Ermida construída no séc. 17 em estilo maneirista, com planta retangular composta por nave e capela-mor, interiormente com coberturas de madeira e em abóbada de berço, respetivamente, e iluminação axial, tendo adossado sacristia à direita. Apresenta estrutura bastante homogénea, com fachadas de cunhais apilastrados, a principal terminada em empena e rasgada por portal de verga reta com moldura rematada em cornija e amplo óculo, este de feitura recente. Nas fachadas laterais tem porta travessa de igual modinatura e a posterior da capela-mor é cega e termina em empena. No interior tem coro-alto de madeira, púlpito no lado do Evangelho, ambos acedidos por escadas com arranque comum, de feitura recente, e no lado oposto tribuna comunicando com a sacristia, de duplo arco sobre pilastras, atualmente entaipada, à semelhança da existente na Ermida de Santo André, ainda que os vãos se prolonguem até ao pavimento (v. IPA.00034718), e da Ermida de Nossa Senhora do Rosário (v. IPA.00034719). O arco triunfal é de volta perfeita, sobre pilastras, e a capela-mor tem abóbada formando caixotões, comunicando com a sacristia por amplo arco de volta perfeita em cantaria, contemporâneo da construção. O retábulo-mor foi executado no séc. 20, em revivalismo, de linguagem clássica depurada. A pia de água benta que ladeia o portal axial, facetada e sobre pé decorado, é manuelina e deve ter pertencido à primitiva ermida quinhentista, referida por Gaspar Frutuoso.
Planta retangular composta por nave e capela-mor, mais estreita e da mesma altura, tendo adossado à fachada lateral direita sacristia retangular. Volumes articulados com coberturas em telhados de duas águas na capela e de três na sacristia, rematadas em beirada simples. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas inferiormente e no remate por faixa pintada de cinzento, tal como os cunhais e demais elementos de cantaria. Fachada principal virada a sudoeste, com cunhais coroados por pináculos piramidais com bola, sobre acrotério, e terminada em empena, com friso pintado e cornija, coroada por cruz latina. É rasgada por portal de verga reta, com moldura terminada em cornija, e por amplo óculo oval. Nas fachadas laterais abrem-se porta travessa na nave, de verga reta e moldura terminada em cornija, a da fachada esquerda, atualmente a uma cota bastante sobrelevada ao terreno envolvente, e a da direita de jambas biseladas; na fachada esquerda, a capela-mor, terminada em cornija mas atualmente alteada, é rasgada por janela retangular, com moldura de cantaria nos topos, e gradeada; na fachada direita, a sacristia é rasgada, a sudoeste, por janela de peitoril com molduras e avental pintado, e, a sudeste por porta de verga reta e ângulos truncados. A fachada posterior é cega, com a capela-mor terminada em empena e a sacristia em empena reta. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco e com faixa cinzenta, pavimento em lajes de cantaria e cobertura, na nave, em madeira, de masseira, sobre travejamento. Coro-alto de madeira, com guarda em balaústres torneados, acedido por escada de madeira disposta no lado do Evangelho. No sub-coro, do lado da Epístola, existe pia de água benta facetada, sobre pé embebido, formado por vários anéis de diferente decoração. A meio da nave, no lado do Evangelho, surge púlpito, de bacia retangular, em cantaria, com guarda em balaústres torneados, acedido por escada de madeira, inferiormente pintada de cinzento, com guarda em balaústres torneados, desenvolvida a partir de soco comum à escada do coro. Portas travessas ladeadas por pias de água benta, hemisféricas. No topo da nave abre-se, no lado da Epístola, tribuna de comunicação com a sacristia, com dois arcos de volta perfeita sobre dois pilastras e coluna central, atualmente entaipada, albergando imaginária. Arco triunfal de volta perfeita sobre pilastras, cobertas por sanefa de tecido. A capela-mor é coberta por abóbada de berço, formando caixotões, sobre cornija. Tem retábulo-mor de talha pintada a branco e dourado, de corpo reto e três eixos, definidos por quatro pilastras almofadadas, sobre plintos, as exteriores sobre dupla ordem de plintos, que se prolongam no remate da estrutura em duas arquivoltas, centradas por apainelados. No eixo central abre-se nicho, em arco de volta perfeita, com boca rendilhada, albergando imaginaria, e nos eixos laterais tem apainelado com motivo vegetalista. Sotobanco com apainelado contendo igualmente motivo vegetalista. Altar tipo urna coberto por pano de altar, marcando safena e apainelados. À direita do retábulo, abre-se porta de verga reta de acesso a pequeno espaço de arrumos posterior. No lado da Epístola possui amplo arco, de volta perfeita, sobre pilastras, de comunicação com a sacristia, onde possui marcada a tribuna da nave, com os arcos pintados de cinzento, assentes em pilastras e já sem o apoio central.
Materiais
Estrutura de alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco; soco, frisos, cornijas, molduras dos vãos, cruz, pináculos, bacia do púlpito e colunelos em cantaria de basalto pintada; portas de madeira; vidros simples; guarda do coro-alto e púlpito em madeira envernizada; pias de água benta em cantaria aparente; pavimento e abóbada em cantaria de basalto; teto de madeira envernizada; retábulo de talha pintada; cobertura de telha.
Observações