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Colégio do Espírito Santo

Colégio do Espírito Santo

O ponto de interesse Colégio do Espírito Santo encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Évora (São Mamede no municipio de Évora e no distrito de Évora.

Arquitectura religiosa educativa, maneirista e barroca. Colégio da Companhia de Jesus, de estrutura rectangular irregular, com igreja no lado esquerdo, seguindo o esquema de implantação típico da primeira fase, com paralelo no Colégio de São Paulo em Braga (v. PT010303070056) e na Casa Professa de São Roque, em Lisboa (v. PT031106150012), com as dependências colegiais e conventuais organizadas em torno de quatro pátios rectangulares. Igreja de planta longitudinal simples, com nave única para onde abrem quatro capelas intercomunicantes, num esquema semelhante ao da casa-mãe, a Igreja do Gesù, em Roma, e os antigos confessionários, implantados nos pilares, com transepto inscrito e capela-mor mais estreita e baixa, pouco profunda, com coberturas diferenciadas em falsas abóbadas de berço, escassamente iluminada pelo óculos da fachada principal e do arco triunfal e, indirectamente, através das tribunas laterais. Possui fachada principal idêntica à composição da fachada da Igreja de São Roque, ritmada por pilastras toscanas colossais e rematada por frontão triangular sobre um óculo, seguindo o esquema da primeira fase construtiva, constituindo a única diferença a solução de galilé, com acesso por arcadas, semelhante à utilizada no Real Colégio de Nossa Senhora da Purificação (v. PT040705210114). Interior com coro-alto e capelas laterais decoradas por azulejo, coberturas pintadas ou em caixotões de talha, integrando retábulos de talha dourada maneirista e do barroco nacional e joanino, surgindo, nos topos do transepto, retábulo e o cenotáfio do fundador. No lado da Epístola, um púlpito de planta circular e guarda vazada, encimado por baldaquino e com acesso pelo corredor lateral, dos confessionários. Arco triunfal de volta perfeita, ladeado por retábulos colaterais de talha dourada. Capela-mor com paredes decoradas por azulejos de produção maneirista, com retábulo-mor maneirista, de planta recta, de dois andares e três eixos, contendo trono expositivo e sacrário em forma de templete, num esquema semelhante ao da Igreja de São Roque. No lado direito, as dependências conventuais e colegiais, com acesso por portaria comum, antecedida por alpendre, num esquema semelhante ao dos Colégios de Elvas (v. PT041207010024) e do Funchal (v. PT062203080006); desenvolve-se em torno de quatro pátios, o frontal correspondente ao colégio e os posteriores às dependências dos padres e ao noviciado, o primeiro com claustro de dois pisos, ambos com arcadas de volta perfeita sobre colunas toscanas, com fonte no meio e, em frente à portaria, a Sala dos Actos, com decoração de aparato; ao redor da quadra, as salas de aula, revestidas a azulejo de produção joanina e com a cátedra. O claustro posterior segue o mesmo esquema, possuindo entablamento assente em colunas no segundo piso, estando adossado a um mais simples, constituindo a zona da botica. Na zona conventual, largos corredores centrais abobadados, onde surgem os antigos cubículos, a capela doméstica e a biblioteca. Constitui um dos maiores colégios do país, a par dos de Coimbra (v. 0603250001) e de Santo Antão-o-Novo (v. 1106240045), em Lisboa, distinguindo-se destes por ter sido elevado pelo seu fundador, o Cardeal D. Henrique, a Universidade, gozando dos mesmos privilégios da de Coimbra. A fachada principal da igreja possui galilé, caso único na arquitectura dos jesuítas em Portugal, sendo alguns autores da opinião que esta solução se filia na igreja de São Francisco de Évora, apesar desta apresentar uma solução goticizante, contrária ao esquema da galilé da Igreja do Espírito Santo, claramente maneirista. Apresenta, ainda, um pano de muro alteado, encimado por pequeno frontão triangular, desproporcionado, ladeado por aletas, aproximando-se, embora que de forma simplificada, da solução da fachada principal da Igreja do Gesù, em Roma. Na zona posterior da igreja, surgem duas torres sineiras ligadas por passadiço, no local onde, normalmente, se implantam os mirantes dos Padres. No interior da igreja, surge um único púlpito no lado da Epístola, circular e utilizando materiais nobres, como o mármore e o bronze. Da decoração do templo, deve-se destacar a das capelas laterais, algumas totalmente revestidas a talha dourada ou a mármore, salientando-se a de Nossa Senhora da Boa Morte, seccionada por um motivo serliano e com retábulo e ilhargas ornadas por talha maneirista e joanina ou a Capela do Senhor da Cana Verde, totalmente revestida a talha joanina, com profusão de atlantes, anjos