Estação ferroviária da Linha do Tua, construída no séc. 20, conservando ainda o edifício de passageiros e o cais coberto fechado. O edifício de passageiros tem planta retangular e fachadas de um piso, de grande simplicidade, sendo dividido em dois panos, correspondentes à divisão espacial interior, com uma zona destinada à habitação do chefe de estação e outra á área de serviço e do público, rasgadas por vãos abatidos. A ligação ferroviária era feita em via estreita (bitola métrica) entre a estação do Tua (Linha do Douro) e a estação de Bragança, numa extensão total de 134 quilómetros.
CONJUNTO composto por edifício de passageiros (EP) e cais coberto (CC) fechado. O EDIFÍCIO DE PASSAGEIROS tem planta retangular, com cobertura em telhado de quatro águas, sobrepostas por duas chaminés. Fachadas de um piso, rebocadas e pintadas de branco, com soco, cunhais e friso do remate de cantaria, pintados de cinzento. A fachada principal e a posterior têm dois panos, desiguais, marcados por falsa pilastra, o maior rasgado por três vãos de portas, de arco abatido, com moldura em cantaria, atualmente emparedados, à exceção da central da fachada posterior. A fachada principal surge virada a nascente e na posterior, virada à linha, existe ainda um outro vão, mais pequeno e de verga reta, também emparedado. As fachadas laterais e a posterior, sobre o vão central, apresentam toponímias em relevo. No INTERIOR o espaço estava dividido entre as áreas de serviço, sala de espera e habitação do chefe de estação. O CAIS COBERTO, ergue-se a norte do edifício de passageiros, com planta retangular e já sem cobertura. Apresenta as fachadas rebocadas e pintadas de branco, rasgadas por vãos de verga reta ou abatida, atualmente emparedados. A paisagem ferroviária apresenta ainda outros vestígios complementares, tais como as linhas principais e secundárias, aparelhos de mudança de via (AMV, ou agulhas, como são conhecidas na gíria ferroviária) e uma ponte metálica.
Materiais
Observações
EM ESTUDO