Arquitectura de transportes e comunicações, do séc. 20. Ponte suspensa, construída em betão, de um só tabuleiro, assentes em pilares.
Ponte rodoviária constituída por três grandes arcos de volta perfeita, em cantaria de granito, com 40 metros de diâmetro e de vão, delimitados por dois viadutos formados por dois arcos de 6 metros cada. Os tímpanos dos arcos maiores são aligeirados por arcos mais pequenos de cerca de três metros de diâmetro. Os pilares e os encontros são de alvenaria revestidos de cantaria e assentam directamente na rocha granítica. Junto às margens apresenta muros de suporte revestidos em alvenaria em forma de mosaico. Na margem O., em plataforma adaptada na encosta e circundada por murete duplo de cantaria, apresenta um padrão comemorativo formado por soco de três degraus, sobre o qual assentam uma base e plintos paralelepipédicos, desencontrados, onde repousa obelisco piramidal, em cantaria de granito. Na face principal do obelisco apresenta inscrita a data MCMXL e a designação PONTE DUARTE PACHECO e medalhão em bronze com o rosto de Duarte Pacheco.
Materiais
ESTRUTURA: Alvenaria e cantaria; FUNDAÇÔES: betão armado e ferro; TABULEIRO: calçada à portuguesa e guardas de cantaria de granito.
Observações
A construção desta ponte foi muito importante no restabelecimento do equilíbrio social, dada a falta de emprego que aquela zona apresentava na época de construção.