e decoração fitomórfica, havendo um contraste entre os elementos dourados, os encarnados e estofados; nesta mesma capela, vislumbram-se os antigos confessionários, embutidos nos pilares, com a sua primitiva decoração com embrechados fingidos, pintados sobre tábua. A capela-mor é, a par da de São Roque, a menos profunda das igrejas jesuítas, o que obrigou à instalação do cenotáfio do fundador no topo do transepto, constituindo uma arca com inscrição latina, envolvida por um motivo serliano; tem retábulo-mor de talha dourada maneirista, com estrutura de dois andares e três eixos, contendo os principais santos da Ordem, e remate em tímpano com tondo, num esquema semelhante ao de São Roque. A zona mais relevante do conjunto é, contudo, o espaço colegial e conventual, que mantém a estrutura e parte da decoração primitiva, o que se prenderá com o facto de ter, ao longo de toda a sua existência, uma função educativa. O claustro do Colégio tem acesso a partir de portal decorado, mas de época mais tardia, com ornamentos de inspiração barroca, resultando numa ampla quadra, com duas das alas apresentando dois andares de arcadas, solução única nos colégios da Ordem em Portugal, em que só o primeiro piso possui arcadas; em frente ao portal, situa-se a Sala dos Actos, muito reformulada no interior, mas mantendo a tribuna, o coro-alto da primitiva igreja, que se situava neste local, destacando-se o seu acesso, marcado por estrutura arquitectónica almofadada e por figuras alegóricas. À volta da quadra, as salas de aula, onde ainda se observa a decoração de azulejos figurativos de produção joanina, alusivos às disciplinas que neles decorriam e a cátedra, executada em madeiras exóticas. A zona conventual desenvolve-se em duas amplas alas, sendo o seu cruzamento marcado pelo denominado "Cruzeiro" octogonal, coberto por cúpula com tambor, que permite iluminar os largos corredores, onde surgem a capela doméstica, também ela com cúpula e decoração azulejar, alusiva ao Antigo Testamento, e a Biblioteca, coberta em gamela, que ostenta pinturas murais decorativas e alegóricas. O núcleo conventual desenvolve-se em torno de uma quadra, marcada por arcadas, raro nas restantes casas da Companhia, estando ladeado pelo pátio da Botica, este mais simplificado. Na zona posterior da igreja, desenvolve-se o corpo da Reitoria, o denominado "Coleginho", que constituía o Noviciado dos jesuítas, solução que tem paralelo apenas no Colégio de Coimbra (v. 0603250001), onde o claustro do noviciado surgia no pátio posterior do lado esquerdo; normalmente, o Noviciado encontrava-se em edifício próprio, na periferia das cidades, em locais saudáveis e arejados, que evitassem possíveis contágios de doenças.

Planta rectangular irregular, composta por igreja no extremo esquerdo, de planta longitudinal, com nave, antecedida por galilé, para onde abrem capelas laterais intercomunicantes, transepto inscrito e capela-mor mais estreita, e pelo corpo do Colégio, desenvolvido em torno de um amplo claustro, e por três claustros menores, na zona posterior, que se prolongam em duas alas salientes, que cruzam na parte E. do edifício, rematadas com torre lanterna octogonal, de volumes articulados e coberturas diferenciadas em telhados de uma, duas, três e quatro águas. As alas posteriores dão origem a dois pátios amplos, abertos. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por embasamento de cantaria aparente, flanqueadas por cunhais apilastrados e rematadas em friso, cornija e beiral. IGREJA com fachada principal virada a SO., composta por galilé apoiada em cinco arcos de granito em arco de volta perfeita, frontais, e mais dois idênticos nas faces laterais, assentes em pilares cruciformes; a galilé remata em friso, cornija e platibanda plena, que protege a cobertura em terraço. A fachada divide-se em três panos definidos por pilastras em granito, o central mais largo, rasgado por três portas de verga recta, encimadas por bandeiras envidraçadas, com molduras simples em mármore; superiormente, rasga-se óculo circular com moldura simples, rematando em frontão triangular, tendo, no tímpano, óculo elíptico entaipado, flanqueado por aletas, que ligam aos panos laterais, mais baixos e cegos. A fachada lateral esquerda, virada a O., apresenta dois registos separados por cornija saliente, o inferior cego e o superior rasgado por cinco janelas rectangulares jacentes, gradeadas e com emolduramento simples. A fachada lateral direita, virada a E., encontra-se parcialmente adossada, sendo visível a parte superior, com dois níveis de vãos, o primeiro com seis janelas semelhantes às da fachada oposta e, no segundo, cinco óculos elípticos, cegos. Sobre as fachadas laterais, é visível a linha da nave, rasgada por cinco janelas