Espaço verde de recreio. Jardim setecentista de decoração barroca. A quinta encontra-se envolvida por frondosa mata em alamedas e cascatas. Do palácio é possível obter bonitos enquadramentos do jardim. A necessidade de percorrer as diferentes escadas de acesso aos vários pontos do jardim, que se localizam nos diferentes terraços desnivelados, é um factor importante para a vivência do espaço.
Os jardins (que demonstram ter sido de grande sumptuosidade ornamental) distribuem-se em dois terraços, um para a E., em direcção ao rio e outro para O., formando um ângulo recto que, enobrecendo estas fachadas conduzia até ao rio ou até aos campos de cultivo, oferecendo por isso, diferentes panoramas. Actualmente os jardins demostram grande abandono, embora ainda seja possível perceber os terraços, os quais eram pontuados por jogos de água que alternavam com balaustradas de granito, estátuas, pedras trabalhadas, simulando cestos com frutas, e outros ornatos, terminando por uma muralha - cais, na margem do Douro. Agregados à casa surgem três jardins-terraços, como espaços autónomos em relação ao traçado do jardim. Os jardins, de inspiração nasoniana, encontravam-se repartidos por arquitectónicas alamedas de balaústres e povoados de esculturas alegóricas. Ao longo do rio corria um varandim. No interior sobressaiam luxuosas decorações em estuque, frescos, espelhos e lustres.
Materiais
INERTES: Pavimentos, balaustrada e escadas em granito. VEGETAL: tulipeiros, araucária, sequóia.
Observações
*1 - Em apreciação o alargamento da ZEP. Em curso um estudo de recuperação do palácio, efectuado pelo arquitecto Távora e na recuperação do Jardim está a trabalhar um gabinete de Arquitectura Paisagista APARTE (Arq. Laura Costa). As moagens Harmonia têm funcionado como espaço de animação. Estão em iniciação obras para transformar este espaço em Museu da Ciência e Indústria. Contacto e cedência de cartografia: Eng. Rosa Afonso (CMP - Divisão de Estudos Urbanísticos - tel. 02 2009871); *2 este estudo tem, segundo os seus autores, como três principais objectivos: "a melhoria progressiva do enquadramento do palácio. A cada fase corresponderá primeiro a aquisição das parcelas de terreno em que se incide e depois o estudo do respectivo projecto de enquadramento e reconstituição, a proposta de uma solução rodoviária que permita reconstituir a unidade do conjunto, a proposta de uma zona de protecção paisagística que permita salvaguardar o conjunto do Palácio e Quinta, bem como o que se considera essencial, a vista da outra margem que dele se desfruta."Para os executar previram-se 4 fases de realização do projecto, geograficamente confinantes. Este projecto não foi executado.