Igreja e hospital de Misericórdia construídos na segunda metade do séc. 16 e reformados na segunda metade do séc. 18, sobre um templo e hospital pré-existente, com um novo edifício hospitalar da segunda metade do séc. 17. A igreja apresenta planta retangular de eixo interior longitudinal, composta por nave e capela-mor, interiormente com teto de madeira, em masseira, e em falsa abóbada de berço de estuque, respetivamente, iluminada pelos vãos laterais e óculos axiais. A nave é rasgada superiormente por janelas quadradas de capialço, de modinatura maneirista, esquema pouco comum nas igrejas da época, tendo ainda na principal portal de verga reta envolvido por arco sobre colunas jónicas, suportando o entablamento e nicho com imagem da Virgem e frontão triangular, como que placado. Na capela-mor, desproporcionada relativamente à nave e encimada por sineira, abrem-se vãos de perfil curvo e moldura côncava recortada, revelando a reforma da segunda metade do séc. 18, correspondendo um dos vãos a um Passo da Via-Sacra. Interiormente, as molduras dos vãos e o programa decorativo das paredes, com vários tramos, definidos por ordens sobrepostas, e apainelados de cantaria, veicula a estética maneirista por influência tratadística. Em contraste, o arco triunfal e a capela-mor possuem estrutura e decoração da segunda metade de Setecentos, com decoração rococó, em estuques relevados, a envolver as capelas colaterais e o arco triunfal, bem como na cobertura da capela-mor. Nesta, destaca-se a utilização de símbolos Marianos e alusivos às obras de Misericórdia como motivos salvíficos. A nave e o bailéu que a percorre possui silhar de azulejos azuis e brancos, dispostos em esquadria, do séc. 17, sendo os parede fundeira no sub-coro reaproveitados, e a capela-mor é revestida a azulejos modernos que os reproduzem. O coro-alto, de madeira e de perfil recortado, assente em colunas, possui órgão positivo de armário, executado em 1757, pelo napolitano Tommaso de Martino, para o Convento de Cristo, correspondendo possivelmente ao que existia no interior da charola, tendo sido transferido para a Misericórdia após a extinção das Ordens religiosas, por volta de 1836. No lado do Evangelho dispõe-se púlpito maneirista, em cantaria, assenta em coluna balaústre, decorada, sendo acedido, pelo interior da caixa muraria, através de porta de modinatura Setecentista. Os arcos do último tramo da nave apresentam pinturas murais a imitar mármores embutidos, do séc. 17. O painel da capela colateral da Epístola, com o "Milagre Eucarístico de Santo António", é de feitura quinhentista, atribuído à oficina de Gregório Lopes e, mais recentemente, à do Mestre da Misericórdia de Abrantes, tendo vindo de uma capela da Igreja de Santa Maria do Olival. O retábulo-mor é tardo-barroco, em talha policroma, de corpo convexo e um eixo, contendo painel com a Visitação, datada de cerca de 1810-1815. A atual casa do despacho, adossado à nave, deve corresponder ao hospital quinhentista da Misericórdia, o qual se desenvolveria para a fachada posterior da igreja, conforma denota a irregularidade da fachada, e os vãos de comunicação entre ambos, alguns atualmente entaipados. O corpo subsistente, de pequenas dimensões, tem fachadas de dois pisos, a principal com o piso térreo rasgado por portais separados por pilastras jónicas, transformados recentemente em janelas, e o segundo por janelas de varandim ou sacada, com arco abatido encimado por friso e cornija contracurva, de modinatura Setecentista, entretanto adaptadas a janelas de peitoril, com a introdução de panos de peito em cantaria. Na capela-mor a tribuna existente no lado do Evangelho devia comunicar com a enfermaria feminina, conforme refere uma descrição antiga do hospital, e o portal lateral do coro-alto com algum outro espaço hospitalar, tal como os portais da parede testeira da nave, ao nível do sub-coro, onde também existe uma tribuna, e do coro-alto. Em meados de 1672 deu-se início à construção de um novo hospital, com fundos provenientes do testamento de Manuel Nunes da Costa, ao que parece prolongado lateralmente em 1899, passando a ter planta em L e criando, com os demais edifícios, pátio aberto central. Apresenta fachadas de dois pisos, a principal de três panos, definidos por pilastras toscanas, e rasgada por janelas jacentes, no térreo, e por janelas de varandim ou sacada, encimadas por friso e cornija, no segundo piso, as quais foram também fechadas com pano de peito em cantaria. Ao centro abre-se portal de verga reta, encimado por friso e frontão triangular interrompido, com inscrição alusiva à construção no tímpano, sobreposto pelo brasão da Misericórdia. No interior, muito alterado pelas intervenções recentes, conserva a antiga escada de acesso ao segundo piso, com coluna de arranque volutado, coberta por falsa abóbada de berço ou de aresta, possuindo nicho no topo. A fachada lateral foi construída com o mesmo esquema da principal. Os corpos virados ao pátio, também muito alterados, possuíam varandas e alpendres.
