Arquitectura de saúde, do séc. 20. Segundo Carlos Machado, o edifício do destaca-se pela clareza da articulação volumétrica e pela justeza da sua implantação, à cota alta, perto dos terrenos do antigo Forte de São João de Deus, no sector O. dos arredores da cidade. O edifício consta de dois corpos em T, um mais alto, com seis pisos, desdobrado em dois sectores e outro baixo, também subdividido em dois sectores, um com três pisos e outro com um piso térreo, disposto perpendicularmente ao primeiro (retomando assim o princípio já ensaiado por Le Corbusier no Pavilhão Suíço de 1930). São notáveis os monumentais paralelepípedos verticais revestidos a xisto (correspondentes às caixas de escadas), articulados com um conjunto de varandas profundas a toda a largura, que rematam os topos E. e O. do corpo principal (e que fazem lembrar as extensas varandas do Sanatório construído em Paimio por Alvar Aalto, iniciado em 1928). A clareza na articulação das fachadas e o cuidado com que são proporcionados os diferentes ritmos que as ordenam, conferem ao edifício uma presença forte e serena que caracteriza toda a plataforma elevada a poente de Bragança. O projeto do hospital e das escolas primárias do Toural e do Beato testemunham a abertura de Viana de Lima à revisão crítica que se manifestava no interior e no exterior dos Congressos Internacionais de Arquitectura Moderna do pós-guerra (nos quais participou como delegado português, tendo apresentado o Hospital de Bragança no Congresso de Otterlo, na Holanda, realizado em 1959.
Observações
EM ESTUDO