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Núcleo urbano da cidade de Évora

Núcleo urbano da cidade de Évora

O ponto de interesse Núcleo urbano da cidade de Évora encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Évora (São Mamede no municipio de Évora e no distrito de Évora.

Núcleo urbano sede distrital. Cidade situada em colina. Cidade medieval com cerca urbana. Núcleo urbano medieval de traçado radioconcêntrico. Formado em função do núcleo urbano original contido na primeira linha de muralhas onde se localizavam os imóveis relacionado com o poder político, militar e religioso. A rua da Selaria, com funções de rua Direita, faz a ligação deste núcleo primitivo com a Praça Grande, que durante a idade média se vai tornando o ponto de convergência dos circuitos fundamentais de toda a cidade medieval contida na Cerca Nova, constituídos pelos eixos, que fazem a ligação do centro ás portas novas. A expansão deu-se partindo de três arrabaldes/bairros estruturados durante o período islâmico e na sequência da localização estratégica de pólos incentivadores do crescimento, com a fundação de dois conventos e mais tarde do colégio/ universidade. Évora foi uma cidade de grande incremento construtivo até ao século entre os séculos 13 e 16, com a fundação de inúmeros conventos, igrejas e capelas e colégios. A arquitectura civil residencial é muito rica em casas nobres, solares e casas apalaçadas, testemunhando a importância da cidade no contexto nacional, incrementado por frequentes estadias do rei e da corte. São numerosas as casas com o pátio, com uma tipologia herdada das casas grandes rurais, demonstrando uma ligação estreita entre a actividade agrícola e a classe abastada eborense. A arquitectura residencial corrente caracteriza-se pela presença ambivalente de tipos de influência rural e de tipos marcadamente urbanos. A casa térrea com a chaminé de grandes proporções, saliente na frente de rua, revela a importância da cozinha na organização interna da casa, característica associada a uma vivência rural, transposta para a cidade. Uma variante deste tipo pode ser determinada a partir da evolução de adaptação à cidade, com o acréscimo de um piso, conferindo-lhe uma feição mais urbana, mantendo-se a organização interna e a consequente chaminé saliente na fachada. Este tipo de construção está implantado em lote de frente estreita e têm um único vão de porta com postigo para iluminação, ou uma porta e uma janela. Com grande incidência encontram-se os edifícios de dois pisos, uni familiares, com loja no piso térreo ou com habitação nos dois pisos, que tanto ocorrem em lote de frente estreita como em lote de frente larga, variando em função disso o número de vãos, de um (só porta no piso térreo e janela no segundo piso) até quatro ou cinco vãos. Dos tipos de habitação plurifamiliar encontram-se as habitações de 2 pisos e 3 pisos e os prédios de rendimento de 4 e 5 pisos. Dos últimos destacam-se os que, em Évora, adquirem uma característica própria, com uma galeria com um ou mais arcos no piso térreo, protegendo uma loja e a entrada para os pisos superiores. Estes são a imagem de marca da Praça Grande (actual Praça do Geraldo) e de alguns dos principais eixos da cidade, todos eles espaços predominantemente comerciais. A cidade de Évora é cabeça de Comarca (Costa, 1706). Évora apresenta um tecido urbano especialmente rico e diversificado, com uma grande densidade de elementos arquitectónicos notáveis, testemunhos de diversas épocas de evolução e da riqueza histórica e cultural da cidade. A arquitectura erudita confere uma identidade urbana muito própria, reforçada pela existência quase integral das muralhas, por um traçado urbano imemorial e por uma arquitectura corrente heterogénea, carregada de elementos uniformizadores, como as cores e materiais, que lhe dão a leitura de um todo.

