fachada principal virada a O., adossada a anexo, que constituía, primitivamente, os coros. Fachada lateral esquerda parcialmente adossada, tendo, no extremo esquerdo, um corpo que permite o acesso ao templo, através de um arco apontado, sustentado por pilares segmentados, que dá acesso ao nártex, com abóbada estrelada, tendo uma das paredes revestida a azulejo de padrão policromo. Possui portal escavado, em arcos apontados, formado por três arquivoltas, sustentadas por colunas de fustes lisos e capitéis em colchete, sendo a moldura formada por aresta boleada, esboçando pequeno colunelo. No lado esquerdo, um portal semelhante, mas de duas arquivoltas acede a um corpo que liga ao absidíolo N.. Sobre este, é visível uma janela retilínea rasgada no corpo da nave. Fachada lateral direita rasgada, na nave, por três janelas retilíneas. A cabeceira é marcada por quatro corpos facetados, marcados, nos ângulos, por contrafortes; alguns dos panos são rasgados por arcos apontados, sustentados por colunas, mas de dimensões distintas. Sobre a cabeceira, dois óculos circulares rasgam a parede sobre o arco triunfal. No lado direito, na nave, sineira retangular, com seis ventanas de volta perfeita. A sacristia, percorrida por soco de cantaria e com cunhais também em cantaria, é rasgada, na face E., por duas amplas janelas retilíneas com molduras simples em cantaria. INTERIOR com as paredes da nave rebocadas e pintadas de branco, exceto o do arco triunfal, em cantaria aparente, em aparelho isódomo, tendo as paredes divididas em cinco tramos definidos por pilastras toscanas colossais, que sustentam arcadas de volta perfeita; tem pavimento em lajeado, formando motivos geométricos, e cobertura em abóbada de lunetas, algumas delas entaipadas. Coro-alto tripartido, sustentado por pilares cruciformes, com o vão central em arco abatido e os laterais em arcos de volta perfeita, tendo guardas balaustradas. Sob o centro, portal em arco de volta perfeita, flanqueado por colunas toscanas com o terço inferior marcado e assentes em altos plintos. Encontra-se ladeado por vãos em arcos de volta perfeita, enquadrados por pilastras e encimados por cartelas recortadas. Os tramos da nave possuem portas de verga reta, tribunas com guardas balaustradas, dois púlpitos confrontantes, com bacias lavradas e guardas plenas de talha pintada, com acessos por portas de verga reta e molduras de cantaria, rematados por frisos e cornijas. Também confrontantes, quatro capelas laterais. Arco triunfal apontado, composto por duas arquivoltas, assentes em colunas de fustes lisos, protegido por teia de madeira balaustrada, ladeada pelos arcos dos absidíolos, com o mesmo tipo de perfil, possuindo abóbadas de aresta com vestígios de policromia. Nestes existem os túmulos de D. Dinis, arca de grandes dimensões, de forma paralelepipédica, com jacente e seis suportes, e o atribuído a sua filha, D. Maria Afonso, constituído por arca de forma igualmente paralelepipédica, com jacente e dois suportes. A capela-mor possui três tramos definidos por colunas e mísulas, tendo abóbadas de aresta e simples altar de cantaria. ZONA MONÁSTICA com as paredes rebocadas e pintadas de branco, evoluindo em três e quatro pisos, rasgados regularmente por vãos retilíneos. Fachada principal virada a E., com dois corpos em ângulo reto, antecedidos por galilé sustentada por colunas toscanas e com pavimentos em lajeado e coberturas de madeira em masseira, forradas a azulejo de padrão policromo, tendo, na face E., em cota inferior à via pública, vários bailéus adossados, sendo rasgada por três janelas retilíneas, protegidas por grades de ferro. A face virada a