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Anta do Paço das Vinhas

Anta do Paço das Vinhas

O ponto de interesse Anta do Paço das Vinhas encontra-se localizado na freguesia de São Bento do Mato no municipio de Évora e no distrito de Évora.

Monumento megalitico típico do horizonte megalítico do aro de Évora, cujo protótipo se considera a Anta Grande da Comenda da Igreja, em Montemor o Novo (v. PR04070706030007). Em magnífico estado de conservação, talvez um dos maiores corredores quase intactos do megalítico eborense.

Grande megalito, tem câmara poligonal alongada, com c. de 3 m de largura mínima e 4.5 m de largura máxima, constituída por 7 esteios, todos «in situ», erguidos 2 m acima da cota do leito da câmara. Conserva intacta a cobertura. A entrada na câmara faz-se por vão com cerca de 1 m de largura. Os dois esteios da cabeceira, que são os de maior porte, apresentam um aparelhamento muito cuidado e invulgar, muito esquadriado e com arestas muito vincadas. O corredor, com c. de 9.5 m de comprimento, conserva, na extensão de 6.5 m, 6 esteios em cada ilharga, dos 10 prováveis, e duas lajes na cobertura; tem, a partir da cota do leito, cerca de 1 m de altura. Vários esteios e lajes jazem nas imediações. A c. de 600 m a SE da Anta 1, situa-se a Anta 2 do Paço da Vinha **.

Materiais

Granito de grão grosseiro

Observações

Na lezíria adjacente à colina de Évora, para a banda de Nordeste, numa zona desde muito cedo colonizada e adjacente ao termo da cidade medieval. Pende ligeiramente para a ribeira do Degebe, da bacia do Guadiana. A meia distância entre as duas antas (cf. descrição), há, encimando ligeira colina, ruínas de construção quadrangular (11 x 10 m), que aparenta funções de vigilância sobre vau do Rio Degebe. A 100 metros a Norte desta estrutura, são visíveis alicerces de casa, com dois compartimentos (11 x 6,20 m). Ambas as construções apresentam blocos de silharia de grandes dimensões, de padrão aparentemente romano. A toda a volta destas estruturas, encontram-se «tegullae», «imbrices» e cerâmica grosseira. A pouca distância, para Sul, o casal Leisner viu um curioso pórtico constituído por dois grandes esteios com cerca de dois metros de altura