Arquitectura funerária, oitocentista. Cemitério israelita construído no início da 2ª metade do séc. 19, de planta rectangular, portal de acesso de verga recta com frontão ondulado e decorado com símbolos alusivos à morte e ressurreição da alma, e com sepulturas de lajes, muito semelhantes e dispostas quase todas paralela e regularmente.
Cemitério de planta rectangular, vedado por muro alto de alvenaria rebocada, tendo já ruído parte do ângulo S. - E.. O acesso faz-se por um portal central em cantaria rija, de verga recta, com a data de 1851 gravada no lintel, encimado por frontão ondulado, decorado ao centro por vários elementos em baixo-relevo alusivos à morte e ressurreição da alma: uma ampulheta com asas, duas alcachofras simetricamente dispostas e, numa cercadura oval, uma flor com oito pétalas; remata o frontão cartela circular, já sem os elementos decorativos. No interior, sete degraus em cantaria conduzem ao recinto de enterramento, com solo em terra solta, sem lotes demarcados e onde se dispõem trinta e quatro campas, de lajes, três orientadas a N. - S. e as restantes a E. - O., quase todas paralela e regularmente colocadas. As campas são em alvenaria rebocada e as tampas em cantaria.
Materiais
Cantaria rija, alvenaria rebocada e mármore.
Observações
Segundo referência no Elucidário Madeirense, no topo do frontão do portal existia pedra redonda com a inscrição hebraica significando "Habitação da Vida" e a data de 5611, correspondente a 1851. Durante a Segunda Guerra Mundial aumentou o número de enterramentos devido à presença de gibraltinos na ilha, refugiados da guerra.