S. possui um segundo piso de lógia, sustentado por colunas toscanas e o portão de acesso ao Instituto, de verga reta e ladeado por pilastras de fuste liso e capitéis jónicos, sucedendo-se um segundo portal assente em pilastras toscanas, ladeado por postigo e três janelas retilíneas e com molduras simples. Adossado à igreja, o Claustro Novo ou Claustro do Capítulo, de dois pisos, o inferior saliente e marcado por arcadas de cantaria, tendo, no interior, silhares de azulejos. Possui portal canopial de acesso ao coro (primitivamente), torre anexa junto à igreja e sala do Capítulo, hoje pequeno museu onde, entre outros, se conserva desmanchado o antigo órgão. Sobre o piso inferior, evoluem as janelas retilíneas do segundo piso. Ao lado deste e dividido por corpo retilíneo, o Claustro da Moura, de dois e três pisos, os inferiores com arcadas abatidas assentes em colunas toscanas, tendo alguns capitéis góticos. Para este, abre a cozinha, forrada com azulejos de figura avulsa e a "Ministra", móvel giratório, que servia para passar as refeições da cozinha para o refeitório. O refeitório é percorrido por silhares de azulejos figurados e albarradas, com teto de masseira em caixotões pintados com elementos vegetais e compositivos; púlpito e mecanismo giratório ligado à cozinha.
Materiais
Estrutura de alvenaria, rebocada e pintada e a cantaria; modinaturas, contrafortes, cornijas, cachorros, colunas, escadas, pavimentos, sepulturas, túmulos em cantaria de calcário; retábulos, coberturas de madeira; revestimento de azulejos; pinturas; telas; coberturas exteriores em telha.
Observações
*1 - DOF:..compreendendo os Túmulos de D.Dinis e de sua filha. *2 - Zona Especial de Proteção Conjunta dos Mosteiro de Odivelas (v. IPA.00004067), do Memorial de Odivelas (v. IPA.00004813) e da Igreja Paroquial de Odivelas (v. IPA.00006818). *3 - o terreiro era fechado por portão, que limitava o Couto, com casas a fechar o terreiro, onde se destacava a aposentadoria, a casa do capelão, com capela forrada a azulejos do séc. 18 e que seria usada por alunas para venda de bolos, tendo a cozinha forrada a azulejos de golfinhos; o acesso a esta era feito por um pátio de acesso encantador, com alegretes e nichos, entretanto desaparecido. Em frente à Portaria, a Capela de São Miguel, que servira de cemitério às freiras, demolida, não sendo a imagem transferida para o Instituto, apesar das solicitações. *4 - Segundo a tradição, o mosteiro foi construído na sequência de um voto que D. Dinis fez por ter saído ileso do ataque de um urso, em 1294, aquando de uma caçada, na zona de Beja, próximo de uma povoação denominada Belmonte, ou da A-da-Beja, ao invocar os seus santos protectores São Dinis e São Luís. Autores do 19 questionaram este motivo, que parece não ter qualquer fundamento e inclinam-se ante a hipótese de ser um local para o rei acomodar filhos bastardos; segundo a tradição, foi construído para acolher a sua filha D. Maria Afonso, cuja família materna vivia no Paço do Lumiar, mas que viria a morrer adolescente. Para agradecer o urso, terá fundado uma capela em São Francisco de Beja, dedicada a São Luís, invocação que não surge no mosteiro. *5 - Jorge Cardoso refere que a Igreja tinha três naves, flanqueada por duas torres, sendo metade da nave ocupada pelo coro, com três ordens de cadeiras, com assento para 200 monjas; este tinha 6 capelas com peças ricas; custódia de ouro, feita recentemente e grades prateadas no coro e capela-mor; o túmulo de D. Dinis estava rodeado por grades e, anteriormente, estaria no centro da igreja, mas impedia as monjas de ver o altar, tendo sido transferido. *6 - no Inventário dos