Espaço urbano intra - muros, constituído por duas estruturas urbanas distintas, que correspondem a duas grandes fases, determinantes do desenvolvimento da cidade. O grande pólo da estrutura radioconcêntrica, que suporta toda a malha urbana, é área correspondente ao primeiro núcleo amuralhado, de origem romana, com cerca de 12 hectares. Esta área manteve o seu perímetro urbano inalterado durante séculos, até à grande redefinição urbana dos séculos 13/14. Este núcleo de forma sensivelmente quadrangular é delimitado por um eixo paralelo à cerca velha, definido pela r. Duques de Cadaval, lg. do Colégio, Carreira do Colégio (actual r. do Conde da Serra de Tourega), lg. das Portas de Moura, r. Miguel Bombarda, Praça Grande (actual prç. do Geraldo), r. (actual r. João de Deus) e r. do Menino Jesus. Para ele convergem os principais eixos da área de expansão da cidade desde a idade média, que foi ocupando gradualmente todo o espaço delimitado pela segunda linha de muralhas, que delimita o actual centro histórico. Estes eixos correspondem ao traçado das vias que ligavam Évora, desde a época romana, aos principais núcleos urbanos do território envolvente: Mérida, Monsaraz, Serpa, Beja, Alcácer, Lisboa, Santarém e Tomar presentes respectivamente nas ruas da Rampa dos Colegiais (actual José Estêvão Cordovil), r. de Machede, r. da Mesquita (actual Dr. Augusto Eduardo Nunes), r. do Paço (actual r. da República), r. do Raimundo, r. de Alconchel (actual r. Serpa Pinto), r. da Alagoa (actual r. Cândido dos Reis) e r. de Aviz. Foi, naturalmente, ao longo destes eixos que se implantaram os primeiros núcleos “fora de portas” e os diversos arrabaldes. Foi igualmente no alinhamento destes eixos que surgiram as portas a Cerca Nova, que umas vezes adquiriram o nome do topónimo: Porta do Raimundo, Porta de Alconchel, Porta de Aviz, Porta de Machede, outras vezes o nome de pessoas ou elementos importantes na vida da cidade: Porta de Mendo Estevens, Porta da Lagoa, Porta da Mesquita, Porta do Moinho de Vento, Porta do Rossio, etc. A muralha medieval veio conferir à cidade uma forma aproximadamente circular, que envolveu na totalidade a área urbana primitiva. Esta muralha mantém a quase totalidade do seu pano, tendo sido destruídos alguns troços quando, no séc. 17, foram construídos os baluartes (v. PT040705210040). O tecido urbano do 1º núcleo é sinuoso e irregular, reflectindo o declive do terreno e uma ocupação não planeada. Do traçado romano terão sobrevivido referências aos eixos fundamentais, o cardo e o decumanus, que corresponderiam ás ruas que se mantiveram ao longo dos séculos os principais acessos à alcáçova / castelo. São elas respectivamente o eixo entre a r. Francisco Soares Lusitano, o lg. do Marquês de Marialva e o lg. de D. Miguel e o eixo da r. da Selaria (actual r. 5 de Outubro) que continuaria o seu curso (sob o actual edifício da Sé) pela r. da Freiria de Cima. A cidade islâmica ter-se-á sobreposto à cidade existente, sem uma ruptura radical da natural evolução do primitivo tecido urbano romano. Da zona da alcáçova/castelo, só existe parte das muralhas e das torres. Localizava-se no ponto com a cota mais elevada e num local periférico à cidade, onde hoje se encontra o designado por Pátio de S. Miguel, junto ao palácio dos Condes de Bastos (v. PT040705210037) e à ermida de S. Miguel (v. PT040705210050), que foi a primitiva igreja do castelo, ocupando a área que vai até ao Palácio dos Duques de Cadaval (v. PT040705210081), na r. Augusto Filipe Simões. As ruas são estreitas e tortuosas, nunca excedendo 5 m, formando quarteirões com grandes variações morfológicas. Um edificado composto predominantemente por casas senhoriais e grandes edifícios religiosos e públicos justifica as grandes dimensões dos quarteirões, onde são comuns os logradouros, pátios e quintais. Da 1ª linha de muralhas, herdada dos romanos e árabes, subsistem diversos troços, parte deles incorporados em edifícios. Um troço visível encontra-se voltado a N, entre os Palácio dos Duques