Portal de Cidadania

Capela de São Sebastião

Capela de São Sebastião

O ponto de interesse Capela de São Sebastião encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Almada no municipio de Almada e no distrito de Setúbal.

Arquitectura religiosa, barroca, chã. Igreja chã de edificação plana, sóbria e bem equilibrada, com fachada de impulsão vertical, que contraria a divisão em 2 planos horizontais, com cunhais de pilastras bem destacados, e as 2 massas laterais, com grande ressalto, como contrafortes. Vê-se o barroco nos dois frontões agrupados ao centro e nos ornamentos da cartela, nas volutas, nos orelhões e nas conchas. O frontispício tem uma relativa riqueza de cantaria, de boa pedra calcária, ao contrário da maioria das igrejas almadenses.

Planta retangular, de massa simples, e cobertura em telhado de duas águas. Fachada principal orientada a O., com embasamento e terminada em empena angular, pilastras nos cunhais. É marcada por dois registos definidos por moldura em ressalto, abrindo-se no inferior portal em arco de asa de cesto, e, no superior janela de sacada, com dois batentes, ladeado por largas volutas, rematando em cornija e frontão curvo aberto, de cuja abertura nasce a moldura ornamentada de uma cartela de medalhão, com feixe de setas esculpido (símbolo do martírio de São Sebastião). Flancos e fachada posterior encobertos, parcialmente, por edificações das casas que formavam o pátio: provavelmente, piso térreo do século 18 e piso superior dos séculos 19 ou 20. Flancos com dois corpos recuados, um de cada lado, acompanham o pé-direito do edifício, adossando-se a ele. Interior de uma nave; flanco direito com escada de caracol, no interior da parte recuada, talvez de acesso aos sinos, com pequena abertura de iluminação.

Materiais

Alvenaria, cantaria, cerâmica (telhas e encasque de tijolo)

Observações

*1 - DOF: Edifício da antiga Igreja de São Sebastião. O lugar chamava-se de São Sebastião até aos fins do Séc. 19 e retirava o seu nome do orago da igreja; *4 - Fazendo, então, parte da propriedade algumas casas que se encostavam à igreja e, nas traseiras, agrupavam-se à roda de um pátio que, entre os Séc. 18 e 19, teriam sido utilizadas como recolhimento. No portão de entrada do pátio existia um painel de azulejos onde se lia: hoje he retiro de cuidados / 1776, que foi retirado quando se demoliram as casas, na década de 50 e colocado encimando um portal, nos jardins do convento dos Capuchos; *5 - No dia de Todos-os-Santos, segundo documentação quinhentista dos Arquivos da Misericórdia de Almada, era costume recolher e referenciar os corpos ou ossadas já enterrados em várias locais sem cerimónia - especialmente os afogados - e enterrá-los nesta igreja.