Arquitectura de transportes, oitocentista. Ponte de alvenaria que segue modelos construtivos criados durante a época romana e que se prolongara sem alterações significativas até ao séc. 19, quando a divulgação da arquitectura do ferro veio introduzir novas possibilidades formais. Apesar de arruinada mantém as características construtivas e formais. Destaca-se a regularidade geométrica dos pilares e talhamares, contrastando com o aparelho em alvenaria, e a cobertura em tijolo dos talhamares.
Ponte de alvenaria de pedra e cal, com tabuleiro horizontal assente em arcos de cantaria. Na margem S. do Rio Mira subsiste um o arranque de um arco muito arruinado. Na margem N. subsistem dois arcos de volta perfeita e o arranque de um terceiro, com molduras de cantaria, separados quer a montante quer a jusante por talhamares de cantaria, tabuleiro bastante arruinado, conservando parte dos muros laterais de alvenaria e o intradorso dos arcos em tijolo.
Materiais
Estrutura de alvenaria de pedra e cal, rebocada e caiada, com arcos de tijolo, molduras dos arcos e quebra-mares revestidos a cantaria.
Observações
*1 - incluído no Itinerário Pontes Históricas do Alentejo/IGESPAR. *2 - o pavimento original desapareceu tendo o extradorso das abóbadas das arcadas sido coberto por gravilha.