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Forte Paçô

Forte Paçô

O ponto de interesse Forte Paçô encontra-se localizado na freguesia de Carreço no municipio de Viana do Castelo e no distrito de Viana do Castelo.

Forte marítimo construído no séc. 17, em local estratégico, com pequenas dimensões. Apresenta planta estrelada, composta por face virada a terra com tenalha, formada por dois redentes, unidos por pequena cortina onde se rasga o portal, e face virada ao mar com dois outros redentes, mais pequenos, enquadrando uma bateria a barbete, em forma de meia lua. Tem paramentos em talude, em alvenaria de pedra e cunhais em cantaria, atualmente sem remate, mas com vestígios de antigas guaritas sobre os ângulos flanqueados. Possui a mesma conceção geral e o tipo de planta empregue no forte da Areosa (v. IPA.00004126) e no Forte do Cão (v. IPA.00005685), denotando assim a repetição do mesmo programa construtivo ao longo da costa, possivelmente com vista a uma maior rapidez de construção. Cruzava fogo com estes dois fortes, evitando assim o desembarque naquela zona, onde a costa era bastante permeável.

Planta estrelada composta por tenalha na face virada a terra, disposta a nascente, formada por dois redentes, unidos por pequena cortina, e por dois outros redentes, mais pequenos, enquadrando bateria a barbete, em forma de meia lua, na face virada ao mar. Apresenta paramentos em talude, em alvenaria de pedra e cunhais em cantaria aparelhada, já não tendo remate, ainda que em alguns ângulos flanqueados conserve o arranque das antigas guaritas. Na pequena cortina virada a terra, rasga-se portal em arco de volta perfeita, sobre os pés direitos.

Materiais

Estrutura em alvenaria e cantaria de granito; porta de madeira.

Observações

Foi um dos muitos fortes construídos durante o séc. 17 para reforço da costa portuguesa perante a ameaça espanhola, integrando-se este na linha defensiva estrategicamente colocada nas margens do Rio Minho e ao longo da Costa Atlântica. Estas fortificações ( segundo Fernández, 1987 ), em particular as situadas entre Vila Praia de Âncora e Esposende, são praticamente iguais na forma, resultam, com probabilidade, da elaboração do mesmo arquitecto ou projectista e representam um avanço no sistema de defesa e vigia. O autor não exclui a hipótese desta situação se verificar para S., na fronteira marítima até ao Guadiana, obedecendo a uma política nacional de defesa da costa.