Arquitectura residencial, seiscentista e oitocentista. Casa solarenga em U com capela adossada à fachada principal.
Casa de planta composta em U de dois pisos. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhado de quatro águas nas diferentes alas e de duas águas na Capela. No prolongamento da fachada principal, exposta a poente implanta-se adossada no seu extremo S. a Capela. A completar o enquadramento da Capela uma parede à altura da Casa serve de painel de assentamento da pedra de armas em escudo esquartelado. A fachada principal apresenta nove janelas no andar superior e outros tantos óculos no piso inferior. As restantes fachadas muito simples apresentam janelas de guilhotina com ou sem moldura de granito.
Materiais
Paredes exteriores de alvenaria de granito rebocadas pelo lado interior e exterior; Laje de tecto e de pavimento em betão; Revestimento dos pavimentos em soalho de madeira ou revestimento cerâmico; Cobertura revestida a telha de barro; Caixilharias de madeira pintadas; Pátio em terra batida.
Observações
A enorme pedra de armas da Casa das Quartas representa no primeiro quartel as armas dos Barros, com as suas três bandas acompanhadas de nove estrelas de seis pontas; no segundo, as dos Mesquitas; no terceiro, as dos Pimentéis, e no quarto as dos Pereiras. Esta pedra pertenceu à Casa dos morgados do Espírito Santo de Favaios, levada para a sua Quinta da Comba em Sabrosa. Foi daí removida pelo Dr. João Mourão para a sua casa das Quartas. A origem da Casa das Quartas é a mesma que a da Casa de Mateus, até António Botelho Ribeiro, casado com D. Paula Alvares de Figueiredo, herdeira do vínculo da capela e morgado de Mateus instituído por seu pai, Cristóvão Alvares Coelho. Quando se deu o incêndio a casa ficou reduzida às paredes, ardendo todo o seu recheio. Trata-se de um imóvel profundamente transformado e reconstruído especialmente após o incêndio. Inicialmente a Casa das Quartas seria uma casa de lavoura de planta rectangular a que mais tarde foi acrescentado um corpo em L e a Capela.