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Igreja de Santa Ana

Igreja de Santa Ana

O ponto de interesse Igreja de Santa Ana encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Chaviães e Paços no municipio de Melgaço e no distrito de Viana do Castelo.

Arquitectura religiosa, seiscentista e novecentista. Igreja paroquial de planta longitudinal composta por nave única e capela-mor, mais baixa e estreita, interiormente com iluminação axial e bilateral. Fachadas rebocadas e pintadas, a principal terminada em empena e rasgada por portal de verga recta e duas janelas. Fachadas lateral esquerda rasgada por porta travessa de verga recta e janelas de capialço, na nave, e de ambos os lados uma outra na capela-mor; a posterior termina em empena.

Planta retangular composta por nave única e capela-mor, mais baixa e estreita, tendo adossada à fachada lateral esquerda capela exterior e sacristia e à lateral direita torre sineira quadrada e anexos rectangulares. Volumes escalonados com coberturas em telhados de duas águas na igreja e de uma na capela, sacristia e anexos. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com cunhais da igreja apilastrados e coroados por pináculos piramidais sobre plintos paralelepipédicos, terminadas em friso e cornija de betão sobreposta por beirada simples. Fachada principal virada a SO., com embasamento de cantaria, terminada em empena, com friso e cornija, coroada por cruz latina de cantaria de braços trilobados sobre plinto paralelepipédico, e, nos cunhais, por pináculos piramidais com bola. É rasgada por portal de verga recta de moldura recortada nos ângulos superiores e sobre o fecho, e por duas janelas rectangulares de molduras simples, as quais ladeiam nicho albergando imagem pétrea de São José com o Menino, sobre mísula, e com moldura rectangular, decorada por elementos fitomórficos e com a inscrição A. 1960. Torre sineira sensivelmente recuada de dois registos, separados por friso e cornija, tendo no primeiro relógio de Jerónimo de Braga sobre a data de 1972 relevada e no segundo, em cada uma das faces, sineira em arco de volta perfeita sobre pilastras, albergando frontal e lateralmente dois sinos; remate em pináculos piramidais sobre os cunhais e cobertura em coruchéu piramidal de pedra, coroado por cruz latina em ferro. Fachada lateral esquerda rasgada por porta travessa de verga recta simples, e duas janelas de capialço; a sacristia e a capela exterior são percorridas por friso de cantaria e separadas por pilastra, sendo a primeira alteada; lateralmente é rasgada por porta de verga recta e, superiormente, janela rectangular, ambos sem moldura. A capela é rasgada por porta de verga recta ladeada por vãos rectangulares protegidos por balaustrada de cantaria, permitindo visualizar o seu interior. Na fachada lateral direita o anexo ao longo da nave possui dois pisos, sendo rasgado por porta de verga recta com moldura recortada e inscrita com 1922, por um outro sem moldura, janela de capialço e, no segundo piso, por janela de peitoril, com caixilharia de guilhotina e fresta. O segundo anexo é cego. De ambos os lados, rasgam-se na capela-mor janela de capialço. Fachada posterior da capela-mor rasgada por vão quadrangular e terminada em empena, e o anexo da fachada lateral direita por janela rectangular de capialço. INTERIOR da capela de Santa Ana com as paredes em cantaria aparente, com as juntas tomadas e pavimento de lajes. Na parede testeira abre-se portal de ligação à igreja, de verga recta, enquadrado por estrutura em arco de volta perfeira, com chanfro e sobre mísulas. No interior dispõem-se as imagens de vestir do Senhor dos Passos e da Virgem. Sobre mesa de altar colocada do lado esquerdo do vão, existe a imagem de Santa Ana.

Materiais

Estrutura rebocada e pintada ou em cantaria de granito aparente; pináculos, cruzes, frisos, algumas cornijas, molduras dos vãos, balaustradas e outros em cantaria de granito; cornijas de betão; portas de madeira; caixilharia de alumínio; vidros martelados; grades em ferro; algerozes metálicos; cobertura de telha.

Observações

EM ESTUDO. *1 - Nas Memórias Paroquiais referia-se que, segundo tradição antiga, se dizia que a imagem de Santa Ana tinha vindo pelo rio Minho abaixo juntamente com um sino chamado de Santa Ana, e não só na freguesia, mas em toda a parte que se ouvisse tocar o sino, não havia "pedraça", nem raio; dizia-se que o motivo da capela estar de fora se devia ao facto de que, depois da imagem ter aparecido nos limites da freguesia e ter sido colocada dentro da igreja, ela no dia seguinte aparecia sempre da parte de fora; assim, foi entendido que a imagem queria estar onde pudesse ver o rio, motivo que levou a construir-se a capela exterior à igreja;