de Cadaval e a Ermida de S. Miguel, outro troço encontra-se entre a Torre Quadrangular ou Torre da Rua Nova ou ainda Torre de Sisebuto (v. PT040705210030), ao longo da r. Nova (actual r. da Alcárcova de Cima), que termina na Torre Pentagonal (v. PT040705210029) na r. da Selaria (actual r. 5 de Outubro). Visíveis são ainda as torres da Porta de Moura, junto largo com o mesmo nome. São ainda de salientar as igrejas de S. Vicente (v. PT040705210061) e da Misericórdia (v. PT040705210062), nas ruas do mesmo nome. A cidade extravasou a Cerca Velha com a formação dos primeiros arrabaldes, ainda na era muçulmana, que rapidamente tomaram grandes proporções e importância religiosa e social. O arrabalde de S. Mamede, polarizado pela primitiva igreja moçarabe, actual igreja de S. Mamede (v. PT040705070101), foi um dos primeiros núcleos de expansão urbana, a par do arrabalde de S. Francisco, fundado em redor do mosteiro do mesmo nome (v. PT040705210017), instalado estrategicamente num eixo privilegiado para o desenvolvimento da urbe. Também o mosteiro de S. Domingos (v. PT040705050082), um pouco mais tarde, foi gerador do núcleo de Cogulhos, incentivando o crescimento da cidade naquela direcção. Ambos preencheram vazios entre os arrabaldes herdados da cidade islâmica, o primeiro entre o da Porta de Moura e o da Porta de Alconchel, e o segundo entre este e o de S. Mamede. Outros se seguiram como o de Aviz, o das Fontes e o da Palmeira. Estes núcleos que se foram estabelecendo ao longo do século 13, envolvendo a cidade amuralhada, constituíram a base de articulação do traçado urbano que hoje se encontra em Évora. O crescimento urbano dos séculos seguintes acabará por preencher o espaço livre entre os diferentes núcleos habitacionais, mas o traçado da cidade ficou definido nesta época, tal como o seu perímetro, materializado na construção da Cerca Nova (v. PT040705210032). Desta leitura da evolução urbana surgem cinco núcleos que se foram aproximando, formando tecidos urbanos com diferentes características, resultantes das variantes culturais, geográficas e socio-económicas. O núcleo de S. Mamede, compreendido entre a r. da Alagoa (actual r. Cândido dos Reis e r. Elias Garcia) e a r. do Menino Jesus, apresenta um tecido urbano regular, organizado em função destes três eixos principais e da r. de Aviz, que como o topónimo indica, leva à Porta de Aviz. A r. da Mouraria, a r. do Cano e a r. das Fontes são eixos secundários que representaram um papel importante na estruturação desta zona. Foi aqui que se instalou a 2º mouraria e onde séculos mais tarde, se instalaram preferencialmente as famílias provenientes do grande êxodo rural. Os quarteirões tendencialmente rectangulares e triangulares têm a particularidade de ter áreas de logradouros muito reduzidas ou mesmo inexistentes. Com um edificado muito denso, predominam lotes de pequena dimensão com edifícios maioritariamente térreos e de dois pisos. As condições de habitabilidade são frequentemente deficientes revelando maiores carências sociais. Os edifícios notáveis são em menor número do que nas restantes núcleos da cidade mas, em contrapartida, encontram-se aqui alguns dos exemplares mais genuínos da arquitectura corrente tradicional, com especial incidência para as casas com chaminé na fachada, muitas delas já adulteradas. Um segundo núcleo pode ser considerado entre o eixo das ruas da Alagoa (actual Cândido dos Reis), Elias Garcia e João de Deus e a r. de Alconchel (actual r. Serpa Pinto). Esta é uma zona menos estruturada, que se formou em função o antigo mosteiro de S. Domingos, e de outros conjuntos conventuais que se lhe seguiram: o antigo convento de Sta. Helena do Monte Calvário (v. PT040705210034) e o antigo Convento de Sta. Clara (v. PT040705050035). As cercas dos conventos impuseram grandes áreas livres que foram sendo ocupadas por quintas e, só recentemente por novas construções de maior densidade. No local do antigo convento de Sta. Catarina, encontra-se hoje uma das maiores construções de