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Igreja de Santa Eulália do Mosteiro de Arnoso

Igreja de Santa Eulália do Mosteiro de Arnoso

O ponto de interesse Igreja de Santa Eulália do Mosteiro de Arnoso encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Arnoso (Santa Maria e Santa Eulália) e Sezures no municipio de Vila Nova de Famalicão e no distrito de Braga.

Arquitectura religiosa, românica. Igreja de Mosteiro beneditino de planta longitudinal, nave única e capela-mor rectangular. O portal ocidental, muito simples e com tímpano com cruz e laçaria, inspira-se na arte bracarense dos finais do séc. 12. Constitui um dos mais elucidativos exemplos de redução do programa construtivo inicial. A sua concepção denota disparidade de proporções entre a escala da nave e a pequena ábside da capela-mor. Assim uma certa desproporção entre os elementos internos e desigualdades na silharia exterior denotam um plano grandioso que falhou durante a sua execução.

Planta longitudinal composta por nave e capela-mor rectangulares. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhado de duas águas. Orientada a poente, a fachada principal possui um portal de tímpano vazado em cruz com três arquivoltas de arco redondo, das quais a do meio assenta em colunas, e capitéis decorados com quadrúpedes de dois corpos e uma só cabeça. O arco intermédio é decorado com motivos geométricos, lanceolados e entrelaçados. O arco interno é profusamente decorado , com lavores biletados na esquina das aduelas, onde se destacam quadrúpedes, aves, um cavalo, uma cabeça humana, uma ave com um peixe no bico. As fachadas laterais são percorridas por cachorros. Os portais com tímpanos vazados em cruz, possuem no lado N. um par de cabeças de animais e no lado S., modilhões lisos, outros com temas geométricos, zoomórficos e antropomórficos. Na fresta da capela-mor, os temas dos capitéis das finas colunas que a definem são vegetais. A capela-mor é de dois tramos e é coberta por uma abóbada cilíndrica. A decorar o espaço interior salientem-se os arcos cegos adossados ás paredes laterais, cujos capitéis são lavrados de lanceolados, acantos e volutas. O arco toral é original e o triunfal foi muito modificado durante as obras de reconstrução. De cada lado percorre as paredes uma falsa arcaria de volta perfeita, assente em capitéis decorados com motivos antropomórficos, zoomórficos, volutas e folhagens. A flanquear o arco triunfal pinturas a fresco quinhentistas com episódios da vida de N. Senhora.

Materiais

Paredes em alvenaria de granito aparente; Cobertura em telha "aba e canudo" de barro; Caixilharias de madeira por pintar.

Observações

Não foram executadas as obras previstas em 1983 que incluíam: dreno envolvido em cascalho, caixas, impermeabilização e tratamento do paramento soterrado das fundações e ligações ao ribeiro a 4500 metros, além de colocação de ventiladores nas portas e no tecto. O facto de ter sido construída de acordo com a escala de uma grande igreja conventual, a obra ter-se-á iniciado pela nave que deu lugar à capela-mor por razões desconhecidas. Tiveram portanto de abrir o arco-triunfal na parede que seria a fundeira da capela-mor original. Quando nos anos quarenta durante as obras de restauro foram apeados três altares em talha descobriram-se nos dois colaterais pinturas a fresco quinhentistas. No tímpano do portal da fachada S. lê-se a inscrição "A.D. 1156" que atribui a sua construção ao Séc. 12.