Palacete construído inicialmente para habitação, integra-se na tipologia do palacete urbano Lisboeta, que caracteriza as residencias das Avenidas novas e dos bairros aristocráticos do final do séc. 19 e primeiro quartel do séc. 20.
Planta composta em L, volumetria constituída por 2 paralelepípedos, e a cobertura efectuada por telhados a 3 águas articulados no ângulo. Alçado principal, a O., delimitado por cunhais de cantaria, organizado em 2 níveis, o piso térreo com portal e 6 janelas de peito rectangulares. No 2º piso rasgam-se 6 óculos com emolduramento calcário e, ao centro, janela de sacada com balaustrada de cantaria. A platibanda que remata o edifício é interrompida a eixo pela presença de um frontão ornamentado com volutas e enrolamentos. Alçado posterior, E., do corpo principal, destaca-se uma escadaria de 2 lanços rectos convergente em patamar, com guardas de ferro fundido ritmadas por plintos de cantaria encimadas por figuras tocheiras. No interior, os compartimentos principais, com tratamento decorativo em estuque nos tectos e sobreportas, encontram-se no piso térreo, em torno de escada que se inscreve em oval, coberta por clarabóia envidraçada.
Materiais
Alvenaria mista, reboco pintado, cantaria de calcário, mármore, estuques pintados, madeira pintada, vidro pintado, ferro forjado e fundido
Observações
*1 DOF: Zona Especial de Proteção conjunta aos imóveis: Museu Nacional de Arte Antiga, Igreja de São Francisco de Paula, Túmulo da rainha D. Maria Vitória, Palácio do conde de Óbidos, Chafariz das Janelas Verdes, Teatro da Casa da Comédia, Edifício da rua das Janelas Verdes n.º 78 - 78, Cinema Cinearte, Chafariz da Esperança, Convento das Trinas, Casa de António Sérgio, Palacete do viscondes e condes dos Olivais e da Penha Longa, Troço do do Aqueduto das Águas Livres, Abadia de Nossa Senhora da Nazaré do Mocambo.