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Ponte de Pedra sobre o Rio Tuela

Ponte de Pedra sobre o Rio Tuela

O ponto de interesse Ponte de Pedra sobre o Rio Tuela encontra-se localizado na freguesia de São Pedro Velho no municipio de Mirandela e no distrito de Bragança.

Arquitectura de comunicações e transportes, romana e oitocentista. Ponte de arco romana, de tabuleiro plano assente em arcos de volta perfeita e com talhamares prismáticos a montante e jusante, possivelmente de feitura oitocentista. Ponte romana de considerável largura, assente em seis arcos de iguais dimensões tendo, segundo o Abade de Baçal, nos arcos vincos do "forfex" bem nítidos, mas com a singularidade de serem cavados em forma de cunha, com secção quadrangular que vai adelgaçando para o interior da aduela. Em data posterior, mas não definida, foram rasgados em cada um dos topos dois vãos quadrangulares para escoamento do excesso das águas. Os talhamares, com o mesmo perfil de ambos os lados, surgem adossados e muito altos, até ao nível do pavimento. Apresenta ainda guardas plenas em cantaria, referência que vem desde 1758.

Ponte de tabuleiro plano, orientado no sentido N. - S., assente em seis arcos de volta perfeita, de iguais dimensões, tendo o raio dos arcos 4,4 m, com aduelas e silhares do intradorso marcadas ao centro por fissuras do "forfex". O aparelho dos paramentos é regular. Apresenta, a montante e a jusante, implantado no espaço entre os arcos, talhamares triangulares, altos, até ao nível do pavimento, de aparelho distinto. Em cada um dos extremos, surgem ainda dois vãos quadrangulares, para o escoamento das águas nas grandes enchentes. Pavimento recente em alcatrão, protegido por guardas plenas, compostas de grandes lajes aparelhadas.

Materiais

Estrutura de granito; pavimento de asfalto.

Observações

Pela ponte passava uma antiga via romana integrada no esquema viário da região, com ligação ao Itinerário de Antonino, que ia de Braga a Astorga, por Aquae Flaviae. Segundo António M. Mourinho, esta via vinha do Norte, desde Leon e Astorga, descia a grande via romana que se dirigia para Zamora e Salamanca e incidia para O., entrando no território português, dirigindo-se a Braga e Chaves, desde o castro de Gimonde, por Castro de Avelãs e Gostei. Daqui, parece que se dividia em dois ramos, um indo mais paa N., passando por Vinhais e outro pelo norte da serra de Nogueira, por Rebordãos, Edrosa e Lamalonga, bordejando Torre de D. Chama, atravessando a ponte de pedra, atravessando depois o rio Mente, próximo de Vale de Telhas, seguindo para Possacos e Valpaços. Daqui, um ramo seguia para Chaves e outro para Braga e Portus Cale, por Murça.