Planta irregular, composta por vários corpos, desenvolvidos à volta de dois pátios retangulares abertos, um deles fechado por muro, dispondo-se a sul a igreja, o edifício da Irmandade e o hospital, que contorna o quarteirão a poente, e possuindo a norte da capela-mor a sacristia e um outro corpo. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas, em telhados de duas águas na igreja, de uma na sacristia, de três na casa da Irmandade e no hospital e de quatro no corpo entre os pátios, rematados em beirada simples. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com soco em cantaria, cunhais apilastrados, os da nave coroados por pináculos, e terminadas em friso e cornija. A fachada principal surge virada a sul, formada por quatro corpos, de diferentes dimensões. IGREJA composta por nave retangular, de eixo interior longitudinal, e capela-mor, também retangular, tendo adossado a norte a sacristia, com volumes escalonados e telhados de duas águas na igreja e de uma na sacristia, rematados em beirada simples. A fachada principal da nave é rasgada por portal de verga reta, com moldura côncava, encimada por friso e frontão triangular, enquadrado por arco de volta perfeita, assente em colunas jónicas, sobre plintos, com intradorso decorado por almofadas em losango, seguintes em ponta de diamante, suportando cornija reta. Sobre esta assenta nicho, quadrangular, interiormente revestido a azulejos enxaquetados e albergando imagem pétrea da Virgem com o Menino, encimado por frontão curvo, inferiormente decorado por almofadas geométricas e ladeado por aletas. Superiormente, sob a cornija, rasgam-se seis pequenos vãos quadrangulares, com moldura em capialço. O corpo da capela-mor é rasgado, à esquerda, por duas janelas de perfil contracurvo, com molduras recortadas, enquadrando vão de perfil curvo, encimado por friso e cornija contracurva, com portadas em madeira, correspondente a um dos Passos da Paixão; no topo direito abre-se porta larga, de verga reta, de acesso ao pátio. Sobre a cobertura, dispõe-se sineira, com arco de volta perfeita sobre pilastras, terminada em frontão triangular, albergando sino. As fachadas laterais da nave terminam em empena, sublinhada por friso de massa, rasgadas por dois óculos elípticos, o superior bastante pequeno, sendo a virada a nascente coroada por pináculo, encimado por catavento, e a virada a poente por cruz latina de cantaria. A fachada lateral direita da capela-mor termina em empena recortada, sublinhada por friso e cornija, coroada por cruz latina de cantaria. INTERIOR: nave com as paredes rebocadas e pintadas de branco, de três registos separados por frisos e cornija, e de seis panos, definidos por duas ordens de pilastras toscanas e uma de estípites jónicas. No primeiro registo apresenta vãos em arco, de volta perfeita, assentes em pilastras, com silhar de azulejos azuis e brancos, colocados em esquadria, e bailéu com azulejos iguais; no segundo registo surgem apainelados cruciformes de cantaria, entrecortados por retângulos, também de cantaria, e, no último, janelas quadrangulares com moldura de capialço. A parede fundeira da nave, com um esquema decorativo semelhante, possui coro-alto, de perfil recortado, apoiado em duas colunas, com guarda em falsos balaústres planos e acrotérios de madeira, sendo acedido, a partir da cassa da Irmandade, por porta central, de verga reta, sobre pilastras, encimado por nicho em arco de volta perfeita, com imagem de Cristo crucificado, e, partir da nave, por escadas de caracol, dispostas no sub-coro, no lado do Evangelho, com guarda igual à do coro. A parede fundeira do coro-alto possui silhar de azulejos monocromos brancos e, no lado da Epístola, abre-se porta, de verga reta para o hospital, atualmente entaipado. Sensivelmente a meio dispõe-se órgão de armário. No sub-coro, com a parede fundeira revestida de azulejos iguais aos das paredes laterais, rasga-se portal central, de ligação à casa