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Palácio de D. Braz da Silveira

Palácio de D. Braz da Silveira

O ponto de interesse Palácio de D. Braz da Silveira encontra-se localizado na freguesia de Estrela no municipio de Lisboa e no distrito de Lisboa.

Arquitectura residencial. Palácio setecentista.

Planta longitudinal composta. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de 2 águas, rasgadas por trapeiras. A cobertura foi bastante alterada por diversos usos. Possui dois corpos distintos: um na Rua Presidente Arriaga, de dois pisos (onde se localiza o piso nobre) evidenciando traços da origem setecentista, outro na Travessa de D. Braz, de quatro pisos, com características posteriores. Edifício ritmado por 13 janelas de sacada com guardas em ferro forjado, no piso nobre, ao longo da fachada marcada pela sucessão de 4 chaminés (inicialmente eram 5). O acesso ao interior é feito através de um átrio com tecto em estuque decorativo. INTERIOR: Azulejos de figura avulsa, do 2º quartel do séc. 18, na escadaria principal e azulejaria pombalina nos pisos superiores ( antigos estúdios de gravação ); sala no piso nobre com tecto setecentista em estuque estilo "rocaille" e azulejaria pombalina do 2º período; tecto brasonado na entrada, com armas dos Sousa do Prado e coroa de Marquês.

Materiais

Alvenaria de pedra e cal; reboco; cantaria de pedra; estuque; azulejos; pedra; ferro forjado; tellha.

Observações

*1 DOF: Zona Especial de Proteção conjunta aos imóveis: Museu Nacional de Arte Antiga, Igreja de São Francisco de Paula, Túmulo da rainha D. Maria Vitória, Palácio do conde de Óbidos, Chafariz das Janelas Verdes, Teatro da Casa da Comédia, Edifício da rua das Janelas Verdes n.º 78 - 78, Cinema Cinearte, Chafariz da Esperança, Convento das Trinas, Casa de António Sérgio, Palacete do viscondes e condes dos Olivais e da Penha Longa, Troço do do Aqueduto das Águas Livres, Abadia de Nossa Senhora da Nazaré do Mocambo. *2 - D. Braz da Silveira (03-11-1674 / 07-08-1751) (está sepultado na Igreja das Chagas, freguesia de São Paulo, Lisboa), serviu na armada e foi oficial do exército no séc. 18; filho de D. Luís Baltazar da Silveira e de D. Luisa Bernarda de Meneses Lima e neto de D. Francisco de Sousa, 1º Marquês das Minas; tomou parte activa na Guerra da Sucessão, acompanhando seu avô até à Catalunha; foi Governador de São Paulo e Minas Gerais, no Brasil (1713-1717) e Conselheiro da Guerra, regressou ao reino em 1718, foi Governador das Armas da Beira e na velhice governou a Fprtaleza do Outão. Casou duas vezes, a 1ª com D. Joana de Meneses, filha do Conde de Santiago e a 2ª com D. Maria Caetana de Távora, irmã do Conde Povolide; terá tido um filho de nome D. Braz José Baltazar da Piedade da Silveira, que ocasiona por vezes dificuldade na investigação histórica. *3 - mais tarde vem a pertencer aos Viscondes do Reboredo e posteriormente aos Viscondes do Tojal, sendo por um curto tempo propriedade de Jerónimo de Serpa Chambel Quaresma, voltando à posse dos Viscondes do Tojal até à compra pelo Município de Lisboa.Também aos Viscondes do Tojal pertencia a Quinta de Manique, em Alcabideche, Cascais, em finais do séc. 19, pelo casamento de Francisco António de Sousa, Marquês das Minas, com uma filha do Visconde do Reboredo, que viúva voltou a casar com o Visconde do Tojal. Existem referências bibliográficas sobre o Palácio dos Duques de Aveiro em que moravam os Marqueses das Minas, no início do séc. 18, situado no Largo da Esperança, frente ao Convento da Esperança. *4 - o pavilhão pré-fabricado com armação metálica e telhado de chapa de zinco foi construído a título provisório pelo Movimento Nacional Feminino, e era destinado a fabriqueta de discos que seriam enviados às forças armadas que serviam nas ex-colónias portuguesas.