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Muralhas e Torre de Menagem de Idanha-a-Velha

Muralhas e Torre de Menagem de Idanha-a-Velha

O ponto de interesse Muralhas e Torre de Menagem de Idanha-a-Velha encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Monsanto e Idanha-a-Velha no municipio de Idanha-a-Nova e no distrito de Castelo Branco.

Cerca urbana romana, construída por volta do séc. 04, a envolver a povoação, e reformada em diferentes períodos, nomeadamente na Idade Média, após a sua doação à Ordem do Templo, que construiu também uma torre com barbacã envolvente, tendo contacto visual com a fortificação de Monsanto. Implantada num vale e em local plano, ao contrário das fortificações da Beira, que se erguem em posição dominante e com excelentes condições de vigilância e defesa, a cerca urbana de Idanha-a-Velha data do Baixo-Império, constituindo a única sobrevivente dessa época na região. Foi construída segundo um projeto arquitetónico único e bem definido, de modo apressado, diminuindo consideravelmente o perímetro de uma muralha anterior, ignorando o traçado urbanístico e construções, que sacrificou para aproveitar os materiais na construção, o que é comum nas cercas contemporâneas. Apresenta planta oval irregular, adaptada à morfologia do terreno, tendo os ângulos de mudança de direção suavemente arredondados, como é característico dos recintos romanos tardios da Hispânia e da Gália, atualmente já sem alguns troços ou com outros integrados nas construções da vila. A sudoeste, a muralha forma pequeno recorte retangular para o exterior, para incluir no recinto um poço, sobrepondo-se à sua abertura, de modo a permitir continuar a utilizá-lo no sopé da muralha e, simultaneamente, recolher a água desde o adarve, constituindo, ao que parece, caso único nas cercas hispânicas da mesma época (CRISTÓVÃO: 2002, p. 47). Os paramentos são aprumados, em opus quadratum irregular, denotando maior homogeneidade no aparelho exterior, mesmo quando os silhares são reutilizados, o que é usual, e um tratamento mais cuidado na frente norte, desconhecendo-se o primitivo tipo de remate. Era reforçada por 13 torres, pelo menos *6, de planta semicircular ou retangular, desenvolvidas para o exterior e estreitando ligeiramente para o topo, com um espaçamento mais ou menos regular, de cerca de 35 m de distância, módulo sensivelmente maior que o de outros recintos peninsulares, como Saragoça ou Lugo. Contudo, como o uso de torres semicirculares nas cercas hispânicas tardias é comum, mas as retangulares são mais escassas, as construídas em Idanha deverão ser posteriores. É o caso da torre no ângulo noroeste da muralha, que aí descreve uma curva apertada, ao contrário do restante traçado, constituindo uma retificação defensiva deste ponto de fraca visibilidade. Independentemente da planimetria, as torres surgem adossadas ou interligadas aos panos de muralha, por blocos que penetram na muralha, técnica que as tornava mais resistentes ao impacto de grandes projéteis e evitava a sua inutilização por desmoronamento dos blocos provocados por trabalhos de sapa do inimigo. A cerca urbana teria inicialmente apenas uma porta, virada a norte, não tendo sido detetado nenhuma outra abertura, nas escavações arqueológicas. A porta norte, flanqueada por duas torres semicirculares, forma corredor retangular sob a muralha e subdivide-se em duas câmaras por arcos de volta perfeita, exteriormente sobre impostas e no corredor sobre pilares, onde corria grade, manobrada a partir da zona superior, e se apoiavam as portas, respetivamente. Tem paralelo nas portas, flanqueadas por torres retangulares, de Cória, de Conímbriga e de Évora, e alguma semelhança com a porta oriental do recinto de Cáceres (CRISTÓVÃO: 2002, p. 40). O seu eixo é oblíquo, o que, segundo Alberto Balil, tinha por objetivo obrigar os assaltantes a apresentar aos defensores o lado direito, não protegido pelos escudos, solução também visível em Veleia (Iruña, Vitória). Esta porta foi reformada em data posterior e parcialmente reconstruída no séc. 20. As invasões bárbaras determinaram a feitura de obras de reparação e reforço da fortificação, sem alteração do seu traçado, tendo-se desativado, por exemplo, uma das torres semicirculares a ocidente. O mesmo aconteceria com a ocupação muçulmana, mas os autores consideram muito difícil determinar com exatidão as modificações introduzidas. Em 1165, D. Afonso Henriques doa, pela primeira vez, Idanha à Ordem do Templo, mas, por várias razões, o território acaba por voltar à Coroa que, sucessivamente, promove o seu povoamento e a cede aos Templários, tornando-se, assim, difícil determinar em que data, efetivamente, a Ordem se instala em Idanha. É possível que os Templários tenham feito reparações na muralha, mas é difícil datá-las, visto usarem os mesmos materiais e técnicas construtivas semelhantes. Mais clara é a datação da torre, construída no antigo fórum, sobre o podium de um templo romano, dedicado a Vénus, com planta retangular e acesso sobrelevado, por porta em arco de volta perfeita, contendo no tímpano inscrição de 1245, comemorando a sua integração na Ordem. Acima do podium, os paramentos da torre reutilizam silhares romanos, tendo alguns os orifícios para aplicação de fórceps por