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Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres

Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres

O ponto de interesse Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres encontra-se localizado na freguesia de Pico da Pedra no municipio de Ribeira Grande e no distrito de Ilha de São Miguel (Açores).

Arquitetura religiosa, oitocentista e do séc. 20. Igreja construída no início do séc. 19 e elevada a paroquial em 1836, reformada em meados do séc. 20, mas conservando a planimetria e a estrutura da fachada tripartida, típica da ilha. Tem planta poligonal composta por três naves, definidas por arcos formeiros, de volta perfeita, assentes em pilares, e capela-mor, mais baixa e estreita, interiormente com iluminação axial e bilateral, tendo adossado vários corpos e a torre sineira, à direita. Fachada principal de três panos, definidos por pilastras, coroados por pináculos, e terminados em friso e cornija, o central rematado por espaldar volutado e os laterais, mais baixos, por aletas, de linguagem tardo-barroca. Cada pano é rasgado por um eixo de vãos interligados, composto por portais de verga reta, ladeados por pilastras sustentando frisos, alguns em toro, e cornija, e janelas, sendo o portal do pano central maior e tendo a janela frisos verticais a interligá-la às cornijas. Torre sineira de dois registos, rematada em balaustrada e com dois registos definidos por frisos e cornijas, o superior com quatro ventanas de volta perfeita. Fachadas laterais alteadas, a esquerda rasgada por porta travessa e janela retilíneas.

Planta poligonal composta por três naves e capela-mor, tendo adossado à fachada lateral esquerda sacristia e um outro corpo e à lateral direita torre sineira quadrangular e vários corpos. Volumes articulados com coberturas em telhado de duas águas na igreja e de uma em alguns corpos adossados, rematadas em beirada dupla. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por soco de cantaria, de cunhais apilastrados e rematadas em friso e cornija. Fachada principal virada a SE., de três panos definidos por pilastras toscanas, coroadas por pináculos tipo balaústre, sobre plintos paralelepipédicos, e terminados em friso e cornija, o central mais alto, sobreposto por espaldar recortado definido por volutas, decorado por cartela inscrita e coroa fechada, e coroado por cruz latina, e os laterais sobrepostos por aletas, dispostas até à cornija do pano central. Cada um dos panos é rasgado por porta de verga reta, a central maior, com a moldura ladeada por pilastras toscanas que sustentam múltiplos frisos, os superiores em toro, e cornija, e janela retilínea com pilastras laterais, interligadas às cornijas do remate do pano, tendo a do pano central também friso em toro e cornija, interligando-se às cornijas do portal e do remate por frisos verticais. As janelas possuem caixilharia de guilhotina, a do pano central de três folhas. À direita dispõe-se a torre sineira, de dois registos, separados por friso e cornija, o inferior cego, e o superior rasgado por quatro ventanas de volta perfeita, assentes em pilastras, com panos de peito rebocados e pintados. A estrutura remata em friso, cornija e balaustrada, com pináculos tipo pera sobre os acrotérios dos ângulos. As fachadas laterais são alteadas relativamente ao antigo remate em friso e cornija, rasgando-se na lateral esquerda porta travessa de verga reta, com moldura encimada por cornija, e janela retilínea; no corpo adossado deste mesmo lado abre-se, virado a a SE., porta de verga reta, com moldura encimada por cornija. INTERIOR com as naves separadas por arcos de volta perfeita assentes em pilares.

Materiais

Estrutura em alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco; soco, pilastras, frisos, cornijas, molduras dos vãos, balaustrada, pináculos, cruz, elementos decorativos e outros em cantaria aparente; portas e caixilharia de madeira pintada; vidros simples; cobertura de telha.

Observações

EM ESTUDO.