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Edifício da Caixa Geral de Depósitos, CGD, de Bragança

Edifício da Caixa Geral de Depósitos, CGD, de Bragança

O ponto de interesse Edifício da Caixa Geral de Depósitos, CGD, de Bragança encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Sé no municipio de Bragança e no distrito de Bragança.

Arquitectura financeira, do séc. 20.

Planta quadrangular irregular composta por dois corpos formando falso L, com coberturas articuladas em telhados de duas águas, e tendo inscrito no ângulo da fachada posterior corpo sensivelmente quadrangular mais baixo, com telhado de uma água. Fachadas de três e um piso no corpo posterior, revestidas a placas de cantaria nos dois primeiros, e rebocado e pintado de branco no superior, bem como na faixa inferior e a separar os pisos. Fachada principal virada a S., possuindo no ângulo esquerdo pano ligeiramente truncado, rematado em empena descentrada, com cornija de betão bastante avançada; no piso inferior surge um alpendre, apoiado em pilar, sob o qual se rasga recuado o amplo portal, disposto à direita, seguido de quatro amplos vãos rectangulares envidraçados; quer o alpendre quer os vãos são encimados por placas azuis com o símbolo da instituição. Ao nível do segundo piso abrem-se vãos rectilíneos, sem moldura, um mais largo no pano truncado e quatro no enfiamento dos inferiores, esquema que se repete no piso superior, ainda que aí a janela do pano esquerdo seja mais estreita e tenha moldura pintada de cinzento e no outro exista sacada corrida, com guarda metálica, ornada de elementos geométricos, protegida por pala.

Materiais

Estrutura de betão, rebocada e pintada e parvialmente revestida a placas de cantaria; caixilharia e portas de alumínio ou de madeira; vidro simples; guardas em ferro; estores; cobertura de telha.

Observações

EM ESTUDO. *1 - O programa inicialmente apresentado pelo Arquitecto Francisco Blasco Gonçalves sofreu cinco modificações, as quais foram sucessivamente solicitadas pela Caixa Geral de Depósitos. A primeira consistiu no aumento do vestíbulo da C.C.T na cave; estabelecer comunicação do gerente com a inspecção médica; ampliação do compartimento destinado aos inspectores; localização da casa forte no r/c, próximo da sala de operações. A segunda alteração consistiu abandono da solução de instalação da casa de Crédito Popular no 1º piso, em cave e na sua transferência para o 1º andar, reservando o r/chão para a Caixa Económica. A terceira consistiu na inclusão de 2 quartos reservados aos inspectores, com acesso pela escada de habitação do gerente. A quarta consistiu no estudo de nova solução que resultasse maior dimensão da sala de expediente do r/chão, podendo transferir-se para o 1º andar a Junta Médica e suprimir os quartos dos inspectores; prever a instalação de uma habitação no 1º andar e 3 no 2º, mantendo, se fosse possível o programa da habitação do gerente; os restantes deviam ser reduzidos a 3 quartos e sala comum. Para além destas modificações que a Caixa foi pedindo, o arquitecto teve ainda inicialmente de proceder a estudos de urbanização para definição dos alinhamentos a adoptar, de acordo com a Câmara Municipal e o arquitecto urbanista. Assim, o arquitecto Blasco Gonçalves teve de elaborar 5 ante-projectos parciais para satisfazer a CGD. Daí que, em Julho de 1965, o mesmo tenha solicitado uma indemnização correspondente a 1/6 do valor contratual, ou seja, 13.333$00, como honorários suplementares e como compensação do trabalho excedente, o que foi autorizado.