onde eram içados, mas foram aparelhados por pedreiros, que os marcaram com siglas. No séc. 14, rasgou-se uma outra porta, para o piso térreo, em arco apontado, gótico, e um balcão superior, já num terceiro piso, de que subsistem apenas as mísulas de sustentação. Sensivelmente sobre o muro romano que circundava o templo, foi construída uma cerca retangular à volta da torre, que funcionava como barbacã. É possível que, na Idade Média, o posicionamento da torre na malha urbana, conferisse à cerca urbana romana a função de barbacã extensa e se tivessem aberto outras portas nas muralhas. Caso da porta sul (a sudoeste), reconstruída no séc. 20, com um simples arco sobre os pés direitos, por Fernando de Almeida acreditar que ela daria acesso ao cardo mazimus e ter descoberto vários elementos de um arco. Contudo, segundo José Luís Gil Cristóvão é possível que ela estivesse relacionada com a Catedral e depois Igreja da Ordem, erguida nas imediações. A poente da torre retangular que defendia esta porta, abriu-se também, em data incerta, uma poterna, estreita e rebaixada, com verga reta e corredor da espessura da muralha, servindo simultaneamente para drenagem das águas pluviais do interior do recinto. As poternas parecem ser uma raridade nas fortificações hispânicas do Baixo-Império e na Gália, conservando-se na península apenas em Veleia (Iruña) e em Conímbriga. Félix Pereira refere ter visto uma poterna ou passagem a oriente, num palheiro próximo da ponte, mas as escavações não revelaram qualquer porta ou abertura naquele setor da muralha. Com a definição da fronteira luso-castelhana, em 1297, no tratado de Alcanices, e a ascensão de outras povoações nas imediações, Idanha-a-Velha perde importância estratégica, lutando por séculos com problemas de desertificação. Tal, levou a que, logo no início do séc. 16, a torre, com compartimentação interior, já estava destelhada, desmadeirada e sem portas, a barbacã envolvente "toda derribada" e a cerca urbana ter partes a cair. A ruína de Idanha acentuou-se nos finais do séc. 19, inícios do 20, quando a população utiliza os materiais da fortificação nas suas construções..

Cerca urbana a envolver a povoação, com planta oval irregular, adaptada à morfologia do terreno, com um perímetro total de cerca de 735 m, medindo os eixos maiores, de este a oeste 200 m, e de norte para sul, 300 m, defendendo uma superfície de cerca de 2 hectares, segundo Fernando de Almeida. As muralhas são visíveis em grande parte do seu perímetro, tendo troços ocultos sob as construções que lhe foram adossadas ou sobrepostas, como a nascente, onde, por exemplo, os palheiros de São Dâmaso e casas adjacentes integram no seu interior a muralha e uma torre semicircular, ou, em raros casos, demolidos por completo. A poente da porta norte, a seguir a um troço de muralha em falta, existe pano de muralha reconstruído na década de 1960. As muralhas possuem pequenos panos retilíneos ou curvos, surgindo no setor norte, desprotegido do rio, um amplo troço curvo e nos pontos de mudança de direção, cantos suavemente arredondados. Os paramentos são aprumados, sem remate nem adarve, desconhecendo-se como seria primitivamente, atingindo em alguns pontos, como na frente norte, 5,60 m de altura acima do atual pavimento, e 3,20 m de largura. Possuem aparelho em opus quadratum irregular, de módulos e dimensões variáveis, reutilizando muitos silhares (lisos e rusticados, emoldurados, com inscrições, monumentos epigráficos anepígrafos, monumentos funerários, fustes, capitéis, bases de colunas, entre outros), ou, em blocos baixos e longos, junto ao solo, para acompanhamento do relevo *2. O enchimento interno entre os paramentos é feito por blocos de granito em camadas horizontais, e os espaços entre os blocos são preenchidos com terra e argamassa ou são estruturados com blocos de xisto e pedaços de granito. Denota-se maior cuidado no aparelho exterior, mesmo quando os silhares são reutilizados, e um tratamento mais cuidado especialmente em toda a frente norte da muralha. Perto da torre existe uma escada de acesso á muralha. Na frente norte existe passadiço metálico de construção recente sobre a muralha, acedido por porta disposta a poente, e com guarda igualmente metálica, marcando a implantação de duas antigas torres semicirculares com zonas curvas, tipo varanda, revestidas a chapa de cobre, terminando o percurso numa escadaria que acompanha a ruína da muralha. Este mesmo tipo de estrutura existe a nascente, sobre o troço de muralha integrado nos palheiros de São Dâmaso. As muralhas são reforçadas por, pelo menos 13 torres, de planta semicircular (com um raio entre 3,15 m e 3,5 m de projeção) ou retangular (6 m largura e 4 a 5 m de projeção), desenvolvidas para o exterior e que vão estreitando ligeiramente para o topo, separando-se entre si por espaços mais ou menos regulares, de cerca de 35 m de distância. No setor sudeste o espaçamento das torres parece ter sido maior, aproveitando a situação topográfica e a proteção do rio. As torres possuem a mesma técnica construtiva das muralhas. Os blocos do paramento exterior das torres semicirculares são talhadas propositadamente para esse fim, mesmo quando são reaproveitados, apresentando as faces laterais geralmente convergentes, permitindo maior