Ponte de provável construção oitocentista, de tipo arco, com tabuleiro em cavalete disposto sobre um arco, de volta perfeita, com acesso em curva por rampas desiguais. Considerada da época romana com uma fase medieval (RODRIGUES, 1985, p. 18) ou apenas romana (RIBEIRO, 1998, p. 171), a verdade é que não existia em 1758, conforme depreendemos pelas Memórias Paroquiais da freguesia, que referem outras pontes da região, quer em cantaria, quer em madeira, como a ponte Pedrinha, a do Rodeiro, a do lugar da Assureira, a da Barziela, a Ponte das Veigas, a de São Brás, ou até mesmo a de "pau", no sítio do Porto de Campelo, devendo, portanto, ser já de feitura moderna e integrando-se na rede de comunicações vicinais de Castro Laboreiro. Apesar da impossibilidade de integração definitiva num período cronológico-estilístico, é notório o facto de apresentar características mistas, típicas das pontes romanas, como o acesso por duas curvas, e das pontes medievais, como o tabuleiro em cavalete, de dupla rampa pouco acentuada, as aduelas do arco pouco cuidadas e o aparelho irregular.
Ponte de tabuleiro em cavalete, precedido por rampas de acesso de ambos os lados, formando curva, sendo uma das rampas mais longa. A estrutura possui paramentos bastante irregulares, formados por blocos mal afeiçoados e o tabuleiro assenta sobre arco de volta perfeita, de aduelas largas, com o fecho saliente a montante; a sul integra ainda vão retilíneo. O pavimento é formado por grandes lajes, algumas salientes da estrutura.
Materiais
Estrutura de granito, com aparelho "incertum".
Observações
Na época romana, a zona era atravessada por uma estrada que ligava a Portela do Homem à Terra-Chã, Mareco e Castro Laboreiro.