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Igreja de São Vicente

Igreja de São Vicente

O ponto de interesse Igreja de São Vicente encontra-se localizado na freguesia de Braga (São Vicente) no municipio de Braga e no distrito de Braga.

Arquitectura religiosa, barroca. Igreja paroquial com planta longitudinal de uma só nave, sacristia e torre sineira adossados em eixo seguindo o esquema tradicional bracarense. Fachada principal enquadrada por pilastras nos cunhais terminada em platibanda, com portal de verga recta com pilastras e frontão interrompido, janelões e cartelas. Empena saliente, atlantes, pináculos e cruz sobre esfera. Decoração interior com retábulos de talha dourada e azulejos historiados barrocos. Exemplar paradigmático de igreja barroca bracarense em que a fachada é animada por decoração profusa a lembrar a talha. Interiores luxuosos de talha dourada e azulejos historiados a narrar a vida e martírio do padroeiro. Neste monumento fizeram obra de vulto algumas das figuras emblemáticas da arte barroca do Norte de Portugal.

Planta longitudinal, composta por nave única, capela-mor e sacristia rectangulares e torre quadrangular adossados em eixo. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de duas e quatro águas. Alçados percorridos por embasamento avançado. Fachada principal com pilastras nos cunhais e cornija sobrepujada por remate com nicho em arco pleno decorado com volutas com a imagem de São Vicente, coroado por atlantes, pináculos, aletas e cruz cardinalícia sobre esfera ao centro. Portal de verga recta, com pilastras, suportando frontão interrompido encimado por cartela com o baptismo de São João, decorada com volutas, ramos e folhagem, suportada por dois anjos e encimada por querubins e fogaréu, enquadrada por duas pilastras, tendo de cada lado dois janelões rectangulares, ornamentados com enrolados, e duas cartelas rectangulares decoradas com volutas, querubins e florões. Alçados laterais semelhantes, rasgados por dois janelões e porta na nave e dois janelões na capela-mor. Sacristia com duas janelas rectangulares encimadas por janela com sacada, na fachada à direita. À esquerda, Ante-sacristia e Casa da Mesa adossadas, com janela rectangular encimada por duas janelas quadrangulares, a primeira, e duas janelas rectangulares encimadas por janelas de sacada e na fachada nascente janela rectangular encimada por janela de sacada, a segunda. Torre sineira com acesso interior, delimitada por cunhais de cantaria e dois níveis, tendo no superior quatro sineiras em arcos plenos decorados com frontão interrompido, encimadas por platibanda com balaústres de granito, e remate em pináculos sobre os cunhais e lanternim. Interior forrado de azulejos historiados azuis e brancos relatando a vida e martírio de São Vicente, coro-alto sobre arco abatido decorado com motivos de talha, com balaustrada de madeira, com órgão abatido, com grades de ferro. Sub-coro com azulejos de tapete azuis e brancos. Na nave, lateralmente, duas pias de água benta, duas portas, a da esquerda acesso ao coro-alto, dois púlpitos quadrados, com base de pedra sobre mísula e guardas de madeira, duas capelas de arco de volta inteira com retábulos de talha dourada e quatro janelões rectangulares com varanda de madeira e sanefas de talha. Arco triunfal, de arco pleno, todo revestido a talha, com sanefa de talha branca e dourada. Tecto de perfil curvo, de granito, de caixotões pintado com florões. Capela-mor com azulejos historiados azuis e brancos, duas janelas com sanefas de talha, retábulo de talha dourada com tela amovível, representando o padroeiro, ladeado pelas imagens de São Vicente e Santo António. Tecto de perfil curvo, de granito em caixotões, com florões nos cruzamentos e pintados.

Materiais

Granito na estrutura, púlpitos, pias de água benta, abóbadas, pavimentos e escadas; mármore na pia baptismal e nas pias de água-benta; madeira nas portas, soalho, altares, sanefas, órgão, sacadas e balaústres do coro-alto; ferro no gradeamento da pia baptismal e nas grades das janelas, pelo exterior; azulejos nas paredes; cobertura exterior em telha.

Observações

Embora inicialmente o programa construtivo fosse o mesmo que o da Igreja Paroquial de São Vitor, o arrastamento das obras por duas décadas levou à sua modificação e o produto final distanciou-se bastante do modelo rígido e até militar característico da estrutura da Igreja de São Vitor tornando-se, por isso, o paradigma do barroco em Braga e como tal apontada como exemplo.