Edifício típico da arquitectura senhorial do aro eborense dos séc. 14, 15 e 16, com magníficos exemplos no solar da Amoreira da Torre (v. PT040706040030), Solar da Camoeira (v. PT040705090077), e Torre das Águias em Brotas (PT040707010002).
Planta composta, constituída pela articulção de torreão de planta quadrada, de 3 pisos e rematado por ameias, fachadas orientadas aos pontos cardiais, com duas alas de moradias nobres de 2 pisos, uma encostada ao paramento S. e outra encostada ao paramento E.. Coberturas diferenciadas, de adarve para o torreão e telhados de duas águas para as moradias. A fachada principal é constituída pela articulação horizontal da frontaria do torreão, orientada a O., com a frontaria da respectiva casa nobre; nesta fachada, o torreão tem o piso térreo cego e os restantes rasgados de vãos de cantaria esquadriada, respectivamente: portal no 1º e janelão no 2º. Encostado à moradia ficou o balcão da escadaria de acesso ao torreão projectada em 1º plano; é rasgada por 4 janelas no 1º piso e 1 no piso térreo; a fachada orientada a N. é constituída pela articulação do torreão com a frontaria da moradia que se lhe encosta ao paramento E..
Materiais
Alvenaria, silharia e cantaria de granito
Observações