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Câmara Municipal de Palmela

Câmara Municipal de Palmela

O ponto de interesse Câmara Municipal de Palmela encontra-se localizado na freguesia de Palmela no municipio de Palmela e no distrito de Setúbal.

Arquitectura civil política, administrativa e judicial neoclássica. Edifício dos Paços do Concelho, de planta rectangular com cobertura de quatro águas. Volume paralelepipédico regular com corpo quadrangular recente adossado a SO (séc. 20). Fachada simétrica repartida em quatro módulos de quatro vãos (portas) com brasão joanino ao centro no segundo piso, encimado por beirado curvado. Torre sineira lateral direita. O vazio da alpendrada do piso térreo, com colunas decoradas sobriamente no capitel com volutas e com bancos em pedra encostados à parede é articulado com o espaço aberto da varanda do segundo piso, ao qual dá acesso uma escadaria dupla de ampla e imponente. Alçado lateral esquerdo com métrica de vãos de peito e janelas quadrilobadas regular. Fachada tardoz com assimetria de vãos que acompanha, contudo, a pendente da via adjacente. Alçado lateral direito marcado pela presença forte do campanário e respectivo sino, símbolo do poder local. No interior, Salão Nobre com pinturas murais pós-pombalinas dos reis portugueses até D. Maria II nas paredes e tecto de masseira em madeira com medalhões envolvendo símbolos da justiça (balança e espelho). distribuição uniforme da métrica dos vãos da fachada principal, onde prevalece a simetria, a riqueza e a sobriedade da decoração, de inspiração joanina (molduras dos vãos, brasão ao centro do alçado); pilastras e cunhais em massa.

Planta rectangular, regular, de 2 pisos, com cobertura diferenciada em telhado de 4 águas; fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por embasamento marcado a cinza e delimitadas por cunhais demarcados em cor igual e rematadas em friso, cornija e beiral, tendo o corpo acrescentado à direita remate em platibanda e a posterior somente em beiral. Fachada principal voltada a NO.; apresenta no primeiro piso uma arcada em cantaria com nove arcos em asa de cesto ligados por colunas encimadas por capitéis jónicos e cobertura em falsa abóbada de cruzaria; pavimento de lajes em pedra; 3 portas de moldura rectangular, ladeadas por bancos em pedra, dão acesso ao interior a partir deste piso. Ao 2º piso acede-se através de 2 escadarias colocadas lateralmente; de 2 lances com patim e guarda em ferro, que desembocam em em ampla varanda cuja guarda é o prolongamento da das escadas; este piso apresenta paramentos divididos em 4 panos divididos por pilastras estando os panos laterais rasgados por portas molduradas por cantarias de inspiração joanina e o pano central rasgado por 2 portas de igual decoração, emoldurando o brasão joanino; o remate da fachada alteia-se na zona central dando lugar à implantação do escudo. A NO. Adossa-se ao corpo principal um campanário com abertura sineira em arco pleno, albergando sino, delimitado por pilastras com remate em cornija e cobertura abobadada coroada por catavento; Fachada lateral esquerda virada a NE, de um só piso, de 3 panos divididos por pilastras, sendo os laterais cegos e o central aberto por 3 janelas de peito de moldura rectangular sobrepostos por óculos polilobados no mesmo número. Assimetria de vãos na fachada tardoz, virada a SE, onde as janelas, a nível do 1º piso têm protecção contra a intrusão feita através de barras em ferro forjado aneladas com secção cilíndrica. A fachada lateral direita, voltada para SO, resulta de um acrescento ao edifício original, envolvendo um pequeno espaço verde de permanência, embora o que sobressaia neste alçado seja o campanário adossado, com o seu sino. INTERIOR: O primeiro piso dá acesso, através das quatro portas, a compartimentos específicos dos serviços camarários. Na segunda porta a contar da direita, tem-se acesso para o Salão Nobre, antigo tribunal, com tecto de masseira, ornamentado com medalhões pintados e as paredes com pinturas murais. A cobertura do interior é de madeira. Pavimento do salão Nobre em soalho, ao contrário dos restantes espaços, hoje adulterados. Salão Nobre: espaço rectangular no 2º piso com cerca de 90 m2, de finais do século 18, perpendicular à fachada principal. Guarnecido com portas em madeira pintada, de finais do séc. 19, início do séc. 20, que dão acesso directo ao interior do edifício com molduras em pedra calcária de inspiração barroca, presentes nos vãos semelhantes existentes no edifício. As pinturas de paisagens sobre as bandeiras das portas em madeira datam de finais do séc. 19, início do século 20; lustre central de feição rústica; quatro apliques divididos pelas paredes laterais; iluminação natural canalizada por duas janelas altas na fachada tardoz do edifício e por uma porta na fachada principal. Pavimento em soalho de madeira.

Materiais

Materiais: Alvenaria de pedra, calcário, telha cerâmica de aba e canudo, madeira, pedra, tijoleira, ferro galvanizado.

Observações

A sineta do seu pequeno campanário na fachada principal, desaparecida nos anos 40 do séc. 20, foi substituída a 1 de Junho de 2000 (Dia do Concelho). O Salão Nobre terá funcionado como tribunal anteriormente. Nos medalhões deste espaço terá estado representado D. Carlos, em vez de D. Manuel, provavelmente por motivos de censura politica.