coesão, por vezes, com a face exterior convexa, para ajudar a criar a superfície curva, mas, na maioria das vezes com a face plana. As torres, independentemente da planta, adossam-se à muralha ou possuem blocos que penetram na muralha, ou seja, as primeiras fiadas do pano de muralha penetram no espaço da torre até à extremidade onde os blocos penetram na muralha. As muralhas têm atualmente três portas, uma na frente norte, e duas na frente sudoeste. A PORTA NORTE ou de Monsanto é flanqueada por duas torres, de planta semicircular, com as três fiadas superiores acrescentadas nas obras de reconstrução de Fernando de Almeida, desconhecendo-se se eram ocas ou não. A porta apresenta arco de volta perfeita, sobre impostas trapezoidais, tendo 3,56 m de altura e cerca de 3,05 m de largura no exterior e 3,13 m no interior, sendo delimitada na face interna por pilares lisos, no meio da qual corria grade, manobrava a partir do piso superior. A porta forma corredor retangular sob a muralha, com 5,16 m de comprimento no lado poente e 5,24 no lado nascente, correspondendo à sua largura neste troço, e subdivide-se em duas câmaras por arcos de volta perfeita, sobre pilares assentes em bases, onde se apoiavam as portas. Tem pavimento com grandes blocos de granito reaproveitadas, com as juntas preenchidas por argamassa e pedaços de xisto, granito, quartzito rolado e quartzo leitoso anguloso e tijolo; na parede poente existe um rasgo em L deitado e invertido e, junto a cada arco, orifícios para introdução das trancas das portas. A porta tem o eixo oblíquo, fazendo com que o muro a poente encoste bem à porta, o que não acontece no lado oposto, onde os blocos apenas encostam, sendo cortados para se adaptarem ao ângulo criado. A sudoeste, quase no enfiamento da Catedral de Idanha, abre-se a denominada PORTA SUL ou porta do Pônsul, como é designada por Fernando de Almeida, formada por um simples arco, de volta perfeita, de aduelas regulares, sobre os pés direitos. A porta é ladeada, à esquerda, por torre retangular, com silhares a lembrar a técnica romana, misturando pedras de diferentes proveniências (cimalhas, colunas, volutas, monumentos funerários, etc.), a qual defendia igualmente a POTERNA rasgada à esquerda da mesma, numa cota mais baixa. Esta tem planta trapezoidal, com eixo ligeiramente oblíquo em relação ao da muralha, abrindo levemente para o interior. Possui vão de verga reta, estreito e baixo, sobre os pés direitos, formando corredor correspondente à espessura da muralha, com pavimento em silhares de granito reaproveitados e cobertura em grandes blocos monolíticos de granito, cortados para o efeito. Na face interior, as ombreiras e o lintel têm ressalto para batente da porta, que abria para dentro, com o eixo giratório do lado esquerdo, conservando os orifícios do encaixe e, lateralmente, os rasgos para a colocação da tranca. A poterna servia igualmente para drenagem do interior do recinto das águas pluviais da proximidade. Junto à torre que ladeia a poterna, a muralha foi construída sobre parte de um poço romano, talvez pertencente à zona aberta da casa existente nas imediações, desenhando um pequeno recorte retangular no paramento exterior, de modo a permitir que o poço continuasse a ser utilizado no sopé da muralha e, simultaneamente, que a água fosse recolhida desde o adarve. No interior do recinto, mais para sul e em local elevado, ergue-se a TORRE DE MENAGEM de planta retangular e paramentos aprumados, em cantaria de granito, alguns silhares com a cavidade para a aplicação de fórceps, e sem remate, tendo na zona superior um aparelho mais miúdo. A torre assenta sobre o podium do templo romano dedicado a Vénus, de que conserva moldura inferior, assente num muro de blocos rusticados, e as duas primeiras fiadas. As duas primeiras fiadas da torre surgem sensivelmente recuadas ao podium e a terceira fiada recuada, em relação às primeiras; estas apresentam as arestas chanfradas. Na face virada a norte, abre-se ao centro porta sobrelevada, em arco de volta perfeita, sobre impostas, contendo no tímpano inscrição comemorativa da entrada de Idanha na posse dos Templários; sob a porta surge, à esquerda, bloco saliente, possivelmente de apoio a uma escada amovível. Inferiormente e mais à esquerda, abre-se uma outra porta para o piso térreo, em arco apontado sobre os pés direitos, encimada, no topo da torre, por um balcão para defesa vertical, sobre três matacães, dispostos ao lado do tímpano da porta central. Nas outras faces da torre rasgam-se seteiras retilíneas. No INTERIOR alguns paramentos possuem silhares com siglas e, ao nível do primeiro piso, existem mísulas cúbicas para apoio da estrutura do sobrado do piso superior. Junto à face nascente da torre reconhecem-se pequenas escadas laterais de acesso e restos do maciço da plataforma frontal do antigo templo e na sua face posterior são visíveis parcialmente as fundações de um pórtico.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito; pequenas pedras de xisto para nivelar ou aprumar os silhares e em pequenas reparações; mais raramente, pedaços de tijolo, também para nivelar ou aprumar os silhares; passadiço metálico com guarda igualmente metálica; chapa de cobre nas estruturas tipo varanda construídas no local das antigas torres.

