Espigueiro largo, de tipo misto, construído no séc. 19, e reformado posteriormente, constituindo um caso único no país, possivelmente resultante do aproveitamento de elementos pertencentes originalmente a dois espigueiros estreitos. Apresenta planta retangular bastante larga e cobertura comum, de duas águas, com pés cónicos, atualmente entaipados por paredes, que fecharam o espaço sob o espigueiro para aproveitamento como arrumos, mós e esqueleto em granito, com paredes aprumadas, as de topo em cantaria aparelhada, com as câmaras de fendas verticais e o corredor central rasgado por porta e, na fachada oposta, janela em arco, e as fachadas laterais em ripado de madeira vertical, com travessas a meio. No interior, o corredor central tem vãos de ligação às câmaras.
Espigueiro de planta retangular, bastante largo, composto por duas câmaras laterais e corredor central, com cobertura homogénea em telhado de duas águas. Possui os pés altos singelos, de forma cónica, encimados por mós ou mesas e esqueleto em pedra, com as paredes aprumadas, as dos topos em cantaria e terminadas em empena, e as laterais em madeira. As fachadas de topo, em cantaria, terminam em empena, a posterior coroada por cruz latina sobre acrotério e, no alinhamento das colunas dos cantos, por pináculos sobre acrotérios. Lateralmente as duas câmaras laterais são marcados por fendas verticais, seccionadas a meio, abrindo-se na fachada principal do corredor central porta e, na posterior, janela em arco, de volta perfeita. As fachadas laterais são de ripado de madeira, dispostas verticalmente, reforçadas a meio por uma travessa. Sob o espigueiro, o espaço encontra-se atualmente fechado por silhares de cantaria, sendo aproveitado para arrumos e ali existindo ainda um forno. INTERIOR com zona central possuindo vãos de comunicação com as câmaras laterais.
Materiais
Estrutura, paredes de topo, pináculos e cruz em cantaria de granito; paredes laterais em ripado de madeira; cobertura de telha.
Observações
EM ESTUDO. *1 - Segundo a tradição, Pedro Macau era um capataz galego da empresa Marques de Riestra e Mon, responsável pela construção das obras de arte na via férrea de Ourense a Vigo. Entre os pedreiros, constava Francisco Luís Barreiros, natural de Barbeita, que tinha a seu cargo alguns trabalhadores portugueses. A relação entre Pedro Macau e Francisco Luís Barreiros era bastante difícil, devido ao mau feitio do capataz e ao facto de ele não querer que o mestre trabalhasse com uma equipa portuguesa, levando a que estes deixassem de respeitar a sua autoridade. Durante a construção da ponte da Breia, surge um desentendimento entre a companhia empregadora e os pedreiros, provocado por Pedro Macau, fazendo com que os portugueses fossem expulsos da empresa. Após ter regressado a Ponte de Mouro, Francisco Luís Barreiros manda erguer uma estátua sobre o portal da sua casa, que satirizasse o capataz Pedro Macau.