Arquitectura militar, maneirista. Forte de planta poligonal irregular, com 2 baluartes quadrangulares com pano murário em talude, parapeito inicialmente com canhoeiras, guaritapoligonal. Arquitectura de comunicação. Farolim de assistência à navegação marítima e habitação de função. Farolim de torre cilíndrica metálica vermelha de 7 m. de altura; o sistema iluminante é constituído por uma óptica dióptrica-catadióptrica de Fresnel, fixa, de 5ª ordem, com altitude de 35 m e 14 milhas de alcance. O primitivo forte prolongava-se para E., tendo sido destruído pela construção do porto de abrigo e da estrada que dá acesso ao porto de abrigo.
Planta poligonal, irregular, 2 baluartes quadrangulares, uma torre de planta circular na praça de armas, edifício de planta rectangular; baluartes de muro em talude, um a N., sem parapeito, outro a S., numa plataforma inferior, rematado por parapeito, com guarita prismática no vértice O.; do lado E. o recinto é separado da estrada por muro alto de recorte irregular, fazendo-se o acesso por portal com verga em arco rebaixado; do lado N. existe ainda um troço da primitiva muralha rasgada por portal; no interior do recinto torre cilíndrica, coberta por terraço e rasgada por frestas.
Materiais
Alvenaria de pedra e tijolo, cantaria, telha cerâmica, madeira, vidro
Observações
Inscrição da lápide da torre: "Reinando D. João IV em Portugal e mandando as armas o príncipe D. Theodósio, e as armas de Setúbal e seu partido Nunes da Cunha, se destinou esta fortaleza de São Theodósio, sendo capitão mor Francisco de Mattos Machado, vedores o juiz de fora Francisco Salgado de Moraes, Manoel Carvalho de Vargas, Manoel Farto do Olival, António Martins da Silva, Engenheiro Sebastião Pereira de Frias, Anno de 1652" (S, 1988, p. 35). *1 - "(...) A óptica deste farol era dióptrica-catadióptrica de Fresnel, de 6ª ordem. Estava montada a 6 m. de altura, numa torre cilíndrica de ferro, pintada de branco com as nervuras de reforço verticais em cor cinza. A fonte luminosaera constituídapor um candeeirode 2 torcidas de reservatório inferior." (in: Faróis de Portugal:2006).