rectilíneas, em capialço e molduras simples. Fachada posterior em empena, flanqueada por duas torres sineiras, unidas por terraço aberto, de dois registos visíveis, os inferiores cegos e os superiores com ventanas em arco de volta perfeita. INTERIOR com nave rebocada e pintada de branco, com as paredes divididas em dois registos por friso e cornija, cobertura em abóbada de berço, ornamentada por caixotões geométricos, de estuque e pavimento em lajeado calcário. Tem cinco tramos, o primeiro correspondente ao coro-alto, sustentado por três arcos de volta perfeita assentes sobre colunas toscanas, com guarda em balaústres de mármore e acesso por duas portas de verga recta; ao centro, grande órgão de tubos. No sub-coro, guarda-vento de madeira protege o portal axial, ladeado por duas pias de água benta de mármore branco, sobre colunas, tendo duas portas laterais. Os tramos imediatos correspondem às capelas laterais, intercomunicantes, com acesso por arcos de volta perfeita, em granito, encimadas por tribunas rectilíneas com guardas balaustradas, que iluminam o templo indirectamente, surgindo, nos intervalos, pinturas murais em forma de medalhões, representando os Evangelistas e Doutores da Igreja, bem como telas pintadas com motivos sagrados. As capelas possuem confessionários nos pilares que as dividem, estando protegidas por grades de madeiras exóticas, com balaústres torcidos terminados em fogaréus, com coberturas em falsas abóbadas de berço, algumas revestidas a talha, e azulejo do tipo tapete, tendo retábulos, também de talha. São dedicadas, no lado do Evangelho a Santa Úrsula ou às Onze Mil Virgens, Santo António, Santa Ana, São Bento ou São José e São Sebastião; no lado da Epístola, Nossa Senhora da Boa Morte, Senhor Jesus Crucificado, Senhor Jesus da Cana Verde, Senhor Jesus dos Passos, Santo Inácio de Loyola e Anunciada *1. Transepto com amplos arcos de volta perfeita, tendo, no topo do Evangelho, a capela com o cenotáfio do Cardeal-Rei D. Henrique. Arco triunfal de volta perfeita, ladeado por capela colaterais, em arco de volta perfeita e fechos salientes, contendo retábulos de talha dourada, dedicados a Nossa Senhora da Assunção e Nossa Senhora do Socorro, encimados por enormes telas, surgindo no tímpano do remate, óculo circular. Capela-mor com cobertura e pavimento semelhantes aos da nave, a primeira apresentando pintura decorativa, tendo as paredes laterais cobertas por painéis de azulejo, em dois níveis, o inferior policromo, com figuras grotescas, e o superior monocromo, azul sobre fundo branco, com uma sucessão de grinaldas e albarradas. Retábulo-mor de talha dourada, assente em sotobanco de mármores coloridos, de planta recta, com dois registos divididos por friso e cornija, e três eixos definidos por duas ordens de colunas coríntias, com o terço inferior decorado por elementos vegetalistas; ao centro, pequeno nicho em arco de volta perfeita, assente em pilastras com os fustes ornados por elementos geométricos, contendo sacrário em forma de templete, de dois registos e cobertura em cúpula, apresentando várias colunas e porta ornada por Cristo Redentor; sobre este, a tribuna, em arco de volta perfeita, cm cobertura em falsa abóbada de berço, ornada por grotesco, contendo trono expositivo de três degraus; nos eixos laterais, surgem duas ordens de nichos de volta perfeita e cobertura em semicúpula de caixotões, contendo imaginária e, na base dos inferiores, cartela com inscrição; o conjunto remata em frontão semicircular, interrompido na base pela tribuna, tripartido por pilastras e com profusa decoração vegetalista. COLÉGIO com fachada principal, virada a SO., de dois pisos definidos por friso de cantaria e quatro panos divididos por pilastras, o do extremo esquerdo em cota superior, ao nível da igreja, constituindo a antiga Portaria, rasgada por porta de verga recta, ladeada por duas janelas rectangulares jacentes, gradeadas, encimada por três janelas termais, uma rematada por frontão triangular, com cruz no vértice e pináculos de bola laterais, contendo tabela elíptica com as insígnias da Companhia de Jesus; encontra-se protegido por alpendre sustentado por quatro colunas toscanas, encimadas por fogaréus e por três frontões contracurvados, o frontal com placa de mármore inscrita, e cobertura em cúpula encimada por um quinto fogaréu. Os panos seguintes possuem três janelas jacentes, de arejamento, tendo, descentrado, portal de acesso ao claustro, ligeiramente avançado, de mármore branco, com quatro colunas toscanas adossadas, assentes em plinto paralelepipédico comum e encimadas por pináculos; centram o vão, rectilíneo, encimado por tímpano com decoração fitomórfica, cartela *2 e cornija, protegido por portões de ferro; possui, no primeiro piso, oito janelas rectangulares