Apeadeiro ferroviário da Linha do Tua, construído no séc. 20, composto pela casa do guarda da passagem de nível, que, simultaneamente, tem corpo alpendrado para proteção dos passageiros. A casa do guarda da passagem de nível tem planta retangular, interiormente seccionada em duas zonas de habitação, cada uma delas formada por cozinha e quarto, com fachadas de um piso, rasgadas por vãos de verga abatida, com molduras retilíneas de cantaria. As fachadas compridas, terminadas em aba corrida de madeira, são rasgadas por porta e janela, ou duas janelas, dispondo-se à frente destas, bancos de cantaria, e um óculo central. As fachadas mais estreitas, terminadas em empena, possuem corpo da chaminé saliente e porta de diferente modinatura para uma das habitações, protegido pelo alpendre que prolongava o corpo para abrigar os passageiros, possivelmente de construção posterior. A ligação ferroviária era feita em via estreita (bitola métrica) entre a estação do Tua (Linha do Douro) e a estação de Bragança, numa extensão total de 134 quilómetros.
Conjunto composto pela casa de habitação da guarda de passagem de nível e pelo abrigo de passageiros. A CASA DE PASSAGEM DE NÍVEL tem planta retangular, composta por edifício principal, organizado em duas habitações, e corpo fechado para os passageiros, disposto numa das fachadas laterais. Volumes escalonados e atualmente sem coberturas, que eram diferenciadas e em telhados de duas e uma água, no edifício principal sobrepostas por chaminés, a norte e a sul. As fachadas são de um piso, em alvenaria mista de xisto e granito, com pano da chaminé em tijolo, conservando em algumas zonas reboco, soco de cantaria e vestígios do remate em aba corrida de madeira, nas fachadas viradas a nascente e a poente. A fachada a nascente é rasgada por porta e janela de arco abatido e moldura retilínea, formando ligeiro recorte lateralmente, e, na oposta, duas janelas de peitoril de igual modinatura e, ao centro, óculo circular. As fachadas viradas a norte e a sul terminam em empena, possuindo a primeira chaminé saliente; na fachada sul, rasgada por porta de verga reta e corpo, dispõe-se o corpo para resguardo dos passageiros, também lateralmente rasgado por óculo, o qual se prolongava em alpendre; superiormente, o corpo principal tem vestígios de placa toponímica. No INTERIOR, o edifício estava dividido em duas áreas, que constituíam duas habitações para guardas da passagem de nível, ambas formadas pela cozinha e pelo quarto. As paredes são de tabique.
Materiais
Estrutura de alvenaria mista de xisto e granito, no edifício principal, e em cantaria no mais pequeno; vestígios de reboco; soco e molduras dos vãos em cantaria de granito; chaminés com corpo de tijolo; grade de ferro; paredes interiores divisórias em tabique; cobertura de telha.
Observações
EM ESTUDO