Villa romana. Habitação porticada, sendo algumas colunas com caneluras; tanques reaproveitados como sepulturas.
Povoado aberto com uma área de dispersão de materiais de superfície com c. de 0,5 ha, tendo sido exumado um edifício, em aparelho irregular, que pelos elementos arquitectónicos avulsos detectados, fuste e bases de colunas, teria sido porticado, interna ou externamente. Um canal estruturado com lajes, para drenagem ou abastecimento de água, acompanha externamente o edifício. Num espaço a O. encontram-se dois tanques escavados no afloramento mas limitados num dos topos com silhares, internamente revestidos com "opus signinum", estando colocados contiguamente e com um pequeno desnível entre eles, muito embora não se tenha detectado qualquer forma de comunicação. O tanque mais a N. foi posteriormente, provavelmente durante a Alta Idade Média, reutilizado como sepultura, tal como o atesta uma calote craniana exumada do seu interior.
Materiais
Construções em xisto; cobertura de construções com "tegula" e "imbrex"; elementos arquitectónicos em granito; pavimentos das construções em barro ou com seixos rolados ligados por argamassa; canal estruturado com lajes de granito; tanques revestidos com "opus signinum" e limitados lateralmente com silhares graníticos.
Observações
O espólio desta estação é constituído por fragmentos de cerâmica comum romana, cerâmica de importação romana, vidro, um elemento numismático, "tegula", "imbrex", tijolos e elementos arquitectónicos. O espólio ceramológico encontra-se depositado na Direcção Regional do Porto do IPPAR, enquanto alguns elementos arquitectónicos foram recolhidos na residência do proprietário do terreno, em Vilas Boas.