e, no superior, sete janelas de varandim, com guardas metálicas, encimadas por frontões interrompidos de estuque e duas janelas de peitoril, rectangulares. O pano do extremo direito remata em frontão triangular. Fachada lateral esquerda, virada a O., tendo, no lado esquerdo, o portal do carro, de verga recta, possuindo, ao centro, portal em arco de volta perfeita, com figuras antropomórficas nos seguintes, assente e flanqueado por pilastras toscanas, as exteriores sustentando entablamento, e pequeno tímpano contracurvado, sobre o qual se alteia a cornija do remate da fachada *3; está ladeado por três janelas jacentes, encimada por três de peitoril, com molduras recortadas. Fachada lateral direita, virada a E., forma L invertido, criando um pátio aberto bastante amplo, composta por vários corpos articulados, de 3 e 4 pisos, adaptando-se ao desnível do terreno, rasgados uniformemente por janelas rectilíneas de molduras simples, algumas de varandim, surgindo, no topo de uma das alas, a divisão de dois panos por pilastra colossal e rematada em frontão triangular, com o tímpano decorado por elementos fitomórficos em estuque. Fachada posterior composta por ampla ala, seccionada por corpo perpendicular, de dois e três pisos, adaptando-se ao desnível do terreno, rasgado uniformemente por janelas rectilíneas e possuindo, no cruzamento das alas, remate em cúpula com lanternim. Junto a esta ala, campos de jogos. INTERIOR desenvolvido em torno do CLAUSTRO DOS GERAIS, de planta trapezoidal, de dois pisos, com colunata de volta perfeita no inferior e em duas das alas superiores, surgindo nas duas laterais, janelas rectilíneas, encimadas por bandeira; as colunas são toscanas, em mármore, as superiores assentes em plintos paralelepipédicos, sendo protegidas por guarda metálica; ao centro, fonte de mármore esculpido e forma romboidal. As alas possuem tectos planos e estão revestidas por silhares de azulejo monocromo, azul sobre fundo branco, com albarradas, interrompidos por várias portas de verga recta, de acesso às 14 salas de aula, todas de planta rectangular, divididas entre um a três tramos de arcos de volta perfeita que repousam em colunas do estilo dórico, de mármore branco, e conservam ainda as respectivas cátedras, bancos corridos dos alunos, púlpitos e portas de madeiras exóticas; possuem azulejo figurativo, representando fidalgos, camponeses, cenas militares e de astronomia, da ciência e a indústria, dos Evangelhos, mitologia e história antiga. Erguida no eixo principal do claustro, assinalada por estrutura arquitectónica, encimada por tabela e duas figuras alegóricas em mármore (empunhando a do lado esquerdo o ceptro e o sol e a do lado direito o báculo e a lua, simbolizando as dignidades real e pontifícia outorgadas ao fundador da Universidade de Évora), surge a SALA DOS ACTOS com acesso por 3 portas de verga recta, encimadas por friso, cornija e, a central, por tabela flanqueada por quarteirões e remate em frontão, intercaladas com figuras de convite em azulejo; interior de planta rectangular com cobertura de madeira em masseira, dividida em caixotões, percorrida por silhares de azulejos policromos, do tipo de brutescos e de caçadas, tendo galerias e tribunas. O antigo REFEITÓRIO tem duas naves de nove tramos divididos por arcos de volta perfeita sobre colunas toscanas de mármore branco, com cobertura em abóbada de lunetas, tendo lambris de azulejo enxaquetado verde e branco, banqueta em mármore junto à parede e tribuna de leitura com duas comunicações através de jambas de granito; junto, a antiga COZINHA marcada por dois grandes pilares graníticos e grandes tanques de lavagem em mármore, tendo, à sua frente, um fontanário de taça piramidal em mármore branco, sendo o espaço percorrido por rodapé de azulejo enxaquetado verde e branco. No piso superior, destaca-se a torre cruzeiro, a biblioteca, a Capela de Nossa Senhora da Conceição e a Sala do Senado, bem como os longos corredores abobadados, que abrem para as várias salas, os antigos cubículos, desenvolvidos em torno e a partir de pequeno claustro quadrangular, o Claustro dos Irmãos ou da Cisterna, de dois pisos, com arcadas de volta perfeita no inferior e entablamento no superior, tudo assente em colunas toscanas de granito. Junto a um outro claustro de dois pisos, o da Botica, no lado O., com arcada numa das alas e com fonte central, surge o NOVICIADO, a actual reitoria, de dois pisos; na parede do primeiro lanço subsistem dois painéis de azulejos policromos, com motivos de albarradas, ladeados por mísulas de volutas marmóreas. Os três corredores que se rasgam no piso nobre, desenhados em ângulo recto, são forrados a azulejos decorados a azul e esmalte branco de motivos essencialmente vegetalistas, de caça e pesca.

