Arquitectura religiosa, vernácula. Pequena capela rural, de planta longitudinal composta por nave e capela-mor mais estreita e baixa. Linhas exteriores muito simples, e com frontespício lembrando as capelas românicas da região, com vãos em eixo, composto por portal de volta perfeita encimado por fresta e remate em empena truncada por sineira. Interior revelando já certa riqueza decorativa no púlpito, situado no lado da Epístola, e retábulo de talha policroma do estilo maneirista.
Planta longitudinal com pequena capela-mor terminada em três faces, encimada por estrutura parietal escalonada, criando pequena clarabóia para iluminação interior. Volumes articulados com cobertura de telha a 2 e 3 águas. Frontespício de cantaria aparelhada, com portal de arco pleno, sobre pés-direitos, com flecha em voluta, encimada por pequena fresta e pequena sineira rematando o topo da empena. No cunhal direito da empena, ergue-se, sobre base, formando o Monte Gólgata, Cristo na Cruz. Fachadas laterais de alvenaria rebocada e alhetas, rasgadas por pequena fresta. O INTERIOR tem, no lado da Epístola, sobre volutão, púlpito de cantaria, com faces de arcaria cega. Arco triunfal pleno sobre pés-direitos. Na pequena capela-mor, retábulo de talha polícroma, com imagem do orago em nicho central. No ático, busto de Santo Ildefonso.
Materiais
Estrutura em cantaria de granito com aparelho "vittatum" e alvenaria rebocada; retábulo de talha; pavimento de lajes; cobertura de telha.
Observações
Segundo o antigo proprietário, Manuel José de Aral Barrocas, os muros do adro e o cruzeiro que se ergue a c. 80m. foram mandados reconstruir pelo Arquitecto José Luis, Porto. Alguns familiares do proprietário colocaram no exterior da capela um painel de azulejos com imagem da Virgem o que é contestado pelo proprietário. Este, aliás, tem processo no Tribunal com aqueles devido à pose e usufruto da capela.