Bens do Mosteiro é feita uma descrição minuciosa do mesmo, referindo que o Mosteiro tem entrada por um grande largo, chamado "Couto", o qual possui, no lado N., um alpendre com porta de acesso ao convento, surgindo ladeado por duas pequenas portas de acesso aos parlatórios e, a E., uma escada de 13 degraus de pedra que comunica com o prolongamento do alpendre e dá acesso aos parlatórios do segundo piso, por meio de três portas. No topo deste, há uma porta, por onde eram conduzidas as religiosas falecidas; o alpendre prolonga-se e tem no ângulo a grade regral, surgindo, no extremo deste, a porta de acesso à igreja. Esta tem capela-mor e tribuna e nas paredes da primeira 6 quadros a óleo grandes e dois pequenos sobre as portas. No lado do Evangelho, duas casas, uma com o túmulo de D. Dinis e na segunda a Capela de Nossa Senhora da Piedade. No lado oposto, três, na primeira um túmulo, que conteria os restos mortais de uma infanta espanhola, a sacristia, com arcaz no lado E., de diversas madeiras e ferragens de latão, surgindo, na parede S., uma mesa de pedra sobre quatro colunas de granito e um túmulo embutido com os restos mortais de D. Filipa; a sacristia comunica, por um arco, com a casa do lavabo, que liga à igreja. A nave tem seis capelas, três de cada lado, com duas colaterais, havendo na Capela da Epístola e, nas laterais, quadros pintados avaliados em 84$000. No corpo da Igreja, uma teia de madeira e teto estucado. O coro-baixo está separado da nave por uma grade de madeira, tendo, no alto, 14 capelas fixas e 3 móveis, 4 delas com frentes de cantaria, sendo os restantes de talha e quadros a óleo, avaliados em 587$000. As 3 capelas móveis ou relicários são de madeira e talha dourada com quadros a óleo, avaliados em 350$000. Há duas galerias de pau-santo, fronteiras, casa uma com 49 assentos distribuídos por duas filas. O coro e igreja estão avaliados em 19:960$000. No coro, 5 portas, duas na parede S., que comunicam com o corredor dos foles, duas na parede N., que comunicam com o claustro das procissões e com a casa do tesouro; a terceira porta, no fundo, dá acesso à cerca, atravessando-se uma casa e um pequeno corredor. No corredor dos foles, há escadas para as tribunas do coro e igreja e uma porta de acesso ao cemitério das criadas com uma pequena capela em ruínas. O quintal tem árvores de fruto e confronta, a N. e O., com o Convento, a E. com uma propriedade que pertenceu ao Convento e a S. com a Rua da Fonte, sendo avaliado em 192$000. No fundo do corredor dos foles, três casas, uma com porta para a igreja e outra uma escada que dá comunicação para uma casa situada ao fundo das tribunas, avaliadas em 192$000. O Claustro das Procissões tem um alpendre gótico sobre colunas de pedra, chão em lajeado com sepultura em duas das alas. No centro, um jardim com parreira, poço e árvores de fruto. Na parede S., uma porta para a escada de caracol da torre, com 3 sinos, dedicados a São Bernardo, São Miguel e São Dionísio, faltando o de São Bento, dado para Vila Verde, concelho do Cadaval. No lado E., a casa do Capítulo com sepultura e capela de madeira, avaliada em 30$000. No mesmo lado, uma estrada de 3 degraus para a casa de passagem que tem, no lado N., o cartório e junto uma casa com a grade de clausura. Junto a esta, escada de 2 lanços. No lado O. Do claustro, uma capela com altar de pedra e quadro a óleo. Junto, a casa de tesouro com escada de comunicação para o segundo piso. No extremo O., a Capela da Senhora da Índia, com vários quadros a óleo. No lado N., uma porta para casa de passagem para o Claustro da Moura e para a portaria. O Claustro tem uma fonte de 4 bicas em cada lado de uma coluna de pedra, um poço tapado e um tanque com bica. Está rodeado de casas, como as cozinhas, refeitório, casas do forno, despensas e arrecadações e comunica com o 2.