Materiais

Estrutura em alvenaria de tijolo e calcário, rebocada; pilares, modinaturas, pavimentos, lavabos, fontes, colunas, pilastras, guardas das tribunas e coro-alto, base do púlpito, bancos das salas de aula, refeitório e Sala de actos, em cantaria de granito, calcário ou mármore; pavimentos, cobertura do terraço e estrutura da cobertura em tijoleira; retábulos, tampos dos bancos, portas, caixilharias e pavimentos de madeira; painéis e silhares de azulejo; coberturas com telha; janelas com vidro simples; sinos e guarda do púlpito de bronze.

Observações

*1 - a Capela de Nossa Senhora da Boa Morte era o antigo retábulo das relíquias; a do Senhor Jesus Crucificado era dedicada, primitivamente, a São Vicente, sendo a do Senhor da Cana Verde, sucessivamente dedicada a São Bernardo e a São Francisco Xavier; o altar do Senhor dos Passos foi, sucessivamente, dedicado a São Domingos, São Francisco Xavier e São Francisco de Borja; o altar de Santo Inácio era o primitivo de São Brás e o da Anunciada era de Santa Catarina; *2 - proveniente da primitiva fachada da Sala dos Actos; *3 - trata-se de um portal, esculpido c. de 1540, que pertenceu à capela tumular do Doutor Gaspar Vaz Rebelo, conselheiro de D. João III e seu Desembargador do Paço, proveniente da destruída Igreja do Convento de São Domingos (v.IPA.00004438); *4 - os bens eram vastos, consistindo nas Quintas do Barrocal, com capela, Herdades de Castelo Ventoso, Montes Claros e Pego do Lobo, Quinta do Monte da Barca, com capela, Quinta de Valbom, com capela, bem como nos padroados das igrejas de São Miguel do Mato, São Pedro do Paraíso, Igreja de Pedorido, de São Pedro de Ossela, São Justo do Ameal, Mosteiro de São Jorge de Milreus, parte do rendimento da diocese de Évora, Igreja do Senhor Jesus do Calvário, em Montemor-o-Novo, Igreja de São Quintino, em Sobral de Monte Agraço, Santa Maria de Lodares, Nossa Senhora da Assunção de Penha Longa, São Salvador de Castelões de Cepeda; São Cristóvão de Louredo, São Miguel de Pacinhos, São Miguel de Canelas, Santa Marinha de Figueira, São Salvador de Galegos, São Vicente de Irivo, Mosteiro de São Salvador de Paço de Sousa, São Martinho de Penafiel, São Tomé de Rans, São Martinho de Rio de Moinhos, Santiago de Subarrifana, Santiago de Valpedre, São Romão de Vila Cova, São Romão de Coronado, São Miguel de Entre Ambos os Rios, São Tiago de Carvalhais; *5 - conforme relatório existente no Arquivo da DGEMN, as telas representavam, no lado esquerdo, o Cardeal D. Henrique, os reis D. João III e D. João IV, D. Afonso Mendes, Patriarca da Etiópia, D. Apolinário de Almeida, bispo de Niceia, e o Padre Luís de Molina; no lado oposto, o Papa Paulo IV, D. Sebastião, Infante D. Luís, Dr. Pedro Martins e D. Luís de Cerqueira, vispos do Japão, Padre Leão Henriques e o Dr. Francisco de Mendonça; o mesmo relatório refere o desaparecimento, em data não especificada, da antiga cátedra, executada em madeiras exóticas brasileiras, sustentadas por dois leões, bem como vários móveis do séc. 17.