Moinho de água, de rodízio, construído no séc. 19 / 20 e atualmente abandonado e já sem o mecanismo de moagem, mas que testemunha os antigos sistemas de moagem da região, documentados desde o séc. 18. Apresenta planta retangular, de pequenas dimensões, disposta perpendicularmente ao curso de água, com fachadas em alvenaria de pedra, interiormente pouco iluminado, e cobertura em telhado de duas águas. A fachada principal, perpendicular ao rio, termina em empena e é rasgada por porta de verga reta descentrada, enquanto a lateral esquerda possui uma fresta e, ao nível do solo, cabouco, de verga reta sobre silhares irregulares.
Planta retangular, com cobertura homogénea em telhados de duas águas, meio destruída, rematadas em beirada simples. Fachadas em alvenaria de pedra, a principal terminada em empena e rasgada, à direita, por portal de verga reta, sobre os pés direitos. Fachada lateral esquerda virada ao ribeiro, rasgada por pequena fresta e, inferiormente, ao nível do solo, pela abertura do cabouco, de verga reta, apoiada em blocos de pedra irregulares e ligeiramente inclinadas, já não possuindo no interior qualquer estrutura do sistema de moagem. Fachada lateral direita cega e a posterior rasgada por pequeno vão, também descentrado, e terminada em empena. INTERIOR com as paredes em alvenaria de pedra aparente, com as juntas cimentadas e pavimento em terra. No pavimento conserva apenas a mó superior ou andadeira, apoiada em dois silhares de cantaria, afastados e, ao lado, uma outra mó.
Materiais
Estrutura em alvenaria de granito; travejamento e porta de madeira; cobertura de telha cerâmica.
Observações