º piso por duas escadas, comunica com a cerca pelo lado S., atravessando duas lojas e 1 saguão, ladeado por palheiros e arrecadação. No dim do saguão, a E., uma porta que comunica com uma casa que liga à cerca e ao Couto. O segundo piso tem uma varanda e terraço superior no claustro das Procissões com várias casas de arrecadação. Na varanda S., uma sineta grande. O Claustro da Moura tem uma varanda com alpendre assente em colunas de pedra e telhado. No lado O., comunica com a habitação da Corte, casa de enfermaria, com a Capela de Nossa Senhora da Piedade e vários dormitórios. No dim da escada do tesouro para o 2.º piso, e virando à direita, sobem-se degraus que comunicam com casas, uma a do relógio. O 3.º piso tem várias comunicações com o 2.º e tem um dormitório com 30 celas em ruínas e, no lado N., várias habitações com 3 dependências cada. Junto à enfermaria, celas arruinadas e uma escada para o 4.º piso, com as habitações da Rainha Santa Isabel e várias salas e quartos. Nas casas, há armários embutidos nas paredes, alguns com estrutura em pau-santo ou casquinha. O 3.º piso tem tetos de madeira e pintados e paredes com azulejos, avaliados em 17:605$000. A cerca, denominada Vale de Flores, tem um grande tanque com uma bica em forma de golfinho, com água vinda da Ramada. Tem mais um tanque e um poço com água nascente. Tem árvores de fruto, parreiras, horta e terra de semeadura. A N., confronta com courela do convento, a S. com o lagar de azeite, a E. com o convento e a O. Com o Rio de Caneças. É murada a alvenaria e a S. tem porta com 2 pilares de cantaria que comunicam com a Rua da Corte, avaliada em 2:000$000. A Courela N., denominada Cerca do Rapaz, confronta a E., com um quintal do Pombal, com árvores de fruto, horta, parreiras e uma fonte, oliveiras e uma claraboia, onde se dividem as águas. Tem uma levada coberta que comunica com a azenha e lagar e uma porta para o Claustro da Moura e uma para a Quinta Nova, propriedade das freiras. A N., alpendre sobre colunas de pedra e inscrição gravada. O lagar tem 3 compartimentos e moenga animal; descendo 4 degraus, um lagar de duas varas a água e, na terceira dependência, as tulhas. *7 - a cerca desenvolvia-se a N. e O. do mosteiro, chegando deste lado até ao Vale de Flores; a S. e E. do mosteiro, localiza-se o couto, onde existiam casas, onde habitavam os abades, capelães, feitor e se situavam as hospedarias; o teto da igreja estava decorado com o maná; o retábulo de pedra estava encoberto por um de madeira; o túmulo de D. Maria Afonso estava no absidíolo da Epístola, ou Capela de São Pedro; o autor encontrou uma lápide com a inscrição: "DNA: M: FILIA: DONI: SIONISII: REX: PORTUGALIE: ET ALGARBII: JUSIT: FIBRI: HOC: ATARE: AD: HONOR: DEI: ET: GLORIOSISIMI: SCI: ANDREE: APLLI: E: M: CCC: L"; conta que foi aberto, encontrando-se o esqueleto de uma criança, parte de um damasco verde e uma moeda do tempo de D. Manuel I. *8 - a água potável era captada em duas nascentes naturais, no Casal Ventoso e na Ramada, que confluíam para uma mãe de água, do Calçado, de onde seguia para o mosteiro, por canalização subterrânea até ao lavabo do claustro primitivo, passando à pia de lavagem da cozinha e outras dependências. A água para as latrinas, regas, lagares e oficinas era conduzida da Ribeira de Caneças por um dique na Arroja, conduzida por uma levada até à zona N, passando pelas latrinas da enfermaria e dormitórios, descarregando na Ribeira de Caneças, a O..