Tholos do período Calcolítico, destinado a enterramentos coletivos e posteriormente reutilizado, constituido por câmara circular, com entrada assinalada por esteio insculturado com figuras geométricas e covinhas, e por curto corredor e mamoa. A pedra de fecho possui um par de figuras antropomórficas gravadas que encontra correspondência no reportório do Vale do Tejo, nas pinturas esquemáticas encontradas em abrigos do Ocidente e do Sul da Península Ibérica, ou ainda na arte megalítica da região de Viseu (GOMES, 2004) *2.
Planta composta por câmara circular, delimitada por 8 esteios colocados na vertical, por corredor coberto, delimitado por 4 esteios, e mamoa. Entrada da câmara demarcada por esteio de grandes dimensões, decorado na face interna com figuras geométricas insculturadas e na face voltada para o corredor com 33 covinhas; a pedra de fecho é decorada por um par de figuras antropomórficas gravadas.
Materiais
Observações
EM ESTUDO. *1 - o espólio encontardo nas várias escavações encontra-se no Museu Regional de Beja Rainha D. Leonor (v. IPA.00006513); *2 - segundo Mário varela Gomes os antropomorfos em "pares divinos" podem traduzir a presença de casais genesíacos, representar hierogamias ou casamentos sagrados, ou ainda gémeos primordiais e protectores, participando de uma iconografia muito conhecida no Neolítico e no Calcolítico do Leste Europeu, da Anatólia e do Próximo Oriente (GOMES, 2004).