Arquitectura religiosa, manuelina e renascentista. Capela de planta rectangular com arco ogival manuelino, corpo e portal quinhentista do período da renascença. Retábulo-mor maneirista, de raiz coimbrã, do terceiro quartel do séc. 17. Azulejaria de padronagem quinhentista sevilhana e seiscentista de fabrico lisbonense.
Planta rectangular, composta por dois corpos correspondendo a nave e sacristia posterior que se prolonga, lateralmente, até meio do alçado da nave. Volumes articulados e cobertura diferenciada em telhados de duas águas, com remate triangular marcando a parede fundeira da nave e corpo rebaixado com cobertura de três águas. Fachada principal de grande depuração com portal axial rectangular constituído por colunas geminadas dóricas, assentes em plinto e base quadrangular, fuste estriado com marcação de terço inferior, capitéis lisos com pés direitos e lintéis de arestas boleadas com cimalha superior. Duas frestas quadradas rasgam-se na fachada, uma à direita do portal e outra no enfiamento vertical, acima de painel azulejado. Remate triangular incorporando sineira, à direita. Alçados laterais com corpo rebaixado e porta rectangular simples, aberta ao nível fundeiro do corpo da capela. INTERIOR: de nave única, revestida a azulejaria polícroma de padronagem; púlpito ao Evangelho, de base pronunciada piramidal e decorada com molduras, com guardas de madeira, torneadas e simples; dois retábulos laterais de remates circulares e arco cruzeiro exíguo, ogival, com capitéis de motivos vegetalistas. Capela-mor, também revestida a azulejos de padronagem, com retábulo parietal sobre alto embasamento, com predela corrida e registo único organizado em três panos verticais dividindo, por colunas coríntias, três nichos albergando estatuária. Coberturas interiores em madeira.
Materiais
Alvenaria, cantarias em calcário de Ançã (Coimbra), coberturas exteriores em tijolo, coberturas interiores e retabulística em madeira, revestimentos parietais em azulejaria. Azulejos: revestimento do muro do adro
Observações
Contrariamente ao que afirma Nogueira Gonçalves, julga-se que a reforma principal da igreja (incluindo o portal) será da altura da edificação do cruzeiro, datado de 1554.