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Fonte da Devesa

Fonte da Devesa

O ponto de interesse Fonte da Devesa encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Mêda no municipio de Mêda e no distrito de Guarda.

Chafariz barroco, composto por espaldar retangular, de remate curvilíneo, com escudo ao centro, ladeado por pilastras toscanas rematadas por pináculos. Na zona inferior, duas bicas carrancas salientes, de onde surgem duas torneiras que vertem para dois tanques retangulares, geminados, com bordo curvo e saliente. Foi deslocado, perdendo o seu enquadramento original.

Chafariz de planta retangular, composto por espaldar retilíneo, rebocado e pintado de branco, desenvolvido entre duas pilastras toscanas sobrepujadas por pináculos, rematado por friso de perfil curvo, cornija também curva, e pináculo central de recorte sub-triangular, onde assentava cruz latina de secção quadrangular, da qual apenas resta parte da haste central. Sob a curvatura formada pelo friso e cornija, ostenta uma exuberante pedra de armas da casa real, envolvida por concheados e elementos vegetalistas. Na zona inferior, próximas das pilastras, surgem duas bicas carrancas, em cantaria, uma de cada lado, salientes, com torneiras metálicas na boca, de onde sai água para os tanques, retangulares, também de cantaria, geminados, terminados em bordo saliente e curvo, assentes no pavimento.

Materiais

Estrutura de granito, rebocada e pintada de branco; pilastras, tanque, brasão, pináculos, friso e cornija, em cantaria de granito aparente; bica e grelas de metal; juntas com argamassa.

Observações

*1 - Originariamente a Fonte da Devesa localizava-se no topo N da Rua do Tanque, a menos de 100 m para sudeste da antiga Escola Primária na Rua dos Correios (v. IPA.00030265) sendo que, na localização primitiva “e muito perto existia também um tanque de grandes dimensões que era utilizado para a lavagem da roupa e que era, para além da água proveniente da Ribeira Centeeira, também abastecido de água pela Fonte da Devesa através de um canal subterrâneo” (TRABULO, 15Mai2013). "O tanque da Devesa, assim denominado por se situar numa zona da vila de Devesa, que servia para a lavagem de roupa (...). A sua configuração era de hexágono, numa posição inferior, o tanque era em granito ladeado por um passadiço em lajes de granito que o circundavam e onde as mulheres (lavadeiras) se colocavam para a lavagem da roupa. Estava rodeado por ruas com excepção do lado poente por ali se encontrar uma parede divisória dos quintais das habitações existentes. No espaço envolvente existia erva onde era posta a corar a roupa para, depois de lavada, ser estendida em arames ali também existentes para secar” (TRABULO, 03Mai2014). *2 - a inscrição refere-se a João Albino Frias Pimentel e Abreu, presidente de câmara em 1838 e 1839, entre 1843 e 1846, e em 1854 (SARAIVA, p.311).