da Irmandade, de verga reta e moldura encimada por friso e cornija, ladeada por pia de água benta semicilíndrica, tribuna retangular moldurada, no lado da Epístola, e porta de verga reta, no do Evangelho. Nas paredes laterais, rasgam-se no terceiro pano, confrontantes, portas de verga reta, de moldura simples, encimadas por friso e cornija, ladeadas por pia de água benta semicilíndricas, a do lado da Epístola de acesso a partir do exterior, protegida por guarda-vento de vidro, e a do lado do Evangelho, de ligação ao pátio, sendo encimada por lápide inscrita alusiva à construção da igreja. No quarto tramo, dispõe-se, do lado do Evangelho, púlpito, em cantaria, com bacia retangular e guarda em balaustrada, assente em coluna balaústre, ornada de drapeados, sobre plinto paralelepipédico, sendo acedido por porta de verga abatida e moldura recortada, pelo interior da caixa murária. O último pano, definindo o presbitério sobrelevado por um degrau, tem os arcos pintados a fingir mármores embutidos, com acantos enrolados, e possuem, sobre o altar paralelepipédico, com o frontal revestido a azulejos, nichos rasgados, em arco de volta perfeita, albergando imaginária. A nave tem pavimento cerâmico, com corredor central em cantaria, e cobertura de madeira, em masseira, assente em cornija, formando caixotões, contendo no central o brasão da Misericórdia. Arco triunfal de volta perfeita, almofadado, assente em pilastras, também almofadadas e com frisos sobrepostos, sobre plintos, com pedra de fecho saliente, decorada no intradorso por florões, e formando cartela assimétrica, ornada por concheados, envolvido parcialmente por cornijas de cantaria contracurvas, com concheados e vasos floridos nos ângulos, que encerram decoração em estuque, de concheados. O arco é ladeado por duas capelas colaterais, formando arcos de volta perfeita, com telas alusivas aos oragos - São Domingos (Evangelho) e "Milagre Eucarístico de Santo António" (Epístola). As telas são flanqueadas por falsas pilastras de estuque, assentes em plintos galbados, de cantaria, encimadas por estuque decorativo sobre fundo amarelo, figurando a "Adoração de coração inflamado" (Evangelho) e "Adoração da custódia" (Epístola), que se prolongam até à cornija nivelada pelos frisos do arco triunfal; sob as telas, surge cartela de concheados. Sobre o arco triunfal, o óculo é envolvido por decoração vegetalista. Capela-mor com as paredes laterais revestidas a azulejos modernos reproduzindo os da nave, rasgadas por portais de perfil contracurvo, de moldura almofadada, o do lado do Evangelho de acesso à sacristia, duas janelas de igual modinatura, e, ao centro, tribuna retangular de ângulos curvos, gradeadas, a do lado da Epístola entaipada. Possui pavimento de cantaria e cobertura em falsa abóbada de berço, pintada de azul, decorada com estuques relevados, formando apainelados com cartelas de concheados recortadas, contendo símbolos marianos, salvíticos e, na central, o brasão da Irmandade. Sobre supedâneo de faces frontais almofadadas e acedido por quatro degraus centrais, surge o retábulo-mor em talha pintada a marmoreados fingidos, a rosa e azul, e em dourado, de corpo convexo e um eixo, definido por quatro colunas, de fuste decorado inferiormente por anel fitomórfico, assentes em misulas, e de capitel coríntio, tendo no intercolúnio pilastras com florão central no fuste. Ao centro, abre-se tribuna de perfil curvo, com intradorso decorado de elementos vegetalistas, contendo tela representando a "Visitação". A estrutura remata em frontão de lances, com anjos de vulto no alinhamento das colunas interiores e glória de querubins relevados ao centro. Sotobanco e banco com apainelados, os primeiros decorados com concheados e os do banco com florões nos ângulos. Altar tipo urna, com aletas nos costados e frontal revestido a azulejos iguais aos das paredes, encimado por sacrário tipo templete, com aletas nos ângulos, terminado em cornija