Arquitectura industrial, modernista. Fábrica de moagem apresentando grande harmonia de traçados entre os edifícios que a compõem, de volumes cúbicos, linhas direitas, funcional, onde se nota a recuperação do uso da superfície, da linha e do espaço. A fábrica do caramujo foi a primeira estrutura industrial em betão armado a ser construída em Portugal.
Planta rectangular composta por três volumes adossados e alinhados, de formas quadrangulares, desenvolvendo-se em verticalidade, com cobertura diversificado em terraço. Na construção mais baixa, a primitiva, de 5 andares, tem na fachada principal voltada a E., no andar térreo, 7 portas articuladas com janelas, sendo as três centrais de molduras rectangulares e as laterais terminam em arco perfeito; nos pisos superiores rasgam-se janelas de forma regular e sistemática, imprimindo alguma horizontalidade, o edifício do meio, o mais alto, apresenta 12 pisos com vãos de janelas apenas de iluminação; na edificação a S., a mais moderna, desenvolvem-se silos cilíndricos na vertical, adossados a toda a volta das quatro fachadas até quatro quintos da sua altura; em cada silo abre-se uma pequena janela à altura de um 1º piso que não está demarcado.
Materiais
Betão armado (ferro e cimento hidráulico) *2
Observações
* Todo o plano de água foi entulhado com o avanço do muro do Alfeite. *1: O mestre Filipe (pai de Henrique e Raul Filipe) foi um dos encarregados da reconstrução. *2: Sobre a reconstrução da fábrica foi utilizado pela 1ª vez o cimento armado (depois designado por betão armado), novidade francesa, sob a responsabilidade da casa Hennebique.