Monumento típico do aro eborense, cujo protótipo e talvez o exemplar mais monumental e bem conservado se considera a Anta Grande da Comenda da Igreja, em Montemor o Novo (v. PT04070603007).
Planta longitudinal composta por câmara funerária com planta centralizada poligonal e corredor de acesso com planta quadrangular oblonga. Volumes articulados na horizontalidade, sobre um eixo E-O, com cobertura diferenciada na câmara e no corredor, composta por uma laje de granito na primeira e sequência de dintéis em lajes graníticas no segundo. A face principal é constituída pela projecção vertical da articulação do vão de entrada no corredor, guardada pelos esteios das ombreiras e rematada pelo dintel de cobertura, e pelo vão da parte sobrante da câmara, acima da cota suprema do corredor, fechada por laje já inexistente. As restantes faces são definidas pelos paramentos cegos das lajes dos esteios. A câmara poliginal com 7 esteios, todos, excepto um partido, «in situ», atinge c. de 3,5m de diâmetro. Conserva a cobertura e restos da mamoa, acima da cota da qual se eleva c. de 2 metros. O corredor, com c. de 4m de comprimento, 1,90m de altura e 1,60m de largura, mantém erguidos 3 esteios e igual número de apeados.
Materiais
Granito de grão grosseiro
Observações
De acordo com Georg e Vera Leisner (1956), foi também objecto desta classificação a anta atrás citada, que jaz a cerca de 100m a N., bastante destruída e sem chapéu.