e porta decorada por custódia, encimada por representação do Espírito Santo. Sacristia com as paredes rebocadas e pintadas de branco, pavimento em madeira e janela retangular; junto ao portal, de moldura recortada e formando brincos, possui lavabo, de espaldar retangular com bica carranca, encimada por reservatório semicircular e cruz relevada, inserida num pequeno espaldar, e com taça retangular baixa. EDIFÍCIO DA IRMANDADE: à nave adossa-se o edifício das antigas salas da Irmandade, de dois pisos, separados por friso de cantaria, rasgando-se no piso térreo, em plano recuado, quatro janelas de peitoril, de verga reta, separadas por pilastras jónicas que sustentam arquitrave de friso convexo; no piso superior, abrem-se três janelas de peitoril, com molduras de verga abatida, integrando pano de peito em cantaria e caixilharia com bandeira, encimadas por friso e cornija contracurva. A poente, rasga-se portal de acesso ao interior, de verga reta entre pilastras jónicas. HOSPITAL: de planta em L, adossado num plano recuado ao corpo anterior, com fachadas de dois pisos, separadas por friso de cantaria. Na fachada principal, de três panos, definidos por pilastras toscanas, rasgam-se no pano central portal de verga reta, com moldura almofadada e ângulos recortados, encimado por friso e frontão triangular, interrompido por cruz latina sobre mísula volutada, e ladeado por pináculos sobre plintos; no tímpano possui lápide com inscrição alusiva à fundação do hospital, envolvida por volutas e motivos fitomórficos. Ladeia o portal duas janelas retangulares jacentes, de molduras simples. No segundo piso abrem-se duas janelas de peitoril, com moldura retilínea, integrando pano de peito em cantaria e caixilharia com bandeira, encimadas por friso e cornija reta; ao centro, surge o brasão da Misericórdia, inserido em cartela recortada com folhas de acanto, coroado, e ladeado por cruz pátea e da Ordens de Cristo, em relevo. Nos panos laterais rasgam-se duas janelas em cada um dos pisos de modinatura igual às do pano central. A fachada lateral esquerda do hospital, virada a poente e formando ligeiro ângulo, apresenta igualmente três panos, rasgados com vãos semelhantes aos anteriores. Fachada posterior terminada em cornija de betão, rasgada, em ambos os pisos, a ritmo mais irregular, por janelas de peitoril retilíneas e de moldura simples, com caixilharia integrando bandeira. Os vários corpos virados ao pátio interno, têm as fachadas rebocadas e pintadas de branco; a igreja tem porta travessa de verga abatida, moldurada, e adossada à capela-mor, dispõem-se escadas com balcão e guarda em ferro, de acesso à mesma, por porta de verga abatida, e à sacristia, por porta de verga reta, abrindo-se inferiormente uma outra porta, de verga abatida e moldura almofadada. A fachada do hospital, perpendicular à igreja, apresenta porta de acesso ao elevador e uma janela quadrangular, e a paralela apresenta, no piso térreo, arcada, de arcos abatidos sobre pilares, no segundo, janelas de peitoril, tal como no terceiro, ainda que de menores dimensões, ambas sem moldura. INTERIOR: de dois e três pisos, com espaços de circulação para acesso a vários compartimentos destinados a uso hospitalar (gabinetes para consultas e enfermagem, quartos para internamento, bloco operatório), uso administrativo (receção, salas de espera) e de vigilância e espaços de manutenção (lavandaria, cozinha, refeitório, copa, instalações sanitárias). Do antigo hospital subsiste uma escada de cantaria de acesso ao segundo piso, de dois lances e patamar intermédio, com coluna de arranque volutada encimada por pináculo piramidal, coberta por falsa abóbada de berço e, no patamar intermédio, de aresta, definida por arcos de volta perfeita sobre pilastras. No topo das escadas existe nicho, em cantaria, com arco de volta perfeita, sobre pilastras, ladeado de aletas e encimado por frontão de volutas interrompido por cruz, entre pináculos.