Observações

*1 - Nas Memórias Paroquiais de 1758, estas estruturas são descritas do seguinte modo: "Seus prymeiros muros lhes fes El Rey Ervigio, de que só existem dous pedaços na margem do rio Ponsul eram largos feytos de pissarra e furtissima argamasça". Segundo José Cristóvão, estas estruturas podem corresponder às ruínas do aqueduto que alimentava as termas, localizadas na proximidade, mas, em data posterior, Maria Pilar Reis supõe corresponderá a um ramal que transportava a água, proveniente de uma nascente situada a norte, até às termas. *2 - As irregularidades do terreno condicionam a disposição das fiadas, que, por vezes, não são completamente horizontais, e, outras vezes, há desencontro de fiadas, e, nesses casos, o bloco de encontro é entalhado, num ou mais cantos, de forma retangular ou quadrangular, para articulação com os silhares vizinhos. Há também a utilização de blocos de menor altura para compensar o desencontro de fiadas. *3 - Segundo o Tombo dos bens da comenda de Idanha-a-Velha, "tem ha hordem huua çidade antijgua que se chama ha idanha ha uelha çercada de muro em roda que jaa per partes começa de cahir. e nella huua egreja que ajnda se chama see (...) E na dicta çidade que contra ho sul tem huua torre de canto laurado e forte com repartimentos dentro. ha qual ora estaa descuberta e desmadeirada e sem portas. e sohia seer apousentamento do comendador desta comenda. d arredor tem huua çerca baixa como barbacãa de pedra e barro quasi toda derribada". *4 - Esta referência à porta do sol por Florián de Ocampo, levou Fernando de Almeida a sugerir a existência de uma porta na frente oriental da muralha, denominada porta ou portas do sol. Corresponderia à entrada nascente para o decumanus, defendendo a continuidade de um traçado urbano ortogonal do Alto Império na Antiguidade Tardia. Contudo, as escavações arqueológicas feitas por José Luís Gil Cristóvão, o acompanhamento de algumas obras e a observação das habitações contíguas, mostram que a muralha naquele ponto era contínua. Também as escavações realizadas no Cimo da Calçada, em 2000, não foram conclusivas, não se tendo recolhido nenhum indício da existência da porta. *5 - O pároco Joaquim Martinho, nas Memórias Paroquiais, refere ainda que a povoação está situada em campina cercada por todas as partes da serra, da qual só se descobre o castelo de Monsanto, e as suas capelas estão "todas fora dos muros". Os "(...) seus primeiros muros lhe fez El Rei Ervigio, de que só existem dois pedaços na margem do rio Ponsul; eram largos feitos de piçarra e fortíssima argamassada, os que tem ao presente são feitos pelos templários com muita largura, altura e fortaleza, todos de cantaria, de cantaria dos palacios que demoliram, cheios de antiquíssimas inscrições que dariam muita luz a Historia do reino. Seu âmbito sera capaz de trezentos moradores por que os templários como gente estranha, desfizeram uma cidade para fazer uma fortaleza". *6 - As escavações realizadas no recreio da escola primária, na frente norte, puseram a descoberto restos da primitiva muralha romana, com um traçado ligeiramente mais avançado e, pela disposição da fundação, talvez aí existisse uma outra torre, elevando o seu número para 14. Aplicando o módulo de 35 m de distância média entre as torres, José Luís Cristóvão considera que, o seu número pode chegar seguramente a 18 (CRISTÓVÃO: 2002, p. 29).