habitação recente no interior das muralhas, a par da urbanização que está em curso em terrenos junto do Antigo convento de S. Domingos. Os quarteirões são irregulares, à excepção de duas zonas. Uma de influência da R. da Alagoa (actual r. Cândido dos Reis) que apresenta quarteirões rectangulares perpendiculares àquele eixo, com logradouros praticamente inexistentes e com um tecido edificado muito denso. Esta estrutura prolonga-se até à r. dos Lagares. A outra teve na sua formação influência da r. de Alconchel (actual r. Serpa Pinto), também com quarteirões rectangulares, mas paralelos àquele eixo, que se sucedem até à r. de S. Cristóvão. Os lotes são predominantemente de frente larga, excepto nesta área de estrutura reticulada junto da r. de Alconchel (actual r. Serpa Pinto), em que predominam os lotes estreitos com logradouros muito reduzidos. O terceiro núcleo foi considerado entre a r. de Alconchel (actual r. Serpa Pinto) e a r. da Cadeia ou das Estalagens (actual r. Romão Ramalho). Com origem no arrabalde de Alconchel que começou a crescer junto da Porta de Alconchel da Cerca Velha, e que veio a ser ocupado pela judiaria. Esta é uma zona de traçado reticulado, estruturado em função dos eixos radiais fundamentais, r. de Alconchel,r. da Moeda, r. do Raimundo, R. dos Mercadores e r. da Cadeia ou das Estalagens (actual r. Romão Ramalho), com eixos secundários transversais e estes que formam quarteirões rectangulares perpendiculares à prç. do Geraldo. Esta é uma das malhas urbanas mais coesas de todo o conjunto, a par da zona de S. Mamede. Caracteriza-se por um tecido urbano muito denso, com lotes de pequenas dimensões e logradouros reduzidos. Predominam os edifícios de 2 e 3 pisos, com grande incidência da tipologia plurifamiliar. A prç. do Geraldo, que constitui o espaço público polorizador de toda a actividade social e económica, é o mais importante da cidade desde o séc. 14. Começou por ser o amplo adro da igreja de S. António, uma das cinco igrejas paroquiais fora de portas, integrada no arrabalde de Alconchel. Ao longo do século 14 começa a ganhar protagonismo, como centro da nova cidade em crescimento. Aqui se construíram os Estáus (v. PT040705050204) para receber a corte, a casa da Câmara e Cadeia e se instituiu a feira. Aqui se construíram, sobre a barbacã e alcárcova da cerca velha, os primeiros edifícios com arcos, associados ao comércio, como nos confirma o topónimo da r. da Alcárcova, nas traseiras destes edifícios. Este espaço urbano representa a charneira entre a cidade monárquica/ eclesiástica e a cidade dos cidadãos e dos mercadores, fazendo a articulação da cidade nova com a cidade velha. Hoje continua a ter uma actividade efervescente, social, comercial, cultural e turística. É um amplo espaço rectangular, envolvido por edifícios de arquitectura corrente, de 3 e 4 pisos, para onde convergem os quase todos os eixos fundamentais. A homogeneidade e a riqueza decorativa das fachadas, as arcadas de uma galeria contínua e o singular Chafariz (v. PT040705050027), fazem da prç. do Geraldo a sala de visitas da cidade. A actual Igreja de Santo Antão, veio a ser construída no local da primitiva igreja de S. António, no topo NO da praça. No topo oposto, onde se encontrava até ao início do séc. 20, a Casa da Câmara e Cadeia / Paços do Concelho, ergue-se hoje se o edifício do Banco de Portugal. O quarto núcleo considerado está compreendido entre a r. da Cadeia ou das Estalagens (actual r. Romão Ramalho) e a r. da Mesquita (actual r. D. Augusto Duarte Nunes). Corresponde a uma área que se expandiu em torno do Convento de S. Francisco. Caracteriza-se por grandes quarteirões, sem uma constante formal e organizados em função de diversos edifícios notáveis. O facto do convento de S. Francisco ter sido, desde cedo, local de estadas reais e mais tarde palácio real, influenciou certamente a concentração de grandes edifícios civis e religiosos, bem como a preponderância de solares e casas nobres nesta zona. A zona S. da cidade teve uma rápida