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Termas Romanas

Termas Romanas

O ponto de interesse Termas Romanas encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de São Pedro do Sul no municipio de São Pedro do Sul e no distrito de Viseu.

Complexo termal romano composto por Tepidarium, Caldarium, Sudatorium e Laconicum (estufa seca), num conjunto de 5 piscinas constituídas por tanques de dimensões diversas, com degraus nos topos, servidas por sistemas de canalizações escavados em blocos de pedra cobertos com lajes e pavimentadas de opus signium sobre seixos do rio, sendo uma ao ar livre (P1) provida de pórtico de dupla colunata de capitéis jónicos, e a Piscina de D. Afonso Henriques (P2) interior, em sala abobadada com 3 ábsides. Um dos conjuntos termais romanos mais antigos, mais completos e melhor conservados, com utilização contínua até ao séc. 19.

Tanque de forma rectangular, que integra um complexo termal composto por um total de 5 piscinas com as respectivas infraestruturas e várias dependências anexas. A Piscina de D. Afonso Henriques, designada por P2, tem o fundo forrado de lajes graníticas cujo acesso se efectua por 3 degraus nos 4 lados do tanque. A O. 2 condutas de água (fria e quente), sendo a boca de uma delas esculpida em forma de focinho de animal. Na parede O. um cano ladrão para escoamento do excesso de água e limpeza de sujidades à superfície da mesma. No canto SO. o esgoto que conduzia as águas para o rio Vouga, escavado em blocos de granito, com o fundo revestido de "opus signium" e tampa de lajes de granito. A Piscina 4 encontra-se no interior de uma sala pavimentada de lajes de granito assentes sobre uma camada de argamassa e pequenos seixos do rio, que seria coberta por abóbada de berço apoiada em paredes feitas de "opus quadratum", com algumas fiadas de tijoleira. Na parede O., ainda visíveis, pequenas pilastras dispostas a intervalos regulares sobre as quais corre uma fiada de tijoleiras dispostas na vertical, a suportar o arranque dos arcos torais da abóbada. Ao centro de cada parede havia uma ábside que apenas se mantém a S., sendo que a N. e O. foram transformadas em arcossólios de arcos rebaixados, e a E. foi aberta uma porta, embora se mantenham os vestígios da anterior estrutura. O acesso à sala é feito por 2 portas na parede N., a ladear a ábside, de que existe o pé-direito e o limite do arco original de volta perfeita, posteriormente transformado em arco rebaixado. Adossada a N. uma dependência (originalmente a piscina P3) que foi entulhada e serviu de "apodyterium", com 5 portas: 2 a S., de acesso à P2, e 1 em cada parede E., O. e N., esta para o exterior, voltada para o rio, que ainda mantém a estrutura original completa em arco de volta perfeita de 7 aduelas, talhadas em forma de cunha.

Materiais

Caixas murárias de aparelho de pedra granítica irregular com superfície externa afeiçoada (1ª fase) e opus quadratum (2ª fase) com fiadas de tijoleira; cunhais e contrafortes de pedras almofadadas; revestimentos de opus signium avermalhado (1ª fase) e lajes de granito (2ª fase); colunas e capitéis de granito; alicerces de seixos de rio e terra argamassados.

Observações

*1 - DOF: Construção conhecida por Piscina de D. Afonso Henriques. *2 - Quase ausência de espólio nas camadas estatigráficas relativas às fundações das estruturas romanas.