Capela reconstruída em 1858 num local diferente da primitiva, mas com as mesmas medidas, com planta retangular simples, interiormente de espaço único, iluminação unilateral e teto de madeira, tendo adossado, à esquerda, sacristia. Fachada principal de cunhais apilastrados, terminada em empena curva e rasgada por portal de arco apontado. A fachada lateral esquerda é cega, abrindo-se na sacristia porta para o adro, e a oposta é rasgada por fresta na zona do retábulo-mor; a posterior termina em empena. No interior possui parede testeira rasgada por amplo arco, de volta perfeita, albergando retábulo-mor com recurso a linguagem clássica, de planta reta e três eixos, e estrutura semelhante ao da Ermida de Nossa Senhora dos Remédios (v. IPA.00035086) e ao da Ermida de Nossa Senhora da Boa Morte (v. IPA.00035089), sensivelmente contemporâneos.
Planta retangular simples, com sacristia retangular adossada à fachada lateral esquerda. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na capela e de uma na sacristia, rematadas em beirada simples, na sacristia, ou dupla. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, a principal, virada a O., percorrida por soco de cantaria, com as juntas pintadas de branco, e terminada em empena curva, com cornija, coroada por cruz latina sobre globo e, lateralmente, sobre as pilastras dos cunhais, por pináculos piramidais sobre acrotérios. É rasgada por portal em arco apontado, sobre pilastras, formando bandeira com vidrinhos, encimada por cartela inscrita. Fachada lateral esquerda cega, abrindo-se na sacristia, porta de verga reta moldurada, virada a O., e janela retangular sem moldura, a N.; na fachada lateral direita, abre-se fresta retilínea na zona do retábulo-mor. Fachada posterior terminada em empena. INTERIOR de espaço único, com as paredes rebocadas e pintadas de branco e teto de madeira sobre travejamento, envernizado. No lado do Evangelho, abre-se porta de verga reta, moldurada, de acesso à sacristia. Na parede testeira, abre-se amplo arco, de volta perfeita, revestido a talha, pintada de branco, com almofadas retangulares a branco e azul e frisos dourados; no fecho tem losango inscrito. Alberga retábulo-mor, de talha pintada de branco, azul e dourado, de três eixos definidos por quatro colunas de fuste liso, assente em plintos paralelepipédicos, almofadados, e de capitéis fitomórficos, coroadas por pináculos, sendo as colunas exteriores mais baixas. Ao centro, abre-se nicho de duplo arco, de volta perfeita, com porta envidraçada e interiormente desnudos, encimados por elemento curvo com flor, e cartela recortada com coroa, ladeado por elementos fitomórficos desenvolvidos a partir das colunas. Banco com apainelados ornados de losangos e, sob o nicho, festão e cartela com motivo fitomórfico. Altar tipo urna, pintado de branco.
Materiais
Estrutura em alvenaria de pedra rebocada e caiada; soco, pilastras, cornija, molduras dos vãos, pináculos e cruz em cantaria de basalto; portas de madeira; vidros simples e martelados; estrutura retabular de talha pintada; beiral e cobertura de telha de meia-cana tradicional.
Observações
*1 - Sabe-se que a ermida possuía um privilégio especial, mas ignora-se atualmente qual é, devido ao desaparecimento do quadro em que ele constava.