expansão urbana e populacional, levando ao precoce surgimento de um núcleo fora da Cerca Nova, envolvendo o Rossio de S. Brás, a comprovar pela construção do chafariz do Rossio, que é o único exemplar implantado fora da muralha. O último núcleo de referência teve na sua origem num conjunto urbano fora de portas da cidade islâmica e veio a albergar a 1ª mouraria. Foi portanto uma das primeiras áreas de expansão da cidade nova, instalada junto da Porta de Moura. Para esta descrição estamos a considerar a zona entre a r. da Mesquita (actual r. D. Augusto Duarte Nunes) e o eixo da r. do Cardeal Rei com o lg. do Colégio e a Carreira do Colégio (actual r. do Conde da Serra da Tourega). Esta zona está estruturada em função dos eixos radiais: a r. do Espírito Santo (actual Doutor Joaquim Henrique da Fonseca), a r. de Mendo Estevens e a r. de Machede, que se ramificam em ruas transversais, paralelas entre si, formando quarteirões rectangulares que , tal como na zona de S. Mamede se vão tornando mais longos à medida que se aproximam da Cerca Nova. Comum a toda a área entre a Cerca Velha e a Cerca Nova é a uma malha organizada em grandes triângulos definidos pelas principais artérias, resultantes da estrutura radioconcêntrica. Em cada um deles desenha-se uma estrutura composta por eixos secundários radiais e transversais, que formam quarteirões rectangulares, paralelos entre si, que são mais compridos à medida que nos aproximamos da Cerca Nova. As variações a esta regularidade têm a ver com a maior ou menor concentração de edifícios de grandes dimensões, geradores de espaços livres privados, que criam descontinuidades da malha urbana. É notável a área não construída intra-muros, sobretudo na zona periférica, junto da Cerca Nova. Eram terrenos pertencentes a cercas de antigos mosteiros ou de reserva militar, que têm vindo a ser progressivamente ocupados com novas construções. Na realidade, a construção da Cerca Nova incluí uma área tão vasta, que só no início do séc. 20 a cidade extravasou o perímetro medieval. O tecido edificado, apesar da aparente homogeneidade, é tipologicamente muito diversificado. Encontra-se a casa térrea com uma grande chaminé saliente da fachada, directamente herdada da edificação do meio rural alentejano, a casa de 2 e 3 pisos em lote de frente estreita, que revelam a transição para uma tipologia mais urbana, as habitações de 2 e 3 pisos implantadas em lotes largos, plenamente urbanas, com e sem loja no piso térreo. Na habitação plurifamiliar predominam os edifícios de 2 e 3 pisos, em lotes de frente larga. Os prédios de rendimento são escassos, localizando-se sobretudo na Praça Grande (actual praça do Geraldo), no eixo das ruas João de Deus e r. da Porta Nova (actual José Elias Garcia) e no início da r. do Paço (actual r. da República), junto à Praça Grande, caracterizados pela galeria com arcada no piso térreo. As casas abastadas têm uma presença notável em todo o núcleo urbano, com maior incidência na zona S. da cidade. Destas destacam-se, pela sua especificidade as casas com pátio. Em termos cromáticos as fachadas são invariavelmente brancas, de cal ou tinta, por vezes coloridas com barramentos cinza ou amarelo/ ocre, sendo ainda visíveis vestígios de camadas anteriores de outras cores como o sangue de boi (óxido vermelho) e o azul-cobalto (óxido azul). Para além da riqueza tipológica, é notável a riqueza de elementos arquitectónicos de valor patrimonial, quer estruturais quer decorativos. As já referidas arcadas, os cunhais em cantaria, as chaminés, beirados e platibandas, as varandas com guardas de ferro forjado e as cantarias esculpidas de portas e janelas, são os elementos que se encontram com maior frequência. De salientar são os trabalhos de esgrafito, que decoram as fachadas com minuciosos desenhos monocromáticos. sobretudo junto dos beirados e dos cunhais.

Materiais

Não aplicável

Observações

*1 - DOF: Centro Histórico da cidade de Évora. O núcleo intramuros abrange ainda as freguesias de São Mamede, Sé, São Pedro