Materiais
Estrutura de alvenaria rebocada e caiada; estrutura de betão no hospital; molduras dos vãos, soco, cunhais, frisos, cornijas, elementos ornamentais das paredes da nave, arco triunfal, púlpito, colunas, pias de água benta, nicho e outros elementos em cantaria calcária; retábulo de talha policroma; painéis pintados; pinturas murais; pavimento cerâmico e em cantaria; teto da nave, caixilharias, portas e pavimentos em madeira, linóleo; decoração em estuque; silhar e revestimento de azulejos azuis e brancos; vidro simples; grades de ferro; cobertura em telha de aba e canudo.
Observações
*1 - No Inventário dos bens pertencentes à Misericórdia, de 1874, constam, entre outros bens, seis painéis dos Passos, um painel de Santo André, cinco painéis da Semana Santa, um reposteiro com as armas da Casa, uma imagem do Senhor Morto, uma imagem do Senhor das Chagas, uma Bandeira da Irmandade, uma imagem da Senhora da Paciência, uma imagem do Senhor dos Passos, uma imagem da Senhora da Piedade, uma imagem da Senhora das Dores com diadema de prata, uma imagem do Senhor dos Aflitos, uma de Santo António, uma de São Miguel, uma de São João Evangelista, uma de Santa Iria, um crucifixo na Casa dos mortos, um painel da Visitação, quatro imagens dos Apóstolos, um órgão, um crucifixo da sacristia, dois painéis na mesma sacristia, uma coroa de prata de Nossa Senhora da Conceição, um resplendor de prata do Senhor dos Passos, um crucifixo no hospital e um painel no oratório (SANTOS, DESTERRO: 2010, p. 133). Na relação de bens de 1886, constam ainda seis painéis do Senhor dos Passos, um painel de Santo André, um pendão, catorze varas novas, um Santo Sudário, cinco painéis da Procissão da quinta-feira Santa, um reposteiro com as armas da Misericórdia, dois serafins em mau estado, uma imagem do Senhor Morto, uma imagem do Senhor das Chagas, uma Bandeira da Irmandade, uma imagem do Senhor da Paciência, uma imagem do Senhor dos Passos, uma imagem da Senhora da Piedade, uma imagem da Senhora das Dores com diadema de prata, uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, uma imagem do Senhor dos Aflitos, uma de santo António, uma de São Miguel, uma de São João Evangelista, uma de Santa Iria, um crucifixo da Casa dos mortos, um painel da Visitação, quatro imagens dos Apóstolos, um órgão, um crucifixo da sacristia, dois painéis da sacristia, um relógio com caixa, quatro molduras com retratos. *2 - Segundo uma antiga descrição do hospital, anterior às remodelações mais recentes, a entrada era feita por um alpendre junto à igreja; seguia-se um corredor que dava acesso ao claustro, onde existia casas para arrecadação, casa para pernoitarem os mendigos e uma casa com lareira; em cima ficavam as enfermarias para homens e para as mulheres e os quartos para o enfermeiro e enfermeira, assim como outras acomodações; na enfermaria das mulheres existia uma janela que comunicava com a capela-mor da igreja; para nascente havia um pátio murado que servia de cemitério para enterramentos dos que faleciam no hospital; a antiga zona da cozinha e das enfermarias dos homens não existia, tendo sido acrescentada na obra de 1672 (ROSA, 1965; PINHEIRO, 1933, SANTOS, 2001).