Igreja paroquial construída no séc. 12, em estilo românico, com elementos se transição para o gótico, e reformada no séc. 17 e 18, em estilo maneirista e barroco.
Planta simples de uma só nave e capela-mor quadrangular. O portal principal, apoiado em quatro finas colunas, tem modinatura, impostas e capitéis de expressão nitidamente gótica. Na empena da fachada principal há uma rosácea poliocular de vitrais lisos. A porta lateral sul é de grande interesse pelos seus capitéis, dois dos quais, os da parte interna, representam figuras humanas. A sua decoração é tardia e de inspiração local feita por artista muito inábil. O arco cruzeiro, que já tem modinatura gótica, assenta em quatro colunas, duas de cada lado, com grandes capitéis cujo cesto, torneado, pertence a esse mesmo estilo, bem como a técnica alto-relevada com que são esculpidos os temas que os decoram: aves - duas a beberem pelo mesmo cálice, duas devorando cada uma a sua presa - , motivos geométricos e folhagens, quadrúpedes enfrentados. A pedra destes capitéis bem como a das bases das colunas e das arquivoltas é de grão muito fino e de coloração muito mais esbranquiçada que a utilizada nas paredes da igreja e nos lavores dos portais. O tecto da capela-mor é de caixotões, com decoração a ouro, e o altar tem nos socos das colunas quatro imagens dos Evangelistas. As paredes laterais da capela-mor estão revestidas com azulejos de tapete.
Materiais
Estrutura em granito; revestimento a azulejos policromos; retábulos de talha dourada e policroma; painéis pintados; cobertura de telha.
Observações
*1 - O espólio encontrado junto às sepulturas (moedas, pregos, contas, terços, anéis e material cerâmico), e a tipologia dos enterramentos, permite identificar três fases distintas de ocupação da necrópole: a primeira e mais antiga correspondente à época de construção da Igreja de Santiago de Antas, no séc. 12, a segunda dos séculos 14 e 16 e a terceira e última fase, entre os séc. 18 e 19.